Marco Gomes por - Jan 9, 2017

Luzeiro do Escondidinho – Maiorais 2016

Para onde caminhamos? Pergunta canivete suíço, que, num de seus incomensuráveis dotes, permite recentrar tópicos fatiando do acessório o essencial. Dito isto, e atendendo ao caderno de encargos do Luzeiro, relativiza-se a pesagem do ano expirado para a lavra de humildes meios.

De superior pertinência revela-se a reflexão da amostra em análise enquadrada no pretérito e porvir de cercania, regurgitando uma questão outra, representa a realidade do segmento reflexo conjuntural ou sistémico? Hão de os dias passar, para isso eles servindo, e far-se-á o esclarecimento com a naturalidade quotidiana de quem vê crescer um filho. Atendendo ao apelo crescente dos videojogos enquanto dispositivo de vanguarda na expressão artística, traduzido em ininterrupto arrebanhamento de matéria humana a pernadas adjacentes, e maturação da que, metendo mãos na massa, há muito se rendeu aos encantos, com confiança se arrisca a segunda opção.

Porém, não fugindo à seringa com o rabiosque, colabora a teoria de que na valia das segundas linhas se aquilata a produção num período determinado – até porque o inverso, aos pináculos recorrer na conjetura do que lhes está abaixo, será bem mais falível -, escasseando diplomas para tanta menção honrosa: 1979 Revolution: Black Friday, Candle, Chime Sharp, Devil Daggers, Duelyst, FRU, Grim Dawn, Hex: Shards of Fate, I Expect You To Die, Overcooked, Salt and Sanctuary, Samorost 3, Shadow Tactics: Blades of the Shogun, SpeedRunners, Starbound, That Dragon, Cancer, The Banner Saga 2, Videoball ou Virginia.

Mas, claro, se aqui estamos é para os eleitos, deles uma vintena cardada segundo critério basilar, benévola relação entre quilate e impacto. Sem mais delongas, abramos hostilidades.

Maiorais 2016

ABZÛ (Giant Squid, Estados Unidos da América) 

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – 2 de agosto, 505 Games

Créditos: Matt Nava, Derek Cornish, Dimitri Frazão, Cosmo Fumo, Erica Ishijima, Tina Kowalewski, Bryce Warner

Juntar a equipa liderada pelo diretor artístico de Flower (2009) e Journey (2012), Matt Nava, ao mais extenso, misterioso, e até por isso, mesmerizante bioma do planeta Terra, redundaria invariavelmente numa experiência de beleza contemplativa transcendental. Não defraudando nesse parâmetro, consagrando-se como triunfo sinestésico, aporta ABZÛ ao segmento da aventura de exploração um de seus mais conseguidos universos captando a majestosidade dos oceanos em toda sua palpitante vida marinha.

Maiorais 2016

Anatomy (Kitty Horrorshow, localização desconhecida) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 20 de fevereiro, edição autoral

Créditos: Kitty Horrorshow

O trajeto pouco regrado tem induzido na aventura de terror espasmódicas dores de crescimento. Após período de apatia, derivado essencialmente da desvirtuação de referências, abriu comportas a produção de humildes meios a uma torrente onde o elevado volume de criações alaga pressupostos de qualidade mínima exigível e originalidade. O panorama daria ao subgénero em 2016 esquálidas feições e delas oportunidade para que uma autora marginal, Kitty Horrorshow, fizesse de sua primeira obra comercial um tratado de como infligir miúfa através de mendicantes valores de produção e mais que batido enquadramento na estirpe, o da estética e conceito envolvendo fitas VHS.

Maiorais 2016

Darkest Dungeon (Red Hook Studios, Canadá) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, PlayStation Vita – 19 de janeiro, edição autoral

Créditos: Chris Bourassa, Tyler Sigman, Keir Miron, Brooks Gordon, Pierre Tardif, Ryan Rathgeber, Stuart Chatwood, PowerUp Audio

Num tempo onde a inventividade de grande parte das companhias, com óbvio destaque para as largueironas, se evidencia mais nos métodos de esfoliar guito ao consumidor do que em suas produções propriamente ditas, é bom ver que a ética para com aquele é bandeira carcomida mas, ainda assim, hasteada. Um desses exemplos chega pelas mãos dos criadores de Darkest Dungeon, sabendo que a regra primeira de respeito ao jogador começa no respeito por sua propriedade intelectual, angariaram uma legião de devotos para o árduo Role Playing Game por turnos de elementos roguelike através de um processo contínuo de reflexão, burilagem e apetrechamento, colocando-o nos píncaros do género em 2016.

