Aqui no VideoGamer Portugal já estamos a jogar The  Legend of Zelda: Breath of the Wild desde a semana passada. Este será, sem sombra de dúvida, um dos maiores acontecimentos do ano. Chegará no próximo dia 3 de março, lançado no mesmo dia que a Nintendo Switch, outro grande fenómeno que determinará o futuro da casa de Quioto. Se são os jogos que pintam esse futuro, então a Nintendo começa da melhor forma com Breath of the Wild. 

As minhas primeiras horas com este jogo foram de descoberta, fascínio e aprendizagem. É também incrível o que a Nintendo conseguiu aprender com títulos ocidentais e incorporá-los numa entrega da série Zelda. Vi aqui alguns traços de jogos da editora gaulesa como Assassin’s Creed e Far Cry. Mas também de conterrâneos como a From Software e a Capcom, com Dark Souls e Monster Hunter. Porém os elementos que incorpora não tiram identidade à série, reforçam-na com um jogo que oferece uma aventura de proporções notáveis. É um misto de familiar e desconhecido muito bem equilibrado. 

Imagens Antevisao Zelda Breath of the Wild

Aprendi as mecânicas básicas bem cedo. Correr, atacar e escalar qualquer tipo de elevação natural rochosa foi o que assimilei mais rapidamente. Contudo, os mais importantes ensinamentos vieram das shrines, santuários sagrados onde se adquirem os mais elaborados conhecimentos. Através de um puzzle ou de uma simples tarefa, somos informados das técnicas de combate mais simples às mais complexas. Normalmente, sem ser nos santuários iniciais, não nos é dito o que devemos fazer, assim a massa cinzenta está livre para trabalhar sem que nenhuma ajuda seja oferecida. 

O combate não é algo que se aprende em dois tempos. Com vários tipos de inimigos, são vários os tipos de ataques que vamos sofrer. Os lacaios do antagonista não foram reduzidos a “carne para canhão”, vão ter que se adaptar às mais diversas situações dadas as armas que tiverem num determinado momento ou aos itens que transportam convosco. À medida que o mundo é explorado encontram-se cada vez mais formas de transformar os inimigos numa explosão de fumo púrpura.

Imagens Antevisao Zelda Breath of the Wild

O mundo de jogo é enorme e tal como foi dito em diversas ocasiões pelos próprios produtores, podemos ir a qualquer ponto do mapa quando quisermos e bem nos apetecer. Podemos querer fazer primeiro uma missão secundária e continuar depois com a principal. É quase como se tivessem levado o slogan da Nintendo Switch à letra para podermos “jogar quando, como e onde quisermos”. Já não é o dungeon fechado e controlado minuciosamente por quem fez o jogo a norma dos RPG, são as opções que nos são dadas por um mundo aberto à nossa disposição que tão bem transmitem a sensação de liberdade. Queremos ir para um determinado local? Podemos ir ver que perigos lá nos esperam, regressar à cidade mais próxima e preparar-nos como deve ser, ou seja, para o ecrã de “Game Over” não estar constantemente a aparecer com as nossas tentativas falhadas ao darmos passos maiores que a perna. 

Imagens Antevisao Zelda Breath of the Wild

Não faltam momentos em que nós nem temos a certeza o que fazer ou para onde ir, devido às dificuldades que se colocam no nosso caminho. Mudar a nossa abordagem é muitas vezes a forma mais simples de contornar a situação. Por exemplo, numa certa missão tive que apanhar uns itens onde um inimigo bem forte fazia daquele local a sua casa. A minha primeira abordagem foi eliminá-lo e prosseguir com a recolha. Os meus sucessivos tombos deram lugar a uma aproximação muito mais cuidada, a recolher o que lá tinha para apanhar sem que este desse conta da minha presença. Sim, uma aproximação que nem um autêntico Sam Fisher, Solid Snake ou Ezio Auditore é perfeitamente exequível. 

Imagens Antevisao Zelda Breath of the Wild

Esta primeira experiência com Breath of the Wild instiga uma curiosidade constante, principalmente para descobrir todos os seus recantos da mitologia fantástica do seu mundo. Não fico só fascinado a conhecer aquilo que me espera, como impressionado pelos visuais conseguidos onde não existe uma única quebra entre o modo portátil e ao que estava a ser reproduzido na televisão. São paisagens verdejantes, edificações de civilizações antigas, centros populacionais com vida todos dignos de estarem num quadro para ser posteriormente admirado. 

Daquilo que ainda me falta ver e ultrapassar, espero sinceramente não ficar desiludido com qualquer ponto desta aventura que vai evoluindo em ritmo crescendo - não só em complexidade da jogabilidade como da narrativa. Mas é claro que, dada a natureza do seu mundo aberto e a liberdade que oferece, serão escritas linhas bem diferentes no diário de aventura de cada jogador. Comecei a explorar em direção a Este, mas podem muito bem seguir por qualquer um dos pontos cardeais. 

Imagens Antevisao Zelda Breath of the Wild

Este é sem dúvida um título para quem já acompanha a série e a Nintendo há largos anos, assim como para aqueles que nunca pegaram num título da série, visto os elementos com os quais vão estar familiarizados. Deste meu primeiro contacto retiro uma experiência assinalável, à qual a maioria das editoras torna numa verdadeira lista de tarefas. The  Legend of Zelda: Breath of the Wild tem tudo para nos continuar a surpreender pela positiva até chegarmos a um desfecho à altura do que promete. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!