Extinction, a mais recente obra da Iron Galaxy, estúdio que assumiu as rédeas de Killer Instinct após a saída da Double Helix Games, é um daqueles títulos que passa facilmente despercebido no meio de uma indústria sempre carregada de jogos a competir pela atenção do consumidor. Anunciado sem grande pompa e circunstância na E3 de 2017, foi de forma semelhante que o título chegou ao mercado no mês passado.
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Por vezes isto leva a que jogos vindos do nada surpreendam tudo e todos e consigam ganhar um nível de atenção no pós-lançamento que não haviam conseguido antes. Infelizmente, Extinction não é um desses casos. É sim um título bastante medíocre e muito pouco extraordinário que não faz o suficiente para manter os jogadores interessados durante mais do que uma ou duas horas.
As comparações com Attack on Titan foram imediatas após o anúncio e percebe-se facilmente porquê. Extinction leva-nos para um mundo devastado por criaturas gigantescas conhecidas como Ravenii que destroem populações, fazendo-se acompanhar por criaturas demoníacas de dimensões mais reduzidas e ameaçando, claro está, a sobrevivência da humanidade. Assumindo o controlo de um Sentinel, um dos últimos defensores do planeta face a esta ameaça, teremos de procurar o apoio de um reino para evitar que os nossos esforços sejam apenas o adiamento do inevitável.
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O problema desta comparação é que toda a experiência de Attack on Titan assenta numa mitologia e narrativa entregues de forma cativante e recheadas de personagens memoráveis que dão um maior impacto à ação e motivação ao jogador. Esta obra não tem nada disso, muito pelo contrário. Tudo é genérico. As personagens, a história, as cidades e as pessoas que salvamos durante as missões, nenhum deste elementos recebe a atenção que merece, servindo apenas como pano de fundo para as batalhas.
Na sua essência, Extinction é jogo Hack ‘n’ Slash cujas missões nos colocam em confronto direto com estes inimigos de proporções épicas num esforço para impedir a total aniquilação do mapa em que nos encontramos. O combate é sólido e a movimentação é veloz, mas isso não é suficiente para manter a experiência fresca quando percebemos que todas as missões da campanha são essencialmente iguais.
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No fundo, têm de resgatar cidadãos e destruir inimigos para ativar o poder da vossa espada que vos permitirá desferir o ataque final nos Ravenii. Enfrentá-los é um desafio interessante, especialmente porque uns apresentam diferentes tipos de armaduras que podem ser mais fáceis ou mais difíceis de destruir, contudo, o facto de estarmos sempre em contrarrelógio para evitar que a percentagem restante da cidade atinja os 0% impede que possamos desfrutar verdadeiramente destes confrontos.
Morrer é um destino comum neste jogo - aliás, o título faz um péssimo trabalho em fazer-nos sentir poderosos -, mas a forma como o jogo lida com esse facto é questionável. É certo que nos coloca rapidamente de volta à ação, mas fá-lo quase sempre colocando-nos num ponto do mapa ainda distante do inimigo que estavamos a enfrentar. Uma vez que a única forma de falhar uma missão é permitindo a destruição total do cenário, o jogador é constantemente forçado a fazer as coisas à pressa, o que se traduz em demasiados fracassos até percebermos a forma como o jogo quer que nós poupemos tempo.
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Tal como os Titans da série de animação nipónica, a destruição dos Ravenii passa também pela destruição de membros do corpo - geralmente protegidos por armadura que tem de ser destruída primeiro - para limitar a sua movimentação e a sua capacidade de destruição, sendo depois preciso desferir o ataque final na base do pescoço com o poder mágico da espada totalmente carregada. Sempre que utilizarem este ataque terão de voltar a carregar a espada.
Para além do objetivo principal da missão, que passa ou pela destruição de determinado número de Ravenii ou pelo resgate de determinado número de populares, existem ainda objetivos secundários para serem concluídos, como por exemplo a realização da missão o mais rápido possível ou a morte de determinado número de inimigos padrão, se assim desejarem, e que vos garantirão mais pontos de habilidades no final da missão.
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Obviamente, estes pontos podem ser depois usados para explorar a árvore de habilidades que permite melhorar a saúde, a capacidade de salto, o tempo que demora até ativarem os cristais de salvação dos populares, entre outras opções. Muitas delas podem, inclusivamente, ser melhoradas mais que uma vez, mas estão longe de ser suficientes para manter o cerne da experiência interessante, já que o cansaço do design repetitivo das missões continuará sempre bem patente.
No departamento técnico, Extinction é um jogo bastante competente. O estilo visual está longe de ser memorável, mas é suficiente para o diferenciar da competição, muito embora os seus cenários sejam algo desertos de vida. A banda sonora faz também um trabalho sólido para acompanhar a ação. Mais importante que tudo isto, contudo, é importante mencionar que durante o meu tempo com a obra não me deparei com qualquer soluço da framerate, algo que seria preocupante numa experiência deste género.
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Se ainda não ficou claro, a nova obra da Iron Galaxy é um título muito mediano. Não é horrível, mas também não consegue fazer com que qualquer um dos seus elementos brilhe verdadeiramente. No fundo, Extinction é uma daquelas obras que apenas existe, não deixando qualquer rasto do seu lançamento e estando condenada a cair no inevitável esquecimento.

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