Maiorais 2016

Duskers (Misfits Attic, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 18 de maio, edição autoral

Créditos: Tim Keeman, Holly Keenan

Seguramente uma das mais envolventes experiências do ano, dá o casal Keeman com Duskers uma valente lição em desenho de jogo. Servindo igualmente, juntando-se-lhe em exemplo quase um terço dos eleitos, como atestado da pujança com que a produção de humildes meios tem aproveitado elementos roguelike para adensar riqueza nas propostas, no caso em concreto, modelando a estratégia segundo contexto ignoto, o que viria a provar-se mais eficaz a gerar nos jogadores cagaço do que a generalidade das aventuras de terror editadas no período.

Maiorais 2016

Enter the Gungeon (Dodge Roll, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4 – 5 de abril, Devolver Digital

Créditos: Dave Crooks, David Rubel, Brent Sodman, Joe Harty, Doseone

Estando a Vlambeer em pousio editorial, não ficou por cultivar o terreno dos títulos de ação de elementos roguelike cuja estrutura jogável muito deve ao prolífero e disparatado arsenal. Em boa-hora pegaram no sacho os mancebos do Dodge Roll fazendo brotar um exercício descomprometido, de arreigados índices aditivos e diversão pelo dobro, através do enquadramento humorístico e prazer decorrente das mecânicas d’O Lago dos Cisnes entre saraivadas.

Maiorais 2016

Firewatch (Campo Santo, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – 9 de fevereiro, Panic, Inc.

Créditos: Jake Rodkin, Sean Vanaman, Jane Ng, Chris Remo, James Benson, Ben Burbank, Aubrey Hesselgren

Nascida provavelmente do desfasamento entre perceção e realidade emprestando ao ofício uma imagem bucólica a raiar o marasmo, surgiu a premissa por detrás de Firewatch em reto de bar quando ao discernimento o álcool se sobrepõe: – Aposto que não conseguem fazer um videojogo sobre um guarda florestal! Não se fazendo rogado o ajuntamento conhecido por Campo Santo, fê-lo, e em grande. Chalaça à parte, uma das sensações do ano recai num exercício que de forma inteligente e elegante combina lustrosa escrita, exemplar atuação vocal, desempenho visual de excelência e, daí também decorrente, palpável sentido atmosférico.

Maiorais 2016

Hyper Light Drifter (Heart Machine, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – 31 de março, edição autoral

Créditos: Alex Preston, Beau Blyth, Teddy Dief, Casey Hunt, Sean Ward, Rich Vreeland, Akash Thakkar

Sendo discutível se existirão estórias felizes quando de sete palmos abaixo de terra ninguém se livra, ainda assim, no entretanto, premiadas vão sendo algumas taludas. Apresentando em setembro de 2013 no Kickstarter um, até ali totalmente desconhecido, Hyper Light Drifter, debatendo-se Alex Preston com fortes abalos na vida pessoal, longe estaria de imaginar a vida nova a nascer ao tornar-se o projeto um dos fenómenos da plataforma no segmento videojogos. A abordagem impiedosa ao legado The Legend of Zelda acarretar-lhe-ia amargos de boca, não obstante, o onírico universo de ficção-científica, em toda a dimensão sinestésica, da paleta cromática à trilha sonora, guindaria a aventura de ação com ligeiros toques de Role Playing Game a memoriável classificação.

Maiorais 2016

Inside (Playdead, Dinamarca) 

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – 29 de junho, edição autoral

Créditos: Arnt Jensen, Dino Patti, Mads Wibroe, Forest Large, Jeppe Carlsen, Martin Andersen, Andreas Grøntved, Morten Bramsen, Jeremy Petreman, Marek Bogdan, Kristian Kjems

De todas as individualidades e coletivos distinguidos neste artigo por intermédio de seu trabalho, nenhum tinha herança mais pesada que a dos criadores do influente Limbo (2010), deitando agora pelas costuras com edição de Inside. Alegoria feita aventura de plataformas e quebra-cabeças de densos contornos atmosféricos, geringonça misteriosa, retorcida, ambígua, governada pelo prazer de ver o proletariado especulativo insuflar vida a carcaças putrefactas. 

Maiorais 2016

Kentucky Route Zero – Act IV (Cardboard Computer, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 20 de julho, edição autoral

Créditos: Jake Elliott, Tamas Kemenczy, Ben Babbitt 

Com um espaçamento de edição tão acentuado entre episódios, chegado aos escaparates o primogénito em fevereiro de 2013, podemos satirizar com a necessidade dos devotos voltarem a capítulos anteriores na iminência de cada nova entrega, esquecidos que estarão de incidências narrativas passadas. Atendendo que entre o terceiro e quarto ato distam mais de dois anos de desenvolvimento, muito há que penar para que o quinto e derradeiro faça cair o pano ao realismo mágico contido na vida dos seres que circulam por uma secreta autoestrada no subsolo da região americana de Kentucky, cenário de uma das mais distintas aventuras de apontar e clicar da última década.

