Os jogos da Wii U que têm sido lançados na Nintendo Switch procuram uma nova audiência, mais concretamente aquela que a Nintendo recebeu graças à sua mais recente consola. Ainda assim, esta estratégia pode reduzir as hipóteses de uma nova colaboração entre a Koei Tecmo e a Nintendo ou de, preferencialmente, um novo título que dê continuidade a Hyrule Warriors. Porquê? Pelo simples facto deste título, que cruza a jogabilidade dos jogos Musou com o universo de Zelda, não oferecer nada de novo em relação às versões originais - podendo afetar as vendas -, apesar de juntar todo o conteúdo lançado na 3DS e Wii U neste conjunto apelidado de Definitive Edition.
Os pilares da jogabilidade original estão todos cá. Este jogo continua a entregar mecânicas de jogo típicas de títulos como Dynasty Warriors e de todos os seus inúmeros spin-offs, contudo, Hyrule Warriors tem o charme e identidade da tão conhecida licença da Nintendo. Com espadas, assim como todo o tipo de armas ligadas à personagem com a qual estão a jogar, vão varrer centenas de inimigos à força dos vossos golpes devastadores. Será isto que vão fazer por vários níveis e inúmeras personagens, com uma narrativa que inclui justificações para incluir as muitas variações de Link (Young Link, Toon Link e Link) presentes no jogo.
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Uma das características que favorece o jogo é o enorme elenco de vinte e nove heróis e vilões com os quais podemos jogar ao longo de toda a campanha. Assim, temos ao nosso dispor uma grande variedade de golpes, estilos de combate, armas e ataques especiais. Apesar de estarmos a chacinar uma grande quantidade de inimigos em simultâneo, os tais que chamamos de “carne para canhão”, obtemos, através daquilo que o jogo nos oferece, fantásticas batalhas com inimigos mais resistentes. Os bosses são o pináculo deste espetáculo acrobático e pirotécnico, o momento em que temos de procurar os seus pontos fracos, tal como numa obra Zelda tradicional.
Se nunca jogaram a versão Legends, a polémica edição com um desempenho atroz e que incluia um Link feminino, Linkle, vão ter agora acesso a uma história paralela à principal com esta peculiar heroína. É mais uma personagem com um leque de ataques bem diferentes dos outros, oferecendo uma narrativa cómica de tão forçada que é para inserir esta peça e fazer o mínimo de sentido para a encaixar na globalidade da obra. A sua introdução é interessante, pelo simples facto de termos mais uma personagem com a qual podemos lutar e aniquilar inimigos às centenas de milhar de cada vez.
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Infelizmente, esta versão continua a limitar o multijogador para duas pessoas na mesma divisão, ou seja o online permanece ausente. Caso tencionem partilhar esta experiência com um amigo, algo que é recomendado, o ecrã é dividido a meio e cada um joga sem estar dependente do outro. Este modo é particularmente interessante por permitir que as jogadas pelo mapa de jogo sejam combinadas instantaneamente, sem terem de colocar o jogo em pausa e dar ordens a cada um dos heróis que estão a vosso lado no campo de batalha.
Os jogadores que regressam do jogo que foi publicado na Wii U, recebem nove capítulos do modo Legend e cinco mapas do modo Adventure que só estavam disponíveis na 3DS. Também estão incluídas as mecânicas que nos dão a possibilidade de poder trocar instantaneamente de personagens e de teleportar para uma outra zona do mapa com a Ocarina. E se ficaram insatisfeitos com o aspeto gráfico e o seu desempenho técnico na Nintendo 3DS, com a Definitive Edition têm a melhor edição portátil do jogo. Com tudo isto, Hyrule Warriors: Definitive Edition é, como já se estava à espera, a melhor edição até agora publicada.
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É pena que não haja nada de realmente novo, algo que não é incomum acontecer em jogos que são lançados em novas plataformas. Há fatos para Link e Zelda inspirados em Breath of the Wild, mas nada de mais relevante. Uma história que incluísse novos cenários, ou até uma história alternativa - uma ideia que não é disparatada, visto Linkle estar presente -, por exemplo, seria interessante. Mas se estão a jogar este título pela primeira vez, então podem contar com uma longevidade que se estende facilmente para várias dezenas de horas, divididas entre Legend Mode e Adventure Mode.
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Já jogaram Hyrule Warriors e não estão interessados numa nova partida, agora na Nintendo Switch? Têm sempre Fire Emblem Warriors para colmatar a ausência de um bom jogo Musou que tanta falta tem feito à consola da casa de Quioto. Caso contrário, têm aqui muito para fazer, muitas missões para ultrapassar com uma jogabilidade clássica que só a Koei Tecmo sabe tão bem fazer.

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