Marco Gomes por - Jan 23, 2017

Luzeiro do Escondidinho – Apostas 2017

Através de perspetiva não dogmática escancarada a reinterpretações permanentes, de outra forma não poderia ser quando tanta qualidade na engrenagem mediática é esmifrada, se apresentaram no Maiorais 2016 as mais destacadas peças aportadas no período à produção de humildes meios, porém, aproveitando mãos largas do Luzeiro em episódios paralelos, faz-se chapa sete da estrutura daquele na escolha dos mais promissores títulos a banhar a costa do segmento no corrente ano.

Atentai, no entanto, a duas condicionantes na vintena de eleitos, por um lado o critério decorrente das entregas regulares da rubrica excluindo obras sem registos multimédia, por outro, a fim de evitar redundâncias, prescindir de referências utilizadas na escolha global da redação d’ Os 30 Jogos Mais Aguardados de 2017, concretamente, não fora esse o caso, Cuphead, Manifold Garden, Night in The Woods, Rain World, Return of the Obra Dinn e Tacoma.

Sendo altamente subjetivos este tipo de exercícios, mais ainda sem sustentação empírica, e como nada pacífica se mostra a nomeação de objetos de similar potencial, longa é a lista de pré-seleção, figurando aqui como estando atentamente debaixo de olho: A House of Many Doors, A Place for the Unwilling, Absolver, Aegis Defenders, AER, Astroneer, Battle Chasers: Nightwar, Chasm, Child of Cooper, Children of Morta, Death’s Gambit, Eitr, Escape from Tarkov, Everspace, FAR: Lone Sails, Frozen Synapse 2, Ghost of a Tale, GNOG, Iconoclasts, Katana ZERO, Old Man’s Journey, Omori, Quote, Sundered, Sylvio 2, The Coral Cave, The Hex, Wanderer e We Happy Few.

Como aos poucos vamos sabendo do que a casa gasta, muitas das grandes surpresas que o ano 2017 tem planeado para o segmento não constam desta nem nenhuma outra lista, cozinhadas em lume brando por criadores marginais ou, dos que o sendo em menor grau, fazem da retranca porfiada tática. Tudo isto e mais um taleigada de benévolos argumentos para doze ansiados meses.

Luzeiro Apostas 2017

Ashen (Aurora44, Nova Zelândia) V/

PC (Windows), Xbox One – Previsão de lançamento não divulgada

Créditos: Derek Bradley, Simon Dasan, Simon Kao, Steven Johnson

Pese a projeção mediática conferida pelo aparecimento na conferência Microsoft da E3 2015, representou o momento contraste solitário ao recato que tem caracterizado o desenvolvimento da aventura de ação na terceira pessoa com elementos de sobrevivência e role playing game respondendo por Ashen. Não escondendo o muito que à série Dark Souls foi buscar, com especial incidência na componente multijogador passiva, progresso não linear e sistema de combate, promete, todavia, o título inculcar sua identidade a estas e outras coordenadas de influência através de um mundo expansivo habitado por criaturas místicas na vastidão do céu de morrinha.

Luzeiro Apostas 2017

Below (Capybara Games, Canadá) V/

PC (Windows), Xbox One – Previsão de lançamento não divulgada

Créditos: Kris Piotrowski , Nathan Vella, Jim Guthrie

Esvaída janela de lançamento apontada para o verão passado, afiança Capybara Games que a próxima atualização ao desenvolvimento de Below far-se-á apenas quando segura esteja previsão de a levar ao mercado, algo que dificilmente não ocorrerá no presente ano civil. A aventura de elementos role playing game e roguelike engrossa o caudal de experiências densamente atmosféricas expetáveis em meses próximos, oferecendo aos jogadores esconso e desolado universo onde a perspetiva miniatural das personagens e ambiência eletrónica de Jim Guthrie assumem refração de intangível realidade. 

