por - Jul 25, 2013

Kung Fu Rabbit Análise

Todos nós desejamos secretamente viver num mundo em que o Kung Fu seja a resposta para todos os nossos problemas. Quem não gostaria de viver num mundo onde o Kung Fu dita as leis e no qual os mais poderosos dominam a seu bel-prazer? Pensando bem, talvez esse mundo não fosse o mais indicado para mim, mas o que é certo é que com Kung Fu Rabbit, a produtora cTools Studios ofereceu-nos a possibilidade de entrar num universo em que até os coelhos sabem as bases mais importantes desta arte marcial. Depois de ter sido lançado para plataformas móveis com relativo sucesso, Kung Fu Rabbit chega agora à PlayStation Vita.

Kung Fu Rabbit é um título de plataformas a duas dimensões que coloca o jogador no controlo de coelhos mestres da arte marcial e desejosos de recolher cenouras. O nosso objetivo principal é salvar todos os coelhos bebés que foram raptados por invasores desconhecidos e que nos esperam no final de cada nível. A premissa é bastante simples e serve apenas como meio de justificação para tudo aquilo que o jogo coloca no nosso caminho.

O nosso coelho começa com apenas três habilidades: saltar, deslizar pelas paredes e ataques mortíferos. Para saltar podemos optar entre utilizar o botão X, o ecrã tátil ou o painel traseiro, embora seja bastante óbvio que o botão oferece um controlo muito mais eficiente e fácil de utilizar, sendo que a utilização do ecrã tátil ou do painel traseiro será mais adequada apenas para os jogadores já familiarizados com a versão para plataformas móveis do título. A possibilidade de deslizar nas paredes é provavelmente a habilidade de marca deste jogo, funcionando sempre de forma bastante segura sem nunca causar momentos de frustração. Para eliminar um inimigo a estratégia é sempre a mesma, ou seja, atacar o seu ponto fraco que se encontra representado por um ponto azul facilmente identificável. No entanto, diferentes inimigos possuem diferentes pontos fracos, o que significa que é necessário uma adaptação rápida para enfrentar diferentes inimigos ao mesmo tempo.

Se quiserem melhorar a vossa personagem, então o caminho a seguir será uma visita ao menu Dojo que vos permitirá utilizar todas as cenouras que recolherem nos níveis que tiverem ultrapassado para adquirirem itens de uso único que oferecem pequenas ajudas, mas que apenas podem ser utilizados uma vez, o que obriga a que a sua utilização tenha de ser muito bem ponderada. Podem também adquirir artefactos que, embora mais “caros”, podem ser utilizados um número infinito de vezes. Apesar de representaram uma ajuda bastante agradável, estas habilidades falham em criar uma variedade significativa na jogabilidade, com os níveis a colocarem constantemente os mesmos desafios ao jogador.

Kung Fu Rabbit conta com 80 níveis divididos por 4 capítulos diferentes, sendo que depois de os ultrapassarem todos, será desbloqueado um modo de dificuldade mais elevada que apenas motivará os jogadores mais dedicados a voltar a enfrentar todos os níveis por uma segunda vez. Digo isto, porque embora os níveis sejam interessantes, os elementos em jogo não variam tanto como seria desejável, com apenas algumas plataformas destrutíveis e pouca variedade de inimigos. Para além disso, o título requer que joguemos várias vezes o mesmo nível até que consigamos finalmente perceber qual a melhor estratégia para chegar até ao ponto final, sendo necessário recorrer a um método de tentativa-erro. A inexistência de qualquer tipo de pontos de controlo pode também originar alguns momentos frustração, embora os níveis do jogo sejam, de uma forma geral, curtos e rápidos. Outro aspeto que afeta de forma bastante evidente a jogabilidade é a câmara de jogo, uma vez que esta fixa-se insistentemente no jogador e não permite ver o que nos espera no caminho que temos a percorrer até já ser demasiado tarde.

Graficamente, o título da cTools Studio é bastante apelativo, com o predomínio de cores alegres e quentes que se adequam bastante ao estilo e temática do jogo. No entanto, os cenários não são tão diversificados como seria de esperar, embora os que existam façam um bom trabalho em transportar o jogador para um universo onde os coelhos são capazes de praticar artes marciais. Por outro lado, a banda sonora do título deixa muito a desejar, sendo absolutamente repetitiva e aborrecida, chegando por vezes a tornar-se simplesmente irritante e uma distração para o jogador.

Em suma, Kung Fu Rabbit é um jogo bastante sólido em tudo aquilo que pretende ao jogador, mas que faz pouco para se distinguir de tantos outros jogos já existentes no mercado dentro do mesmo género. Ainda assim, é de salientar o baixo preço do título e o facto de se encontrar totalmente localizado em português, embora não seja o português de Portugal, que podem tornar este título uma opção mais agradável para os jogadores que estiverem à procura de algo para matar o tempo.

veredito

Kung Fu Rabbit é um bom jogo de plataformas, mas a falta de diversidade fazem com que esteja longe de ser um experiência obrigatória.
6 Jogabilidade sólida Número considerável de níveis Níveis pouco diversificados Banda sonora repetitiva e aborrecida

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Kung Fu Rabbit

para iOS, PS Vita, Wii U

Acclaimed tittle on mobile platforms is now available for the PlayStation Vita.

Lançado originalmente:

03 July 2013