Se por acaso leram a minha análise ao jogo original - A.O.T. Wings of Freedom -, saberão que tenho uma opinião algo dividida sobre o mesmo. O primeiro título inspirado na popular e aclamada série de animação nipónica é um daqueles jogos em que é extremamente fácil encontrar e identificar os seus defeitos e pontos mais fracos. Contudo, é também uma daquelas obras que é, apesar desses problemas, extremamente recompensadora e por vezes até altamente viciante, mesmo depois de várias horas a fazer essencialmente a mesma coisa.


No que diz respeito ao departamento técnico, Attack on Titan 2 é um título acima de tudo competente, servindo-se do mesmo estilo visual do seu antecessor que adaptava com sucesso a estética da série de animação nipónica. Mas mais importante que isso é falar sobre a performance do jogo e aqui o jogo soluça, muito devido à agressividade dos Titãs e à capacidade para destruir tudo no cenário, provocando quebras momentâneas na fluidez da framerate. A banda sonora continua a acompanhar com sucesso a ação frenética. Mais uma vez, apenas estão disponíveis as vozes japonesas, o que agradará a uns e desapontará outros.

Attack on Titan 2 é um digno sucessor de A.O.T. Wings of Freedom. Melhora aquilo que já era bom, mas não corrige nenhum dos seus principais defeitos, muito pelo contrário, repete-os vezes sem conta. A decisão de incluir o conteúdo alusivo à primeira temporada percebe-se no sentido de dar mais robustez à obra, contudo, o facto de não haver forma de evitar jogar algo que já havia sido feito anteriormente é um pouco incompreensível. No fundo, Attack on Titan é mais do mesmo. Se gostaram do original, gostarão deste - ou ficarão irritados com a repetição de conteúdo. Se não gostaram, nada na sequela vos fará mudar de ideias.

Apesar de se apresentar como uma sequela do jogo original, Attack on Titan 2 é, em muito sentidos, uma versão refinada do seu antecessor. Existem novidades, mas também há muita repetição de conteúdo que já lá estava anteriormente.
7em 10
7em 10