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Chuchel (Amanita Design, República Checa) V/

Plataformas por anunciar – Data a confirmar, 2017

Créditos: Jakub Dvorský, Václav Blín, Jaromír Plachý, Adolf Lachman, David Oliva, Peter Stehlík, Jan Werner, Tomáš Dvořák

Englobando tanto abastada como humilde produção em videojogos, evidencia-se o coletivo checo Amanita Design como um dos mais idiossincráticos e preciosistas do meio, também por isso, alvo de incompreensão sustentada em três vetores, dedicação a um só género, e não dos mais aglutinadores, aventura de apontar e clicar, para mais, em abordagens pouco escorreitas ao desenho de quebra-cabeças e esmero doentio para com, dirão alguns, patamares acessórios de criação. Se o crédito algo vale, tê-lo-ão os pais de Machinarium (2009), Botanicula (2012) e série Samorost. Mostrando-se curto, pese ausência total de informação sobre a obra, defende-a em hilariante minimalismo o segundo vídeo para Chuchel.

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Doko Roko (Okobu Games, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – outubro, 2017

Créditos: Eric Mack

Manda o bom senso que ceticismo se aporte à expetativa sobre empresa exonerada de referências prévias, contudo, de peso são dois argumentos que a primeira obra de conhecimento público pertencente a Eric Mack terá para o rebater, universo místico recriado em primoroso labor pixel art e sabres estupidamente vastos, largueirões e poderosos, género oficina de pirotecnia em labaredas após cada brandir, efeito potenciado pelas frágeis feições, a puxar para a marranica, da enigmática criatura que as empunha protagonizando o roguelike de ação e plataformas verticais.

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Dujanah (Jack King-Spooner, Escócia) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – Data a confirmar, 2017

Créditos: Jack King-Spooner, Monika Szydlowska, Beth Sbresni

Encarregou-se o violento choque de culturas que o mundo assiste por incutir ao novo projeto de Jack King-Spooner suplementar pertinência situando o enquadramento cénico num estado islâmico fictício e revolver premissa narrativa central o conceito de vingança. A abordagem do escocês, ostensivamente assumida como objeto para despoletar diálogo de dilemas morais, psicológicos e políticos, far-se-á no plano do que o autor define como “realismo mágico” desembocado em estratagemas técnico-concetuais como metáforas vertidas em mini-jogos e quebra-cabeças ou introdução de elementos randomizados nas estórias que o guião incorpora.

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Flinthook (Tribute Games, Canadá) V/

PC (Windows), Xbox One – Primeiro trimestre, 2017

Créditos: Jonathan Lavigne, Jean-Francois Major, Justin Cyr 

A devoção expressa na intitulação do estúdio para com a velha-guarda, e que na prática traduzir-se-ia em experiências alicerçadas primordialmente nas mecânicas de jogo, tem-se revelado curta de aclamação, faltando um bocadinho assim a títulos como Mercenary Kings (2014) ou Curses ‘N Chaos (2015) para alcançar substancial bitola. Alinham-se os astros para ser Flinthook a guindar os autores ao patamar de excelência, não sem antes confrontarem máculas antigas como raquítica longevidade e embaraço de resposta dos comandos, algo que o subgénero das plataformas de ação com elementos roguelike, assim não sendo o caso, inapelavelmente castigará.

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Gris (Nomada Studio, Espanha) V/

PC (Windows, OS X), Consolas a anunciar  – Data a confirmar, 2017/2018

Créditos: Conrad Roset, Roger Mendoza,  Adrián Cuevas,  Gerard Ralló, Marco Albano

Entre otimismo e pessimismo o meio-termo é realismo, pelo que, se os autores dão como dúvida possível lançamento da obra entre o corrente e o vindouro ano, inclinar-se-ão probabilidades para a segunda hipótese, mas, não vá o diabo tecê-las… Até porque, muitas dúvidas existindo quanto à competência da estrutura jogável em Gris, não deixa de ser verdade serem elas amplificadas na conjetura de estarmos perante um mostruário técnico onde, como apanágio é da estirpe, a forma suplanta a substância, porém, sendo infundados os agoiros, estamos na presença de algo especial ou não fora o título um dos transcendentes exercícios artísticos a duas dimensões atualmente em desenvolvimento.