Maiorais 2016

Offworld Trading Company (Mohawk Games, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X) – 28 de abril, Stardock Entertainment

Créditos: Soren Johnson, Dorian Newcomb, Brad Wardell

O segmento estratégico-tático sai como um dos grandes triunfadores de 2016 à pala de nomes como Civilization VI, Total War: Warhammer, XCOM 2, Planet Coaster, Hearts of Iron IV ou Fire Emblem Fates. Contribuindo para esse peditório de forma generosa também a produção de humildes meios, entre seus registos provavelmente o mais acarinhado será Offworld Trading Company. A mestria em oferecer um título tão acessível quão profundo especializado na vertente comercial de campanha bem esgalhada e forte dinâmica nas sessões multijogador, não engana perante a constatação da estreia do Mohawk Games, muito calo angariaram seus criadores em vidas outras.

Maiorais 2016

Owlboy (D-Pad Studio, Noruega) 

PC (Windows) – 1 de novembro, edição autoral

Créditos: Simon Andersen, Jo-Remi Madsen, Adrian Bauer, Jonathan Geer, Henrik Andersen

Livrou-se por uma unha negra da categoria de mito urbano o processo de desenvolvimento de Owlboy vendo a luz do dia oito anos após o encetar de trabalhos. Como vulgares são adornos nas epopeias, não poucos lhe marretaram mais uns quantos, havendo mesmo quem, jurando a pés juntos, viesse relatar que, antes mesmo de a ofertar a Adão, seduzira Eva com a maçã Simon Andersen, tentativa infrutífera perante a absorção daquele em incorporar um quadro adicional de animação a uma personagem secundária aparecida nos fundos de uma sequência de segundos. Uma dedicação e esmero quase insuportáveis desembocando no triunfo das aventuras de plataformas com o molde de antanho.

Maiorais 2016

Oxenfree (Night School Studio, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – 15 de janeiro, edição autoral

Créditos: Sean Krankel, Adam Hines, Heather Gross, Bryant Cannon

Além de não ser tópico prodigamente explorado no meio, quando o é, adquire superficial contorno desaguando invariavelmente na foz da aventura de terror. O debutante coletivo Night School Studio tentou uma abordagem paralela inspirando-se em filmes e séries televisivas dos anos oitenta para desfiar sua visão de peripécias envolvendo ajuntamento de adolescentes. O resultado conferiu à aventura narrativa Oxenfree visibilidade em larga escala e louvores pelo logrado sentido atmosférico e guião onde mistério e humor se conjugam com mestria através de diálogos graciosos.

Maiorais 2016

Pony Island (Daniel Mullins Games, Canadá) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 4 de janeiro, edição autoral

Créditos: Daniel Mullins, Jonah Senzel, Simon Jenkins

Cozinhada nas sombras para estalar mal 2016 abrira os olhos, é Pony Island bomba ao status quo videojogável e Daniel Mullins um grandessíssimo terrorista. Experiência descaradamente breve e desconcertante, caso em que a segunda sem a primeira condição impotente tornar-se-ia, escancara as portas para que objetos digitais interativos de índole lúdica despudoradamente se entreguem à consciência de si, do jogador e do meio. The Hex, planeado para o primeiro trimestre do corrente ano, promete acentuar a veia satírica para com o contexto, tornando-o um dos registos a acompanhar com especial curiosidade nos arrabaldes temporais.

Maiorais 2016

Quadrilateral Cowboy (Blendo Games, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 25 de julho, edição autoral

Créditos: Brendon Chung, Tynan Wales

Quem porfia sempre alcança. Com anteriores labores tinha Brendon Chung angariado curto, mas fiel, grupo de entusiastas por seu percurso, porém, a mais recente e ambiciosa empresa, Quadrilateral Cowboy, valeu-lhe consagração a uma escala sem precedentes para a realidade do autor. A justificação é simples, poucas foram as obras no ano transato capazes de rivalizar em engenho com aquela através das inúmeras possibilidades oferecidas a um ácaro informático auxiliando agentes secretos no terreno.

Maiorais 2016

Stardew Valley (ConcernedApe, Estados Unidos da América) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – 26 de fevereiro, Chucklefish Games

Créditos: Eric Barone

Quem diria que um dos insofismáveis sucessos de 2016 junto da crítica e público, aviando um milhão de cópias em cerca de dois meses longe estando ainda a transladação para consolas, surgiria de um pretexto anedótico ao decidir Eric Barone criar qualquer coisita para desenferrujar os dotes de programação. Como a lata é muita, vai daí, plagia o icónico simulador campestre da Natsume, Harvest Moon, com um nível de esmero e atenção ao detalhe que de olhos em bico deve ter deixado o estúdio nipónico.

