por - Nov 22, 2018

Luigi’s Mansion na 3DS é um bom prenúncio para o terceiro jogo da série

Luigi, o irmão que todos desprezam. Até o seu arqui-inimigo recebe mais atenção por parte dos fãs da Nintendo. A série protagonizada por Luigi reflete bem o seu comportamento e a sua personalidade. Porém, a Nintendo então não encontrou a fórmula que consiga elevar Luigi a uma das melhores personagens do Reino Cogumelo. Por isso, é bom poder revisitar, na portátil, Luigi's Mansion.

A Nintendo 3DS viu chegar primeiro Luigi's Mansion 2 – conhecido igualmente por Luigi's Mansion: Dark Moon nos Estados Unidos – e só cinco anos depois é que a adaptação do original foi entregue para a consola portátil. De consola em consola, como um nómada (GameCube, 3DS e Switch), Luigi vai ganhando um lugar especial no coração dos jogadores, por ser, simplesmente, igual a ele próprio. Desastrado, trapalhão, distraído, enfim, Luigi é o refúgio para a comédia da casa de Quioto. Até foi preciso confirmar que este não morreu quando mostraram uma morte sinistra do irmão do fato verde numa Nintendo Direct.

É bom jogar Luigi’s Mansion porque é um jogo que deixa o irmão de Mario afirmar-se com o estatuto de herói, não de personagem secundária. Afinal, por muito medroso que seja, é ele que está determinado em salvar o irmão. Isto não é mais um título de plataformas nos quais Mario já se assumiu como um verdadeiro mestre, é o revitalizar da criatividade da Nintendo, da empresa que é conhecida como a casa de Mario.

Em 2013 The Year of Luigi foi, propositadamente, concebido para celebrar as três décadas do canalizador de vestimentas verdes. Foi um ano em que Luigi brilhou na 3DS e na Wii U, mas só Luigi’s Mansion 2 é que foi realmente o grande título do ano. New Super Luigi U foi lançado em formato físico, contudo é um DLC para o jogo base da Wii U. O outro jogo para a 3DS, Mario & Luigi: Dream Team, não colocou Luigi no centro das atenções mas no cerne das mecânicas para a jogabilidade. Dr. Luigi é uma nova versão do original de 1990, com novos modos de jogo e novos comprimidos. Mais uma vez reforço, é Luigi’s Mansion 2 que celebrou esse ano como esta personagem, que vive na sombra de Mario, merece.

Infelizmente, Luigi está ligado aos falhanços de Mario, tal como os da Nintendo. A série Luigi’s Mansion estreou-se na GameCube, uma consola que não teve a melhor performance comercial. O ano de celebração da personagem também foi realizada com a Wii U no mercado, uma outra consola que teve uma muito má aceitação por parte dos jogadores. Enfim, quando Luigi tentou estar iluminado pelos holofotes, o palco estava com uma reduzida audiência. Porém, com Luigi’s Mansion 3 a caminho da Switch, a sorte poderá mudar.

Luigi é essencialmente, em Luigi’s Mansion, um caça-fantasmas. Com o seu caráter intacto, não é por ser medroso que não consiga prosseguir com a sua missão. Munido de um Poltergust 3000, uma lanterna e um Game Boy Horror, o irmão de roupas verdes está mais que preparado para enfrentar o sobrenatural. O seu aspirador permite-lhe aprisionar os fantasmas no seu saco do pó, mas aqui não estamos a usar um mero eletrodoméstico para limpezas. Nós estamos a carregar o pilar da jogabilidade do jogo para a 3DS – para o bem e para o mal.

A jogabilidade é muito criativa, cada visita a uma divisão da casa é uma forma de nos colocar frente a frente com um novo puzzle. Saber como os encontrar ou como os atordoar é tão importante como mandá-los para o aspirador. É todo um processo que não nos cansa graças, sobretudo, à variedade de mecânicas que vamos descobrindo. Luigi é tão capaz como o seu irmão, apesar de não o demonstrar com a sua expressão de medo e parecer querer desistir a qualquer momento. Talvez não desista por ficar bloqueado pelo medo, o que não temos dúvidas é que fica até ao fim, até estar tudo resolvido.

Agora pensem nas possibilidades que esta forma de jogar poderá trazer à Switch. O que esta consola permite poderá ser muito bem aproveitado, mas fazer com que Luigi não seja um herói propriamente dito é fulcral para não lhe retirar a sua identidade única. A jogabilidade não precisa de ser romba, mas suficientemente limitada para não termos dúvidas de estarmos a controlar o irmão trapalhão. Luigi’s Mansion não é só uma grande adição ao catálogo da 3DS, é uma nova oportunidade de Luigi poder brilhar perante um maior público.

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