Pouco depois de The Banner Saga ter chegado à consola da casa de Quioto, a sequela chegou também à Nintendo Switch. Jogar este título logo após ter concluído o primeiro jogo da série, não me cansou como eu inicialmente pensei que fosse cansar. No seu melhor, durante as secções de combate, fui surpreendido mais vezes do que achei que fosse possível. 

Depois de uma difícil batalha contra Bellower, um dos mais fortes Dredge que se consideram semi-deuses, este foi finalmente derrotado. Porém, esta vitória foi insignificante visto que ainda continua a haver uma grande ameaça nestas terras nórdicas. Em Banner Saga 2, viramos a página do jogo anterior e começamos exatamente onde ficamos no primeiro título. Derrotaram o mais robusto dos Sundr, o que vos fez ter uma baixa obrigatória: ou o caçador Rook ou a sua filha Allette. Vocês são convidados a escolher a personagem que sobreviveu para a história continuar o seu rumo.

É muito improvável que se tenham esquecido da história se jogaram o primeiro título da trilogia na Nintendo Switch. Todavia, caso não se recordem dos eventos que encerraram o primeiro capítulo, há um vídeo, antes do jogo propriamente dito, para vos refrescar a memória. Ou mantêm a vossa escolha de quem sobreviveu no confronto com Bellower, ou alteram-na; ou seja, começam o jogo com a personagem masculina ou a feminina.   

The Banner Saga 2 apresenta-se, assim, como uma extensão direta do primeiro jogo. O que não quer dizer que o segundo título da série não tenha sido sujeito a algumas alterações. Há aqui novos detalhes e importantes afinações no combate, mesmo que pareça que o jogo se manteve inalterado. O primeiro volume da obra está arrumado e concluído, agora somos convidados a mergulhar novamente nas profundezas de um conto nórdico, onde o combate e as nossas opções narrativas são o que mais importa.

A base do combate manteve-se inalterada: são confrontados com a decisão de tirar pontos da armadura ou da saúde dos vossos adversários. E é necessário ter em conta que se forem pela primeira opção, conseguem retirar mais pontos de saúde na jogada seguinte. O que faz sentido; o inimigo tem menos proteção, logo está mais suscetível aos vossos golpes. Esta é a abordagem que vão certamente adoptar, para assim os golpes serem ainda mais devastadores no momento certo de os aplicar. 

A grande novidade desta sequela da Stoic é a introdução de novas classes e inimigos - uma adição que aumenta, consideravelmente, o nosso interesse em relação ao combate. Nos combates temos de ter em atenção às ligações que estes fazem uns com os outros, como um ataque que só acontece numa segunda jogada. Temos de nos antecipar e cortar estas conexões, arrancá-las, definitivamente, pela raíz - se queremos sobreviver mais tempo na grelha do combate. Mas a adição mais significativa é a classe Horseborn. Esta classe de centauros, criaturas que são metade cavalo e metade homem, têm uma grande vantagem: o direito a uma movimentação adicional após um ataque ter sido executado. 

Agora há novas condições de vitória disponíveis que transformam a forma como jogamos, pois vão para além do óbvio objetivo de aniquilar todos os inimigos que se encontram no campo de batalha. Por vezes, ser-vos-á proposto que matem um dos inimigos que entrou, inesperadamente, no palco de guerra. Eliminem-no e os outros Dredge fogem, mas se demorarem muito tempo a atingir o objetivo, outros Dredge entram em campo para vos atacar dificultando a missão que têm de cumprir.

The Banner Saga 2 continua belo como o original. A principal fonte de inspiração continua a ser as obras de arte do ilustrador norte-americano Eyvind Earle, conhecido pelos seus trabalhos em filmes de animação da Disney durante os anos cinquenta. Os novos inimigos, aliados e localizações contribuem para que não haja um novo cansaço visual para quem continua a aventura imediatamente após ter concluído o primeiro jogo.

The Banner Saga 2 é substancialmente melhor que o primeiro jogo, sobretudo pelas novas e surpreendentes estratégias que podemos aplicar. Continua a ser difícil saber quais serão as consequências das nossas escolhas na narrativa que conduzimos, mas a introdução substancial de novas classes e inimigos compensa essa parte menos conseguida. A série The Banner Saga ainda é relevante no nosso mercado, principalmente, por se manter fiel à fórmula que compôs com algumas novas substâncias adicionadas para dar mais dinamismo e imprevisibilidade às batalhas que decorrem ao longo da nossa jornada, que encerrará com o terceiro capítulo da saga nórdica.