Maiorais 2016

Stephen’s Sausage Roll (Increpare Games, Inglaterra) 

PC (Windows, OS X, Linux) – 18 de abril, edição autoral

Créditos: Stephen Lavelle

A Jonathan Blow só a mãe ficou por vender para conseguir custear a faustosidade de The Witness, jamais lhe passando pela cabeça que à perna teria como principal rival ao cetro de quebra-cabeças de 2016 um título tão envergonhado que só falta Stephen Lavelle pedir desculpa pela existência do mesmo. Gráficos Sega Saturn e uma doentia fixação em grelhar salsichões completam o ramalhete do título de humildes meios com melhor média classificativa do ano passado para computadores pessoais no Metacritic.

Maiorais 2016

Superhot (Superhot Team, Polónia) 

PC (Windows, OS X, Linux), Xbox One – 25 de fevereiro, edição autoral

Créditos: Piotr Iwanicki, Marek Bączyński, Tom Kaczmarczyk, Panos Rriska, Krzysztof Tracz, Jakub Witczak, Marcin Surma, Konrad Kaca, Cezary Skorupka, Karl Flodin

Melhores dias virão para os First Person Shooter dentro da produção de humildes meios, ainda assim, pujança teve o género para em 2016 incluir um representante nesta lista, provavelmente, o mais estiloso e inventivo da prole no período. A comprovar a afirmação está uma mecânica central que faz com que a vida contida nos estilizados visuais de Superhot se locomova apenas quando o jogador também o faça, resultando em, opção primeira, abordagens cirúrgicas à sequência de eventos, opção segunda, arraiais beirões com objetos capazes de provocar contundência e escoriação. 

Maiorais 2016

The Witness (Thekla Inc., Estados Unidos da América) 

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – 26 de janeiro, edição autoral

Créditos: Jonathan Blow, Goeun Lee, Ignacio Castaño, Salvador Murciano, Andrew Smith, Luis Antonio, Orsolya Spanyol, Eric Anderson

Aclamado com Braid (2008), não fez por menos Jonathan Blow guarnecendo o projeto seguinte com patamares de ambição dificilmente compatíveis com um escorreito processo de desenvolvimento sem deles enquadramento prévio. Apaziguados os percalços, vertendo, por fim, The Witness no mercado, poder-se-á classificar a aventura de quebra-cabeças como uma das mais, em seu feitio sereno, desassossegadas experiências do ano, vogando entre a transcendência e a incompreensão, atadas pela guita do enigma que sustenta o plano cénico.

Maiorais 2016

Thumper (Drool, Estados Unidos da América) 

PC (Windows), PlayStation 4 – 10 de outubro, edição autoral

Créditos: Brian Gibson, Marc Flury

Mais até do que uma estratégia de muito fazer com poucos meios, existe num nicho de criadores apartado dos aglomerados de poder a convicção de que a pureza concetual é caminho meio andado para o impacto sensitivo das experiências produzidas, como uma injeção a derramar o composto de forma célere e localizada. Melhor amostra em 2016 não podia ser dada pela ninhada do que Thumper, um imersivo, principalmente para afortunados com dispositivo de realidade virtual, título arcada de ritmo com um só objetivo, levar uma barata espacial a percorrer sem abrolhos um trilho de vertigem e psicadelismo.

Maiorais 2016

Unravel (Coldwood Interative, Suécia) 

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – 9 de fevereiro, Electronic Arts

Créditos: Martin Sahlin, Dick Adolfsson, Sam Addo, Victor Bohlin, Hakan Dalsfelt, Michael Gill, Leif Holm, Christopher Holmberg, Rikard Häggström, Mikael Kainulainen, Jakob Marklund, Morgan Nätterlund, Henrik Söder, Daniel Wallin 

Não descurando para o efeito a recatada postura mantida até então, saiu Unravel da edição 2015 da E3 como candidato a surpresa do certame devido essencialmente a três fatores, potencial da obra, apresentação empática de Martin Sahlin e associação ao botar de mão da Electronic Arts à produção de humildes meios. Desbotando alguma de sua magia na estrutura jogável, não deixou, no entanto, de oferecer às plataformas de quebra-cabeças baseados em física um meritório representante, ao logro muito devendo esmerada componente técnica e, nada despiciente nos tempos que correm, reconfortante mensagem, arrepanhando pelo caminho uma distinta perspetiva do mundo humano.

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