Puzz Loop, criado pela japonesa Mitchell Corporation, foi provavelmente o primeiro título deste sub-género dos quebra-cabeças onde se disparam bolas para eliminar outras que estão a dirigir-se para o abismo. Mais tarde surgiram Zuma no Xbox LIVE Arcade e uma enchente de jogos do mesmo género no Facebook. A popularidade do género disparou, mas é ainda a PopCap Games que detém os melhores títulos do mercado e Sparkle 2, que saiu recentemente na Nintendo Switch, não altera este facto.

Sparkle 2 Imagens Analise

Com a Nintendo Switch a ganhar cada vez mais tracção comercial, é normal que os produtores de todos os tipos de jogos venham parar a esta consola. Sparkle 2 não é um tipo de jogo que se espera ver lançado numa consola, mas enquanto obra de quebra-cabeças tem toda a competência para entreter os jogadores que colocam menos horas de jogo nas suas consolas. 

Este é um jogo perfeito para se ver adaptado a telemóvel ou na plataforma de jogos do Facebook, dada a experiência casual que oferece e o facto de não necessitar que o jogador invista a totalidade da sua atenção. É um jogo ideal para preencher tempos mortos ou para nos manter ocupados enquanto fazemos outra atividade igualmente leve para a nossa massa cinzenta, como ver um novela da Globo. 

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A jogabilidade é simples e permanece inalterada do início ao fim. O nosso objectivo é de eliminar todas as bolas da corrente que se aproxima gradualmente do precipício. Com o nosso atirador, disparamos as bolas para a corrente e quando três ou mais bolas entrarem contacto, estas evaporam-se como o fumo. Há, surpreendentemente, um grande leque de técnicas para eliminar as bolas. 

O que nos diz o senso comum é que devemos começar por eliminar as bolas que estão na ponta da fila, evitando assim que se consigam progredir até ao limite imposto pelo jogo. Todavia, as bolas que nos calham em sorte para disparar nem sempre são as que nos dão mais jeito para a estratégia que tínhamos inicialmente definida, sendo que com o tempo acabamos por perceber que estamos perante um jogo que nos obriga a adaptar ao que este quer de nós, apesar de, mais tarde, o podermos moldar à nossa forma de jogar. 

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Graças aos vários power ups que nos são fornecidos para o nosso atirador, podemos tornar o jogo mais fácil, ou retirar aquilo que queremos do jogo. Podemos optar que a bola seja lançada mais rapidamente, fazer com que o jogo seja mais fácil ou até que tenhamos mais hipóteses de nos sair uma bola da cor que desejamos para atirar para um determinado local da sequência. 

Também vamos encontrar poderes espalhados pelo terreno de jogo, quando conseguimos realizar boas jogadas, que nos vão permitir, por exemplo, pintar uma longa secção da fila de uma só cor, um disparo em leque que elimina uma boa porção de bolas ou então provocar uma explosão numa curva para que se crie um espaço de pausa entre as duas ligações que se criaram. Enfim, é raro o jogo complicar demasiado a nossa função enquanto jogador. 

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Aquilo que o jogo consegue fazer é incentivar ou apelar ao nosso lado obsessivo compulsivo para limpar as bolas de todos os níveis que o jogo oferece. “É só mais uma partida” é o que acaba por entoar na nossa cabeça, que este será o último nível até colocarmos o jogo em pausa e passar para uma tarefa mais importante do que estarmos com a Switch nas mãos. E se um título qualquer consegue dar esta vontade ao jogador, é porque estará, certamente, a fazer algo de bem. 

A jogabilidade é bastante simples e com controlos que nos deixam de jogar de forma clássica, com os botões e analógicos ou através do ecrã táctil. Pessoalmente, preferi disparar as esferas coloridas através de um toque no ecrã, pois considero que é muito mais preciso. O grafismo não é o ponto forte do jogo, mas as esferas estão muito bem representadas na sua fisicalidade. As cores são básicas mas apresentam um certo brilho e um som metálico sempre que batem umas nas outras. É todo este conjunto de efeitos que queremos ver e ouvir que nos incentiva a tornar as inúmeras filas em pó a esvoaçar.

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Sparkle 2 não é um título para aqueles jogadores que se identificam como hardcore, mas é um bom jogo para passar o tempo, sem termos de entrar em grande atividade cerebral. Há algumas técnicas que se podem desenvolver em dificuldades mais elevadas, mas sempre assente na mesma base do jogo. Para alguns pode ser repetitivo, para outros pode ser uma boa forma de ocupar o tempo livre e de satisfazer a sensação obsessiva compulsiva de cumprir todos os objetivos.