Concluída mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se nesta espaço semanal para partilhar com os leitores algumas das obras às quais vai dedicando algum do seu tempo nos últimos dias. Antes disso, e como sempre, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins abriu as hostilidades com a sua análise a GRID, a nova entrada na série de condução arcada da Codemasters, a mais prolífica produtora de videojogos no género. No dia seguinte, o mesmo autor partilhou a sua opinião final relativamente a Untitled Goose Game, um jogo sem nome, mas que correspondeu às expectativas geradas nas suas múltiplas aparições públicas antes do lançamento oficial.

Na quarta-feira, Pedro Marques dos Santos publicou o seu veredito em relação a Concrete Genie, o mais recente exclusivo PlayStation 4 que se destaca pela sua direção artística brilhante. Ainda antes da semana terminar, Pedro Martins escreveu a sua terceira análise da semana sobre Deliver Us The Moon, jogo de puzzles com o satélite da Terra em destaque. Finalmente, ontem Filipe Urriça fechou as festividades com a sua antevisão a Luigi's Mansion 3, o muito aguardado exclusivo Nintendo Switch.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Patterned, iOS

Tenho acompanhado de perto o que a Apple está a fazer com o serviço Apple Arcade, avaliando a forma como a gigante de Cupertino tem moldado a oferta que está disponível desde o dia 19 de setembro. Durante estas semanas, uma das obras a que tenho recorrido para preencher alguns momentos com relaxamento é Patterned, obra desenvolvida pela Borderleap.

Criado apenas por uma pessoa, Nate Dicken, o jogo coloca à nossa frente desenhos criados por quinze designers diferentes. No início de cada nível, vemos um vislumbre do padrão terminado antes que a cor seja removida. A nossa tarefa é preencher, peça a peça, o desenho, devolvendo-lhe a cor em toda a sua glória.

Na prática, Patterned é uma proposta tradicional, ou seja, é um puzzle onde temos que estudar os traços do desenho e ir colocando as peças no devido lugar. Os destaques são os designs propriamente ditos, seja com bandeiras antigas, fauna, flora, ou situações que apelam à nossa imaginação.

Tudo isto é acompanhado por efeitos sonoros relaxantes. Patterned não almeja ser exigente ou uma proposta que nos deixe horas a fio em frente ao ecrã. Porém, funciona bastante bem quando jogado como forma de relaxar após um dia preenchido. E visualizar a arte completa depois de colocada a última peça é uma sensação francamente recompensadora.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Mutazione, PS4

O problema de se escrever sobre aventuras narrativas numa fase ainda prematura da campanha prende-se com o facto de podermos ser rapidamente contrariados pelo momento em que a obra decide colocar os seus trunfos em cima da mesa. Joguei cerca de uma hora de Mutazione e para já há muito pouco para dizer.

A obra da Die Gute Fabrik começa de forma bastante morna, introduzindo-nos a um cenário diferente do habitual e fazendo de nós, e da sua protagonista, autênticos turistas de um local que está longe de ser o destino paradísiaco que em tempos foi. Mutazione é uma pequena e isolada comunidade que se estabeleceu no local onde um meteorito caiu, matando quase toda a população e com os sobreviventes a começarem a demonstrar mutações.

Kai, humana sem mutações, está de visita para conhecer o seu avô que se encontra às portas da morte. Como rapidamente se torna claro, Mutazione quer acima de tudo que o jogador interaja com um elenco secundário composto por humanoides mutantes e mutantes com características humanas. No entanto, por enquanto, as interações memoráveis são ainda escassas, embora haja vislumbres do seu potencial para as proporcionar.

Filipe Urriça, Redator - Trine 4: The Nightmare Prince, Switch

A introdução de Trine 4: The Nightmare Prince fez-me recordar o primeiro título da série, por isso, já é uma grande melhoria quanto à entrega anterior. Há ali bons sinais de que este quarto capítulo será um dos melhores lançamentos do ano dentro do género em que se insere.

Trine 4 consegue ser bom ao ponto de dar uma fluidez aos seus puzzles e foram raras as vezes que tive de parar e pensar demasiado tempo na solução. Assim, há um certo ritmo marcado pela várias habilidades dos heróis que podemos controlar.

Há um feiticeiro para levitar objetos, um guerreiro para dar fortes golpes de espada e uma arqueira muito ágil. Mas é na utilização de todos estes heróis em conjunto que o jogo brilha. Ainda me falta muito para o acabar e confirmar se o jogo consegue manter este ritmo.

Contudo, também é verdade que o jogo ainda não me ofereceu nenhuma surpresa em termos de jogabilidade, depois de já ter aprendido todos os truques possíveis. O que é, para já, garantido, é que esta não será um mau investimento para quem gosta de jogos plataformas.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!