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Heart Forth, Alicia (Alonso Martin, México) V/

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, PlayStation Vita, Wii U – Segundo trimestre, 2017

Créditos: Alonso Martin, Steve Seator, Fran Gonzalez, Miguel Lopez, Thomas Orre, Jonathan Gee

Caso não suceda hecatombe de banhadas será 2017 ano bom para os metroidvania. Seus dois representantes na lista Heart Fourth, Alicia e, logo abaixo, Hollow Knight, em comum possuem a descambada previsão de lançamento resultante de pouca experiência nas lides dos autores, mas, igualmente, não havendo relato de sérios engulhos nos devidos processos de desenvolvimento, o salutar brio em puxar lustro e calcar bichices. Escarafunchando em clássicos das eras 16 e 32 bits promete a obra ideada por Alonso Martin trazer o que o subgénero tem de melhor, complementada por um intrincado guião, mesmo não sendo claro se a ideia original de o bifurcar com sequências vídeo paralelas subsistirá na versão final.

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Hollow Knight (Team Cherry, Austrália) V/

PC (Windows, OS X, Linux), Wii U – Primeiro trimestre, 2017

Créditos: Ari Gibson, William Pellen, David Kazi

A crer na palavra dos autores, eminente poderá estar o anúncio da data de lançamento para Hollow Knight e sua levada à prática nos primeiros meses do ano. Airosas novas para quem há muito anseia por uma das mais esmeradas experiências sensitivas que o plano bidimensional ofertará ao período, até porque, aos transcendentes argumentos plásticos e sonoros, e deles também decorrente, aportará palpável sentido atmosférico nas vastas áreas interligadas, passíveis de ser percorridas segundo ordem que o jogador entenda, que compõem o mundo subterrâneo de Hollownest.

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Luna – The Shadow Dust (Lantern Studio, China) V/

PC (Windows, OS X, Linux), Plataformas Móveis (Android, iOS) – verão, 2017

Créditos: Fox Zhuang, Wang Guan, Beidi Guo, Wang Qian

Prometem não faltar aventuras de apontar e clicar de quilate a 2017, no lote das mais destacadas em processo de desenvolvimento consta, seguramente, Luna – The Shadow Dust. Sustenta-se a afirmação pelo preciosismo técnico, com a generalidade do conteúdo visual, animações incluídas, esgalhadas à unha, guião expresso em conto de mágicos laivos e heterogénea abordagem aos requisitos de resolução dos quebra-cabeças.

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Overland (Finji, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – Data a confirmar, 2017

Créditos: Adam Saltsman, Rebekah Saltsman, Heather Penn, Jocelyn Reyes

Adam Saltsman, autor do título de culto Canabalt (2009), regressa pela mão da sobrevivência num continente americano de cenário pós-apocalíptico onde a viagem de costa a costa em busca de esperança se transforma num quotidiano convite à morte. De estrutura tática assemelhada à da chancela XCOM, promete cada secção randomizada do mapa ser fartote de emoções e escolhas sem retorno, até pela preocupação incutida ao jogador de garantir condições, em mantimentos, combustível ou armamento, para as vicissitudes que o dia seguinte trará. 

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Pathologic (Ice-Pick Lodge, Rússia) V/

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – outono, 2017

Créditos: Alexandra Golubeva, Eli Goren, Nikolay Dybowski, Vassily Kashnikov, Meethos, Peter Potapov, Ivan Slovtsov, Liu Sukhinina, Ayrat Zakirov

Estupefação gerou a chegada ao mercado em 2015 da remasterização ao título de culto editado originalmente um década antes, Pathologic, quando para aquele o Ice-Pick Lodge confirmado já tinha uma recriação em larga e livre escala. Para além de motivações operacionais como aconchegar financeiramente necessidades decorrentes do desenvolvimento desta, ou estratégicas propalando a visibilidade da chancela, servido terá igualmente para atestar a confiança do coletivo russo nas renovadas fronteiras de sua inusitada mescla de role playing game e aventura de sobrevivência. Sem dúvida, do mais assombrado e retorcido a esperar em 2017.

