Os jogos de plataformas têm a vantagem de poderem ser muito versáteis quanto à sua temática. Por isso, é natural que de Blob, um clássico da Wii, tenha chegado à Switch, até porque faz parte do alinhamento de títulos adquiridos pela THQ Nordic. O género dos jogos de plataformas não é o mais popular de sempre, mas a Nintendo tem conseguido mantê-lo relevante graças aos títulos que Mario protagoniza, todavia, não é suficiente. Por isso, ainda faz mais sentido que este jogo tenha vindo para a consola da casa de Quioto.

Em de Blob, controlamos um ser de massa viscosa, constituída, essencialmente, por água. O propósito deste estranho ser é de restaurar a cor de Chroma City, porque a entidade maléfica INKT resolveu proibir toda a cor, deixando a cidade apenas em tons de branco, preto e cinzento. 

Em torno da cidade e em certos locais estratégicos, onde podemos chegar através das plataformas formadas pelas habitações e edifícios, há paintbots que transportam tinta de uma determinada cor. E quanto mais tinta absorver, maior fica a nossa criatura viscosa. Assim, qualquer coisa que toque para além dos edifícios, sejam eles árvores, pontes ou o próprio chão, tudo ganha cor e, literalmente, vida. Desta forma, restaurar a vida urbana parece ser muito simples e fácil. 

Para aceder aos vários sítios que estão, inicialmente, bloqueados têm que registar uma certa pontuação. Esta é atingida conforme a quantidade de edifícios que pintam e os objetivos que completam. Os objetivos não são nada complicados. Podem pedir-vos para pintar um quarteirão de uma só cor, depois de terem misturado tinta para obter a cor exigida. Não há nada que vos vai dar dores de cabeça para resolver: os objetivos são simples e diretos. 

O título da THQ Nordic é relaxante dada a monotonia das atividades. Há um certo contraste com o próprio jogo, pois temos como finalidade animar uma cidade com cor da forma mais enfadonha possível. No entanto, olhámos para o nosso trabalho, para a nossa tela que estava com uma tonalidade monocromática, e vemos que transformamos o jogo numa paisagem vibrante e cheia de vida. Espalhar tinta num condomínio, ou seja, pelo conjunto de prédios que o forma, liberta por vezes os seus habitantes, pintem-nos para a felicidade se propagar entre eles. São mais pontos que juntam e é uma outra forma de libertar estes seres do regime opressor que baniu toda a cor da sociedade.

Têm de pintar tudo o que conseguirem encontrar, quanto mais não seja para desbloquear a próxima área urbana. Completem todos os objetivos que puderem, pois são estes que vos vão dar as somas mais avultadas de pontos. Volto a sublinhar: é da maior importância continuar a acumular pontos, pois só assim ganham acesso a mais partes do jogo.

Se sentirem perdidos, basta abrir o compasso com o botão “X”, para saberem onde ir, nomeadamente aos objetivos. Esta ajuda não é um guia que vos dá a mão, mas um auxílio mínimo se não tiverem um bom sentido de orientação. Esta mecânica é simples e não abranda o jogo, mas preserva a fluidez para que o jogador se continue a divertir de plataforma em plataforma.

Há momentos em que vos será pedido para combater, apesar desta não ser uma mecânica central ao jogo, mas mais um detalhe da jogabilidade que está presente. Felizmente, de Blob tem uma funcionalidade que nos permite bloquear a câmara no inimigo para que não estejamos demasiado tempo a rodá-la manualmente. Os inimigos não são o nosso único problema, devemos evitar a todo o custo tocar em poças de tinta preta, pois esta vai reduzir a saúde da nossa criatura até sucumbir definitivamente. Basta lavarem-se com água limpa para evitar este infortúnio. 

O jogo da THQ Nordic pode parecer demasiado simplista em termos visuais, mas tem obviamente texturas melhoradas em relação à versão Wii, que lhe dão um aspeto de desenho animado. Em suma, esta simplicidade visual assenta na perfeição em de Blob, que se adapta bastante bem à Nintendo Switch e à realidade do mercado que tem estado a aceitar cada vez mais os títulos de plataformas renovados para uma nova audiência. Se querem mais títulos deste género, têm em de Blob uma excelente oportunidade de jogar um título que devem ter, provavelmente, perdido na altura da Wii.