Na Nintendo 3DS, assim como na sua irmã mais velha - a fantástica Nintendo DS -, havia um mercado muito peculiar para os fãs que gostam de usar a massa cinzenta enquanto jogam. A série Professor Layton é, de certa forma, o que sempre considerei o pináculo dos jogos de quebra-cabeças que as consolas portáteis receberam.
A Nintendo Switch tem ganho casa vez mais interesse por parte dos jogadores e, por isso, também dos produtores. A Level-5, uma das produtoras que mais colaborou com a Nintendo durante os últimos tempos, também começa a ver (mais vale tarde do que nunca) a família de consolas Switch como uma plataforma onde investir. O ponto mais fácil para ganhar o coração do seu público é desenvolver ou adaptar jogos de séries bem conhecidas, como é o caso da já mencionada série Professor Layton.
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A obra escolhida para estrear a série de quebra-cabeças na Nintendo Switch foi a que tem o nome mais longo (que ficou ainda maior), Layton's Mystery Journey: Katriellle and the Millionaires' Conspiracy - Deluxe Edition, ou seja, o último título que foi lançado na 3DS. Se foi ou não uma boa escolha, só a produtora nipónica o saberá. Porém, não deixa de ser estranho que o jogo que coloca a filha de Layton no centro das atenções ter sido a escolha para dar, provavelmente, a conhecer a série a uma nova audiência, constituída por jogadores mais jovens.
Aqui é a filha do professor Layton a estrela do jogo, Katrielle está a iniciar a atividade de detective e, se filho de peixe sabe nadar, tudo indica que terá sucesso nos casos que terá de resolver. Porém, na prática nada altera a fórmula da jogabilidade para solucionar puzzles, sejam eles elaborados ou simples.
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A versão Deluxe Edition, que veio para a Nintendo Switch, aumenta o número de quebra-cabeças para as cinco centenas e apesar de uma boa quantidade deles ter sido lançado posteriormente sem nenhum custo adicional, há ainda quarenta puzzles totalmente novos. E se esta quantidade vos parecer insuficiente, ainda serão lançados desafios diariamente.
O único problema, relativamente aos puzzles, que continua presente é a qualidade dos desafios em si, que são bem mais fáceis do que os quebra-cabeças da série original. Esta redução na dificuldade deve-se também ao falecimento de Akira Tago, psicólogo conhecido na série pela sua contribuição no desenho de puzzles.
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É uma prática comum diminuir a dificuldade da jogabilidade para receber novos jogadores de uma nova consola, de uma geração que desconhece o regozijo em superar desafios que exigem alguma habilidade. Assim podem aproveitar mais a história que a Level-5 escreveu e que contém um argumento que se distingue por ser divertido, graças ao humor e às situações estranhas que ocorrem para frisar esta característica.
Infelizmente, a redução de dois ecrãs para um é um pequeno problema. Enquanto que o Stylus servia para fazer de rato para controlar o cursor no ecrã superior, a ausência deste ecrã significa que teremos de arrastar o cursor com o analógico para ver onde é que é sinalizado algo importante no cenário.
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O ecrã táctil da Switch não resolve este pequeno incómodo, porque mesmo que arrastemos o cursor com o dedo ou com uma caneta com ponta de borracha não vemos as diferentes alterações do cursor para sinalizar algo do cenário. Contudo, é bom saber que não se esqueceram de incluir a função, pois é prático para resolver puzzles.
Graficamente não se pode afirmar que melhorou muito, porque convém não esquecer que continuamos a estar perante um jogo onde predominam imagens estáticas. Assim, a aventura de Katrielle é uma boa entrada na série, mas teria muito mais valor uma adaptação dos clássicos da Nintendo DS.

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