Depois da Segunda Guerra Mundial, começou um período conhecido como a Guerra Fria. O mundo estava dividido entre Este e Oeste, dominados pela Rússia de um lado e os Estados Unidos da América de outro.

Um dos temas centrais a esta Guerra Fria foi a conhecida corrida espacial, em que as duas super potências tentavam chegar mais longe no espaço primeiro que o adversário. Muitos avanços tecnológicos depois, os EUA conseguiram chegar à Lua e tecnicamente ganhar a corrida espacial.

Este imaginário da exploração espacial há muito que é cultivado, mas Lifeless Planet tenta fazer algo diferente. No jogo assumimos o papel de um astronauta norte-Americano que faz parte da tripulação de uma missão para explorar um novo planeta a 20 anos-luz da Terra. O objetivo é guiar este explorador espacial pelo ambiente inóspito e hostil do planeta, tentando desvendar porque um planeta que há 15 anos estava cheio de vida, agora não passa de terra desolada.

O motivo? Foram encontradas formas de vida nesse planeta. Depois de falhar a aterragem, descobrimos rapidamente que o planeta que florescia com vida não existe e a nossa tripulação está desparecida.

Este início com a aterragem falhada não é novidade, mas o enredo que rapidamente se monta peça a peça torna tudo muito mais interessante. Depois de explorarmos a superfície do planeta durante uns minutos, o jogo revela uma antiga cidade soviética abandonada e aqui o astronauta começa a questionar-se se a sua missão foi uma farsa, ou se algo removeu por completo a vida daquele planeta.

É tudo muito promissor, mas ao invés de correr majestosamente, o jogo cambaleia entre momentos bastante bons onde a jogabilidade a música e a história estão em uníssono e é agradável jogar, ou então percorremos longas distâncias praticamente só a saltar e a usar o jetpack de plataforma em plataforma.

Todo o jogo dá a sensação de ser demasiado conveniente, as garrafas de combustível que aumentam o número de jatos que podem ser usados parece estar sempre numa esquina quando é necessária.

As bolas verdes usadas para dar energia às máquinas alienígenas, estão convenientemente perto dos sítios desejados, não há dificuldade real. Por outro lado o braço mecânico que pode ser usado para interagir com mecanismos alienígenas, é muito impreciso, e cria dificuldade onde esta não devia existir.

Graficamente este título não vai impressionar muitos. É certo que há algumas exceções, onde a paisagem alienígena se mostra belíssima, especialmente quando o sol se põe. Mas tirando estas raras excepções, ficamos com um jogo que parece ter sido feito há bem mais anos. Isto é evidenciado pelas texturas simples, os efeitos visuais pouco desenvolvidos, como as partículas do fogo ou da água.

Mesmo assim, Lifeless Planet é um jogo que vale a pena explorar, a banda sonora está muito bem conseguida, e acrescenta grande valor às cenas importantes do jogo. A história começa muito bem, e a primeira metade do jogo consegue manter qualquer jogador interessado.

Mas à medida que esta se começa a prolongar, e o jogo arrasta-se com puzzles repetidos, longos espaços de tempo em que nada acontece, torna a tarefa de chegar ao fim quase um castigo. Ainda assim, não posso dizer que Lifeless Planet é um mau jogo, porque não é. É sim, um jogo demasiado longo.