Acredito, sinceramente, que existem muitas pessoas que se sintam demasiado constrangidas a jogar algo com a liberdade de Minecraft, ou até mesmo de Terraria. Se não tiverem imaginação ou alguma criatividade, vão se sentir perdidos com estes jogos. Dragon Quest Builders vem, à sua maneira, colmatar esta falha deixada por estes títulos com uma campanha que contém objetivos bem definidos. Construir já não é um mistério guardado em inúmeras páginas de guias de sites dedicados ao jogo, nem em vídeos publicados no YouTube. Está tudo ao vosso alcance e esta é a principal força do jogo.
Não se preocupem, Dragon Quest Builders tem muitas surpresas guardadas na manga. São-vos entregues várias plantas de construções, como se os jogadores fossem autênticos engenheiros ou arquitetos. Os habitantes da vossa aldeia dão-vos missões, para que nunca fiquem confusos com o que irão fazer a seguir. Porém, podem fazer tudo como quiserem, pela ordem que quiserem. Dragon Quest Builders dá-vos liberdade para tomarem as vossas decisões, mas caso queiram progredir o jogo ao vosso ritmo, estão livres de o fazer.
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O cerne do título da Square Enix reside na construção e na edificação de uma aldeia que se julgava em ruínas. Vocês são o lendário Builder, uma das poucas pessoas que ainda têm o conhecimento para construir ou criar novos itens, através da combinação de dois ou mais materiais. A construção e, por conseguinte, todos os sistemas de crafting, são uma parte fulcral desta experiência. Felizmente, para terem uma boa sessão com Dragon Quest Builders não precisam de aceder a nenhum site externo ao jogo para saberem o que construir. Quando descobrirem um item pela primeira vez, faz-se, literalmente, luz na cabeça da vossa personagem.
A construção da aldeia depende inteiramente de vocês. Serão obrigados a criar algumas habilitações específicas. Pensem assim: a vossa aldeia é uma enorme casa e vocês estão responsáveis por construir todas as divisões que vos forem pedidas. Para um quarto básico têm que construir paredes com uma área mínima, uma fonte de luz e uma porta. Adicionem uma cama e têm uma quarto para dormir. É tão simples quanto isso. E à medida que novas divisões são construídas, mais experiência ganha a aldeia. E ao passar de nível novas construções ficam desbloqueadas.
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Contudo, não foi só a transformação de material que foi adaptada de Minecraft: à noite os monstros atacam a pequena fortaleza que estão a erguer com as vossas próprias mãos. Não se preocupem, nenhum Creeper se vai aproximar de vocês e explodir com o vosso trabalho, até porque na terceira pessoa é muito difícil serem apanhados desprevenidos. Os monstros em si são os mesmos que a série já entregou ao longo dos anos. A mascote da série, o slime azul, faz a sua aparição, assim como algumas variantes deste modelo, como o monstro mais fraco do jogo.
O jogo, infelizmente, não tem o combate mais agradável. É um processo que passa por atacar e defender. Ou seja, para matar um monstro que precise de sofrer bastante dano, é necessário “dançar” à volta dele. Ataco e apercebo-me que começou a animação do monstro para atacar por isso, quando vejo que está prestes a bloquear a sua posição para dar o golpe, afasto-me. Andar aos círculos à volta dos inimigos é a solução mais adequada a este combate arcaico. Se ficarem rodeados por vários inimigos, o melhor é arranjar uma forma de conseguirem atacar um de cada vez.
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O combate, tal como no resto do jogo, é importante para recolher materiais. Os slime deixam, por exemplo, um líquido azul para podermos usar na criação de tochas e estas podem ser transformadas em fontes de luz ainda mais elegantes. É uma grande parte do jogo, para criar e transformar é preciso sempre a matéria-prima. Há tudo o que é esperado encontrar: madeira, terra, pedra, carvão, cobre, ferro e muitos outros materiais preciosos e mais raros.
O que foi bem desenhado em Dragon Quest Builders é um baú mágico que recolhe os itens por nós quando o nosso inventário já está cheio. Há algum material que necessitam de usar neste preciso momento? Então podem aceder a este cofre remoto através do próprio menu. Foi uma excelente opção de design, pois assim não necessitamos de saltar de um lado para o outro só para organizar os nossos recursos.
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Apesar de ter bons sistemas que nos entregam um ciclo vicioso de atividades, este título tem um senão: a câmara de jogo. Dragon Quest Builders é um jogo na terceira pessoa, que nos permite colocar a câmara em três graus de aproximação. Pessoalmente, quanto mais afastada estava a câmara, melhor. No exterior joga-se muito bem, mas em espaços interiores e fechados a câmara coloca-se quase em cima do ombro da personagem, não permitindo ver bem o que a rodeia. É preciso ajustar a câmara com o analógico direito para uma posição mais nos permita ver o que precisamos, sobretudo quando existem inimigos.
Tecnicamente, não existem grandes diferenças entre as outras versões do jogo. Até o modo portátil não tem grandes quebras na resolução e nos fotogramas por segundo no qual é exibido o jogo. São aproximadamente três horas de bateria que Dragon Quest Builders nos deixa jogar. Não é o ideal para sessões prolongadas a fazer demandas, mas revelou-se o suficiente para terminar algumas missões, de forma faseada. Se a vontade for assim tanta de continuar este ciclo, temos de ligar a consola à televisão ou ligar o carregador se houver uma tomada por perto.
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Minecraft pode ser uma experiência em que nos sentimos perdidos, nos seus mundos criados aleatoriamente pelos algoritmos do código do jogo. Dragon Quest Builders imprime uma direção e um objetivo a este fórmula, um RPG que até melhora alguns elementos onde a maioria dos jogos de sobrevivência do género falha. Há uma vontade contínua em recolher materiais, em construir e em criar novas divisões para a nossa aldeia, tudo elaborado na estética muito própria de Akira Toriyama que assenta tão bem.

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