Vou começar pelo óbvio: Dragon Quest Builders é fortemente inspirado em Minecraft. Quem está em contacto com o mundo dos videojogos é muito provável que tenha jogado o título da sueca Mojang, uma das grandes aquisições da Microsoft. Por isso, jogar o título da Square Enix é uma experiência muito familiar, mas com uma direção muito definida. Dragon Quest vai muito para além do que é possível fazer em Minecraft, pelo menos em termos narrativos.

No jogo da Square Enix vocês têm uma identidade, são um construtor que tem um propósito muito claro: reconstruir um mundo devastado por uma entidade maléfica. É este pequeno detalhe que Dragon Quest Builders faz muito bem: deixar os jogadores construir. Esta atividade requer, como seria de esperar, um processo de transformação, o tal crafting utilizado em tantos outros jogos.

Imagens Antevisao Dragon Quest Builders Switch

O jogo faz jus ao seu nome, é só seguir as inúmeras demandas (quests) e o jogo expande-se: adquirimos mais receitas, novas construções e novas materiais. Quando paramos para ver o nosso progresso, já evoluímos bastante a aldeia que nos foi entregue para construir. Temos uma sensação de satisfação dada pelo jogo após tantas horas a recolher, transformar e construir. É um fantástico sistema de crafting que tem em conta os avanços que temos de fazer. 

Uma das melhores adições, relativamente aos outros jogos com um sistema de crafting são os baús mágicos. Uma situação que aconteceu várias vezes comigo em jogos de sobrevivência como Minecraft, Terraria ou outro que tenha colocado a mesma importância na recolha de itens. Com os baús mágicos, se o nosso inventário estiver cheio o que recolhemos irá parar lá, com os os baús mágicos a transportem para si o que apanhamos. 

Imagens Antevisao Dragon Quest Builders Switch

Em outro jogo, teríamos de abortar ou parar a missão que estávamos a fazer para regressar à base e guardar todos os itens. Aqui não, este sistema foi pensado para não interromper o nosso avanço nas demandas. Procurar, encontrar e recolher itens já não é um processo limitado pelo nosso inventário. Podemos continuar a aventura sem estarmos preocupados com este problema. 

Na Nintendo Switch não há nada de propriamente específico que já não se tenha feito nas outras consolas. Mas quem joga no modo portátil, pode contar com sessões de duas a três horas, conforme as definições que estão ligadas ou desactivadas na Nintendo Switch. É um factor limitador, mas que não penaliza quem joga, visto oferecer uma experiência portátil que não se vive em mais nenhum outro dispositivo que possa andar connosco. O que é realmente pena é que a fila de itens não possa ser selecionada com o ecrã táctil, assim como não se possa arrumar os baús através desta interface

Imagens Antevisao Dragon Quest Builders Switch

O que ficou a faltar nas minhas sessões, para além de mais energia na bateria da consola? Sinceramente, um combate melhor. Não é que se possa inventar muito mais com os botões a precisarem de estarem ocupados com funções para a construção e transformação de itens, mas se alguns estivessem especificamente destinados ao combate teríamos encontros com monstros noturnos menos aborrecidos.

A linearidade deste título dá alento à nossa exploração. Porém, não precisamos de estar sempre colados às tarefas que nos são dirigidas. Podemos parar e relaxar construindo a nossa pequena aldeia e edificar mais quartos e divisões específicas para atrair novos inquilinos. Ainda estou perto de estar com cinco horas investidas no jogo e num jogo desta dimensão, acredito que haja muito mais para fazer, muito mais histórias para contar e, sobretudo, muito para construir.

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