A Nintendo Wii U está a tornar-se numa consola cada vez mais irrelevante, visto que grande parte do seu catálogo de exclusivos está a ser adaptado à Nintendo Switch. No fundo, é um bom exercício o que a Nintendo está a fazer, visto a Wii U ter sido um autêntico desastre comercial, assim a genialidade das obras que por lá passaram pode ser jogada por quem não adquiriu a consola doméstica. Pikmin 3 é a mais recente adaptação que chegará à coqueluche da casa de Quioto.

Pikmin 3 Deluxe não é um jogo complicado, a dificuldade aparece ao enfrentar os monstros, não os puzzles - que são a maior atração do jogo. A Nintendo prometeu melhoramentos técnicos, novas missões secundárias com Olimar e Louie, assim como um modo de cooperação na mesma consola para dois jogadores. Contudo, o que é mais importante não falhar é o sistema de pontaria, para que quando estivermos a apontar para um determinado objeto possamos fazê-lo sem nenhum problema.

Infelizmente, os controlos para apontar não têm a precisão desejada. O que se pedia era algo que apontasse sem grandes entraves à jogabilidade. Não é uma situação problemática ao ponto de não ser minimamente jogável. Caso haja alguma demora a apontarem para o sítio desejado, se este for um objeto identificável pelo jogo ou um ser vivo, primam o gatilho ZR para bloquear o local para onde querem atirar os vossos pequenos Pikmin.

Pikmin 3 também parece ser um jogo de gestão do vosso tempo, porque só podem estar no planeta durante o dia e quando o sol se põe têm de regressar à vossa nave S. S. Drake. Assim, o jogo acaba por determinar uma certa urgência, onde têm de definir bem o objetivo sempre que recomeçam o dia. A dificuldade do jogo passa por aí, porque se os nossos esquadrões de Pikmin estiverem muito espalhados pelo terreno e se estiverem até à última a completar tarefas, será complicado reuni-los antes de escurecer e irem para a vossa nave antes que apareçam predadores notívagos.

Há um único objetivo no qual temos de nos focar: encontrar alimento. O resto é secundário, mas as atividades que não envolvam diretamente a recolha de alimento podem não ser assim tão descartáveis. Tudo o que fazemos é para atingir esse objetivo principal, porque se não houver comida, o nosso trio de exploradores não sobrevive, nem cumpre a sua missão.

Das várias atividades disponíveis terão de construir pontes (a água é mortal para os Pikmin), aumentar a população de Pikmin para as tarefas mais exigentes e eliminar certos e determinados inimigos que estão no vosso caminho. Se há a possibilidade de apanhar alimento, têm de o ir recolher, caso contrário é avaliar bem o tempo que têm para não terem de sacrificar criaturas Pikmin no regresso à nave.

Possivelmente, atirar criaturas Pikmin para trabalharem por mim, apoveitando a boa vontade delas, pode ser só a ponta do icebergue e que haja algo mais mecanicamente profundo neste detalhe da jogabilidade. Contudo, jogar na Switch é algo que está bem feito, apesar da mecânica de apontar estar mal pensada para o modo portátil e ser impossível fazer como na versão Switch de Super Mario Galaxy e tocar no ecrã como uma alternativa para atirar Pikmin - que é o pilar da jogabilidade.

Na aventura que ainda me falta galgar, poderá haver puzzles que não sublinhem esta falha, só conquistando o terreno que ainda me falta percorrer é que saberei. Porém, acredito que com o que já joguei que não haverá uma alteração substancial que piorará a experiência.

Pikmin 3 Deluxe será publicado na Nintendo Switch dia 30 de outubro.

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