por - Aug 27, 2013

O que andamos a ver, 29 de abril

Antes de iniciarmos mais uma semana de trabalho que se espera bastante interessante, a equipa do VideoGamer Portugal reuniu-se em redor de uma folha de papel para escrever sobre o que tem andado a ver nos últimos dias, além do óbvio tempo dedicado aos videojogos.

O Marco Gomes escreve sobre O Querido Joey, filme de 1957 realizado por George Sidney, que conta no seu elenco com Rita Hayworth e o incontornável Frank Sinatra. Eu tive oportunidade de ver um novo filme que chegou à Netflix e que provavelmente vai passar despercebido. Chama-se Psychokinesis e é realizado por Sang-ho Yeon, que tinha saltado para as luzes da ribalta com Train to Busan.

E finalmente, o último texto esta semana é assinado por Filipe Urriça. Continuando a testemunhar as obras da Marvel que estão disponíveis no catálogo da Netflix, hoje o destaque é Marvel's The Punisher, tal como podem ler no final deste artigo. No texto, Filipe destaca o papel de Jon Bernthal, que entrega um Frank Castle “fenomenal”.

Marco Gomes, O Querido Joey (DVD)

À semelhança do outro volume aqui escalpelizado, o segundo – identifiquemo-lo assim por falta de elemento distintivo – da Frank Sinatra Collection põe a nu um inconveniente perfil editorial, o de proveniência espanhola abarcando o mercado ibérico de DVD com pesado desleixo. A Mon Inter Comerz S.L. entrega-nos um produto visualmente descuidado, em especial, contracapa e menu interativo, ausência de conteúdo adicional ao filme base e aberrante comportamento da legendagem.

Ao inútil juntando-se o desagradável quando a obra que a descerra, por escolha aleatória, O Querido Joey (1957), no original Pal Joey, diz tanto das prioridades de Hollywood, obcecada com ribombantes nomes no elenco, e, menos com o nível qualitativo do projecto a integrá-los. Pelo menos naquele não desilude, a The Voice juntando Rita Hayworth e Kim Novak, na altura, a poucos meses de alcançar a imortalidade em celulóide com Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1958).

A comédia ligeira musical faz-se do despique entre dois amores, embora, tenha Joey Evans a certeza de qual gosta mais, noutro exercício de afunilamento das personagens vestidas por Sinatra, trocando o detective privado Tony Rome por um animador de clubes noturnos igualmente mulherengo, desbocado, teso como um carapau mas de coração d’oiro. 

Pouco O Querido Joey deixará a recordar, convindo, a bem da justiça para com as parcelas, excetuar o cuidado dos temas nos números musicais, se bem que, também eles maculados pela grosseira integração da voz, em especial feminina, na envolvência cénica.

Pedro Martins, Psychokinesis (Netflix)

Depois de ter assinado Train to Busan, o realizador sul-coreano Sang-ho Yeon volta com Psychokinesis, um filme bastante interessante que foi lançado diretamente no catálogo da Netflix em Portugal. Sendo um filme sobre um super-herói, que praticamente começa o filme a beber água “mágica” e a perceber que o seu corpo estava a mudar, o grande trunfo é mesmo a forma como quebra os clichés normalmente associados a este tipo de filmes.

Shin Seok-heon descobre os poderes e aplica-os sem haver um grande vilão, sem haver as tradicionais três partes deste género de películas. Uma obra mais virada para o lado familiar e corporativo, é refrescante e percebe-se o cuidado o cuidado visual de Yeon em praticamente todos os planos, levando o espectador a um espectáculo muito mais rente à terra do que as grandes produções.

Misturem-lhe o sentido de humor de quem sabe qual é a matéria-prima com que está a trabalhar e temos uma recomendação relativamente fácil. Numa altura em que a indústria está compreensivelmente dominada pela Marvel e pela DC, Psychokinesis é diferente. Não é perfeito e não tem o fulgor visual, mas oferece algo especial, algo com carisma e uma entidade própria.

Filipe Urriça, Marvel's The Punisher (Netflix)

A Marvel tem planos bem diferentes para o que tem lançado em formato de série e para aquilo que intitularam de Marvel Cinematic Universe. O segundo está bem definido, enquanto que o que começou com Agents of S.H.I.E.L.D. na ABC, rapidamente proliferou para outros serviços de transmissão de conteúdos televisivos –  FX, FOX, Hulu e ABC – após o estrondoso sucesso de Daredevil na Netflix.

Foi Daredevil que introduziu The Punisher, tornando-se um grande aliado de Matt Murdock. Felizmente, Marvel's The Punisher não é um Iron Fist ou Luke Cage. Frank Castle desapareceu do mapa após ter concluído o que tinha a tratar no final da segunda temporada de Daredevil. Para o seu bem e o de outros tinha de estar escondido com uma nova identidade. Mas o seu passado não o larga e terá de enfrentar a organização que assassinou a sua família.

Jon Bernthal entrega um Frank Castle fenomenal. Consegue dar uma grande quantidade de emoção, mesmo quando a sua personagem as quer esconder. As outras personagens que constituem o elenco também oferecem interpretações interessantes, nomeadamente Amber Rose Revah no papel de Dinah Madani. 

Enfim, aqui não vão encontrar um herói convencional com super poderes, mas alguém com uma sede insaciável de vingança, que luta pela justiça que nunca lhe foi dada. The Punisher acaba por ser uma muito boa opção para quem é subscritor Netflix.

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