Nota: Esta análise versa apenas sobre o conteúdo exclusivo à expansão Aftermath. Podem ler o nosso veredito em relação ao lançamento original aqui.

Um ano depois da sua estreia no mercado, Mortal Kombat 11 continua a ser um dos mais celebrados e populares títulos do género. Com o lançamento da expansão Aftermath, a NetherRealm relembra-nos da valia do mais recente capítulo da sua histórica série de combate e dá um novo sopro de vida à obra, com vários argumentos para fazer regressar aqueles que se afastaram entretanto da sua experiência de jogo.

Um regresso que, no entanto, não é leve para a carteira e esse é provavelmente o maior ponto de interrogação em redor de Aftermath. A qualidade do conteúdo não está em questão, mas quase 40€ por mais um par de horas no modo história, 3 personagens adicionais e novas opções de personalização dos lutadores é um valor que não será justificável para todos os jogadores.

Ignorando esse não tão pequeno pormenor, esta expansão adiciona então Sheeva, a guerreira Shokan que já tinha tido uma breve aparição na história original, Fujin, o Deus do Vento e irmão mais novo de Raiden, e RoboCop, que se junta assim ao grupo de personagens convidadas do elenco, depois de Joker, Terminator e Spawn terem feito o seu caminho até ao jogo durante o último ano.

Com estilo diferentes, Fujin a servir-se dos seus poderes para um maior alcance nos seus ataques, enquanto Sheeva e RoboCop são mais eficazes quanto mais próximos estiverem do oponente. À exceção do polícia ciborgue, vocalizado por Peter Weller, o ator que representou originalmente a personagem, tanto Sheeva, como Fujin tem direito a bastante tempo de destaque nos capítulos extra adicionados à narrativa de Mortal Kombat 11, o que dá oportunidade aos jogadores para se familiarizarem com ambos.

Dito isto, o verdadeiro protagonista deste prolongamento da história é Shang Tsung, o feiticeiro com motivações nefastas que, juntamente com Nightwolf e Fujin, é libertado do seu aprisionamento no Void após a morte de Kronica às mãos de Liu Kang nos eventos finais da campanha original. Com a coroa de Kronica destruída durante a batalha, Liu Kang vê-se forçado a unir forças com o frequente aliado de Shao Kahn, enviando o trio de volta ao passado - aos eventos da história original - para alterar o percurso da linha temporal e impedir a destruição da coroa.

Ainda que o desenrolar dos eventos não seja rico em reviravoltas inesperadas, Aftermath oferece uma narrativa bastante competente, com personagens interessantes e bem vocalizadas. Para além disso, e ao contrário do que se verificou na história original, estes capítulos adicionais dão-nos a possibilidade de assumir momentaneamente o controlo de alguns dos antagonistas da série, permitindo vê-los sair vencedores de alguns confrontos pela nossa mão e não apenas através de cinemáticas.

Para além das personagens e da nova história, Aftermath marca também a introdução das Friendships em Mortal Kombat 11. Essencialmente, as Friendships são paródias das Fatalities pelas quais a série é conhecida. Em vez de desmembrarem ou explodir o vosso oponente, estes novos Finishers permitem encerrar o combate com uma comemoração humorística. Por exemplo, Sonya Blade atira um pau para o seu robot apanhar, mas que acaba por trazer por arrasto o oponente, Kotal Kahn alheia-se do inimigo derrotado para trabalhar no bronzeado, enquanto RoboCop termina o combate com a dança do robot. 

Assim, Aftermath é sobretudo um lembrete da qualidade de Mortal Kombat 11 e um incentivo ao regresso por parte daqueles que se desligaram entretanto da obra. O preço não é o mais acessível, mas isso não invalida o facto de estarmos perante uma expansão interessante para um dos melhores jogos de combate da atualidade.