A nostalgia é um sentimento que não se vai dissociar facilmente dos videojogos. Em termos comerciais, é um forte impulsionador de vendas quando esta é, obviamente, bem usada. Há um apelo comercial, como um emocional, em quem produz videojogos que expõe o que acha que foram as suas melhores experiências com as consolas da sua juventude. Streets of Rage, Final Fight e Golden Axe foram inspirações óbvias para Raging Justice. A verdadeira questão a responder, é se este jogo aproveitou e trouxe o melhor que estes jogos ofereceram na sua altura.
A narrativa é muito simples e revela imediatamente a premissa do jogo: distribuir murros e pontapés por criminosos e bandidos dos gangues da cidade fictícia de Raging Justice. O presidente da câmara foi raptado e cabe a uma das três personagens resgatar esta figura da cidade - logo aqui sente-se a falta de originalidade da obra. E por muito estranho que seja, podemos escolher entre dois polícias e uma criança.
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Vocês vão defrontar inúmeros bandidos, que não perdem uma única oportunidade de vos agredir fisicamente. Ao contrário de Golden Axe, que tinha personagens distintas, Raging Justice limita a sua longevidade com um elenco com o qual se joga praticamente da mesma forma. Não adianta escolherem Nikki Rage, Rick Justice ou Ashley King - todos eles partilham entre si golpes muito semelhantes.
Podem dar murros, pontapés e efetuar um ataque rápido. Vai haver, por todos os cenários em que vocês andarem, objetos de grande porte como latas do lixo para atirar para cima dos vossos adversários, assim como uma grande variedade de armas a utilizar com uma ou duas mãos. Ainda há um movimento que permite mandar todos os inimigos que vos rodeiam para o chão, que é bastante útil para evitar que um grande número de inimigos vos consiga atingir e, consequentemente, causar-vos bastante dano. Porém, visto ser um golpe bastante eficaz, usá-lo corta-vos uma boa fatia da vossa saúde - uma penalização desnecessária. Há que pensar muito bem antes de correr este risco.
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O maior dano, que é imediatamente infligido ao próprio jogo, é a falta de golpes para aplicar. Não há combinações de botões que permitam efetuar algo que se assemelhe a um pontapé acrobático ou a um murro dado com mais força do que o básico aparenta. Esta limitação no combate não favorece em nada o jogo, só o torna repetitivo a curto prazo, instalando frustração em quem joga demasiado cedo.
A parte mais interessante do jogo é que nos impõe alguns objetivos a cumprir até ao fim do nível, para assim somar um maior número de pontos ao nosso resultado final. Não sofrer um único ponto de dano, eliminar uma certa quantidade de inimigos de uma determinada forma ou acabar o nível num período de tempo pré-determinado são alguns dos objetivos com os quais podem contar. Embora isto tenha o seu apelo, esta particularidade do jogo fica debilitada pela jogabilidade que não está a par dos clássicos das consolas Sega nos quais se inspirou.
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Um dos piores elementos do jogo é a sua apresentação. Tecnicamente não foi feito um trabalho decente no departamento sonoro, nem no gráfico. A música é repetitiva e desinspirada em todos os níveis, enquanto que o grafismo sofre de animações muito rudimentares. Porém, não se pode negar a coerência na identificação dos elementos importantes do cenários. Quando o inimigo mais temível se aproxima, sabemos claramente reconhecê-lo e tomar as devidas precauções para não sucumbir aos seus fortes ataques.
Raging justice é um título para quem morre de saudades de um brawler, contudo, o título britânico da MakinGames não faz o suficiente para saciar o desejo de um bom jogo neste género de luta que dominou as consolas da Sega e Nintendo, assim como nas máquinas arcada. Se continuam com uma grande vontade de jogar um título deste género, vão ao vosso PC e adquiram Mother Russia Bleeds, que apesar dos seus defeitos, presta uma homenagem mais competente.

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