Há mercado para obras que se dedicam a enaltecer a simplicidade do design que apresentam. A prova é que já existem quatro jogos na série BOXBOY!, estreada na Nintendo 3DS. Esta simplicidade e minimalismo podem ser apreciados em todos os títulos e em toda a extensão das características do jogo. O primeiro jogo da série na Nintendo Switch, BOXBOY! + BOXGIRL!, tem mais detalhe técnico, porém, como está implícito no nome do jogo, é a cooperação que o distingue dos títulos da portátil da casa de Quioto.
Tal como em outros títulos da série da HAL Laboratory, este jogo coloca-nos a controlar uma personagem em forma de caixa, ou quadrado, visto que a perspectiva é bidimensional, que tem a capacidade de fazer crescer outras caixas do seu interior para o exterior. Estas caixas vão permitir que ultrapassem os desafios dos níveis que vos são apresentados. Dependendo do limite de caixas que podem criar de uma só vez, a dificuldade vai variar, todavia, sem nunca complicar muito.
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Por exemplo, se só podem produzir três caixas, vão muito provavelmente ter que usar as caixas para saltar em cima delas e evitar cair em abismos ou em espigões - criando, por vezes uma espécie de escada. Quando o limite subir para seis caixas, ser-vos-á pedido para criar caixas de forma a que o conjunto forme um gancho para subir na plataforma, inserindo alguma verticalidade à vossa atividade. Uma caixa de cada vez é suficiente para chegarem onde querem, basta alguma paciência.
Mais à frente começam a aparecer lasers que vos fazem explodir se lhes tocarem. Por isso, têm que usar as caixas para vosso proveito e bloquear estas armadilhas para evitar que vos façam algum mal. Sente-se que há uma progressão das mecânicas em crescendo, complicando ligeiramente as nossas ações e o que temos de fazer para progredir. Os dois únicos desafios, propriamente ditos, são o não ultrapassar a produção de caixas - para obterem a taça do patamar mais alto do pódio - e a obtenção de coroas espalhadas pelos diferentes níveis. Não querem estar sujeitos a este desafio? Não há problema, não são obrigados a fazê-lo.
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BOXBOY! + BOXGIRL! é o maior jogo da série, pois inclui duzentos e setenta níveis, divididos por três campanhas. Infelizmente, é impossível não se notar alguma “reciclagem” no design dos níveis, instalando uma certa monotonia a longo prazo. Além de se poder jogar sozinho, há cooperação e um modo desbloqueável onde se joga com Qudy, uma personagem de forma rectangular, cria caixas maiores em comprimento ou em altura, conforme a orientação que derem para a produção da caixa. É dos aspetos mais supreendentes: descobrir como é que os produtores chegaram a um conceito que funciona, quebrando a ideologia original:o quadrado perfeito.
O modo cooperativo é, contudo, o modo ao qual se pode atribuir o maior valor ao jogo. Com um amigo, terão de chegar à solução do problema. Nem aqui complica muito, mas quem se habituou a jogar inteiramente a solo, é estranho ter que contar com alguém quando tínhamos feito tudo até aqui sem a ajuda de ninguém. Faz relembrar alguns níveis de Snipperclips: Cut It Out, Together!, uma autêntica pérola da Switch. A facilidade e simplicidade do jogo tornam este Boxboy uma excelente entrada para qualquer tipo de jogador, seja qual for a experiência que tem com videojogos. Por isso, jogar com amigos não é uma atividade frustrante.
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Assim, BOXBOY! + BOXGIRL! é uma notável entrada na série da Nintendo, onde é o minimalismo que sai destacado. É um jogo excelente para novos jogadores na série, seja qual for a sua experiência até aqui. Agora, se querem um jogo que vos desafie a sério, com testes constantes aos vossos reflexos e inteligência, então este não é o jogo certo para vocês. Isto é para quem quer algo para relaxar e não para exercitar os neurónios até parecer o Will em O Bom Rebelde.

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