Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas é um caso estranho na indústria, um caso de estudo para todas as obras que se estreiam nos dispositivos móveis e nunca encontram o seu caminho até outras plataformas e, salvo algumas exceções, caem rapidamente no esquecimento e ficam muito aquém do que poderiam ter alcançado, seja em termos de vendas e lucros ou em termos de popularidade junto da comunidade que mais tempo dedica este meio de entretenimento e assegura a sobrevivência de várias editoras, estúdios e propriedades intelectuais.
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Lançado em 2013 na App Store, foi preciso a obra chegar mais tarde ao PC e sobretudo às consolas para que a vasta maioria da audiência e até a imprensa especializada lhe desse a atenção que verdadeiramente merecia ou, pelo menos, o reconhecimento do quão semelhante a experiência é ao que a série The Legend of Zelda nos foi habituando ao longo dos anos. Aproveitando a sua mais recente chegada à PlayStation Vita e à Nintendo Switch, o VideoGamer Portugal passou várias horas com o título e retirou algumas conclusões sobre a sua efetiva qualidade.
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Para um título que iniciou a sua vida em dispositivos móveis, Oceanhorn é uma obra com inúmeros méritos. Com uma longevidade que pode facilmente chegar às dezena de horas, dependendo da vossa vontade para desvendar todos os segredos escondidos, um grafismo que se destaca por ambientes recheados de cores vibrantes e um estilo visual 3D que se adapta bem a qualquer das plataformas em que a obra se encontra disponível e uma banda sonora de enorme qualidade que conta com a participação de Nubuo Uematsu, compositor conhecido pelo seu trabalho na série Final Fantasy, a produtora mostra ter colocado muito amor e carinho na sua proposta.
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Infelizmente, a jogabilidade coloca as limitações das suas origens à vista de todos. Não é má, mas não tem a profundidade suficiente para que o título se mantenha interessante durante longas sessões de jogo. Na verdade, esta é uma obra mais apropriada para ser jogada durante curtos intervalos de tempo, ou seja, no qual podem fazer algum progresso sempre que tiverem algum tempo livre. Importa, ainda assim, mencionar que o jogo nem sempre faz o melhor trabalho em indicar qual o caminho correcto para progredirem na narrativa ou a sequência de ações que devem realizar para desbloquear novas áreas.
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Oceanhorn tem também um certo elemento metroidvania associado às ilhas que compõe o seu mundo de jogo, no entanto, também aqui o título falha em informar devidamente o jogador dos locais aos quais deve regressar com as suas recentemente adquiridas habilidades e equipamento para poder desvendar novas áreas das ilhas. É certo que as minhas sessões de jogo foram algo intermitentes e espaçadas no tempo, mas mesmo após várias horas consecutivas com a obra dei por mim muitas vezes sem saber o que precisava ou devia fazer para progredir na campanha, o que é um problema para um título que se quer, acima de tudo, acessível.
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Essa acessibilidade é notória sobretudo no seu combate que, assente na utilização da espada e escudo que acompanham o protagonista ao longo da aventura, se mantém praticamente inalterado durante a campanha. A maioria dos inimigos que encontrarão pelo caminho não representará qualquer obstáculo à vossa progressão e até as batalhas com bosses que encerram a exploração das áreas principais das ilhas de maiores dimensões não se destacam pela dificuldade do combate, mas sim pelo facto de obrigarem o jogador a compreender a estratégia que o jogo lhes pede para adotarem. Nem todas as ilhas têm a mesma importância, dimensão ou batalhas com bosses, pelo que algumas delas são meramente opcionais à progressão.
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Como é óbvio, Monster of Uncharted Seas conta também com uma série de puzzles que alternam com os momentos de exploração e de combate para definir o ciclo da sua jogabilidade. Também aqui o título destaca-se pela acessibilidade, embora neste caso seja mais difícil justificar o porquê dos quebra-cabeças serem tão fáceis como são. Mais do que obstáculos à espera de serem ultrapassados pelo intelecto do jogador, este puzzles parecem servir apenas para diversificar um pouco a jogabilidade, mas pedia-se mais e melhor neste departamento para que eles valessem de facto a pena ou fossem agradáveis de realizar.
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Por sua vez, a narrativa acompanha a aventura de um jovem que pretende seguir as pisadas do pai que partiu em busca do monstro que dá o subtítulo ao jogo e não mais regressou. A missão do protagonista é investigar a existência desta mítica criatura, explorando as várias ilhas espalhadas pelo mundo em busca de pistas e de indicações que o apontem para a direção certa. Ocasionalmente vocalizada, a história de Oceanhorn nunca consegue ser mais do que uma justificação para as ações do jogador, falhando em criar uma epopeia memorável ou minimamente interessante.
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Em suma, estamos perante um título que em momento algum se consegue transformar em algo especial ou memorável, mas que oferece uma experiência competente em praticamente tudo o que pretende atingir. Não inova, mas também não dá passos em falso. Enfim, Oceanhorn: Monster of Uncharted é uma obra bastante inofensiva que se adapta na perfeição a curtas sessões de jogo em plataformas portáteis. O departamento técnico é muito possivelmente o seu melhor elemento, mas a narrativa desinteressante, o combate pouco profundo e um sentido de progressão nem sempre óbvio impedem-na de se tornar algo mais ou de ser uma recomendação fácil.

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