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Pyre (Supergiant Games, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows), PlayStation 4 – Data a confirmar, 2017

Créditos: Amir Rao, Gavin Simon, Jen Zee, Darren Korb, Greg Kasavin, Andrew Wang, Camilo Vanegas, Josh Barnett, Morgan Wren, John-Paul Gabler

Dispensando apresentações pela dupla de entradas que o currículo preenche, Bastion (2011) e Transistor (2014), continua Supergiant Games a desfiar devoção pelo subgénero de traulitada em role playing game, desta feita, retirando em Pyre protagonismo ao herói solitário por troca com um bando de exilados em busca da carta de alforria que a léguas os coloque do purgatório, conhecido ali por Downside. Aparentando albergar o mais distinto enquadramento cénico-narrativo esboçado pela equipa, representará igualmente a estreia em seus labores da componente multijogador, no caso, confrontos mano a mano no Modo Versus.

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RiME (Tequila Works, Espanha) V/

PC (Windows), Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One – maio, 2017

Créditos: Raúl Munárriz, Luz  Rodríguez, Kevin  Pérez, Federico Prado, Emilio Garcia, David Garcia

Ter peito feito, unhas para tocar guitarra e arcaboiço financeiro são requisitos para erguer a aventura clássica em mundo cheio ou de avantajadas secções, justificando a aridez do processo, porventura, parca representatividade daquela no mercado pese turbamulta de devotos. Nuestros hermanos do Tequila Works têm em mãos uma como manda a lei, acrescida de argumento negligenciado mas nada despiciente, a luz mediterrânica e as paisagens por ela invocadas.

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Sea of Solitude (Jo-Mei Games, Alemanha) V/

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – Previsão de lançamento não divulgada

Créditos: Cornelia Geppert, Boris Munser, Robert Lubawski, Arne Wörheide, Dirk Kultus, Janina Gerards, Miriam Jud, Patrick Lehrmann, Sibylle Hell, Saskia Wolf, Ulrich Wurzer, Corina Halbich, Guy Jackson

A mais recente adição à ramada Originals da Electronic Arts, focada na publicação de obras de humildes meios, reveste-se de gordo enigmatismo desconhecendo-se janela ou data de lançamento, embora, com robusto percurso de desenvolvimento francas hipóteses terá de atracar em 2017, e plataformas onde o fará, facto rocambolesco atendendo que o mutismo da informação recente sobre a matéria esbarra na fornecida aquando da primeira aparição em fevereiro de 2015. Seja como for, cumprido o potencial, memorável promete ser a jornada de Kay em busca da cura para a maleita que paulatinamente em monstruosidades transforma seres humanos solitários.

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Tangiers (Andalusian, Inglaterra) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – Previsão de lançamento não divulgada

Créditos: Alex Harvey, Michael Wright, Catt Stewart, Joseph Rubio

O ciclo pernicioso, esboroado capital necessidade existe de esforço suplementar para concluir a empresa e reaver rendimentos, porém, a tensão e inumana carga laboral conduz à falência orgânica emperrando mais ainda o já de si inquinado processo. Previsto chegar ao mercado em agosto de 2014, assemelham-se a calvário etapas recentes de produção de Tangiers com seu ideólogo e mestre-de-obras, Alex Harvey, a definhar e com ele a estrutura do edifício. Deitar preces a todas as alminhas poderá não bastar para ver edição em 2017 da desconcertante experiência dadaísta fundindo ação furtiva e aventura de terror, mas, vamos ter fé.

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Vane (Friend & Foe, Japão) V/

PlayStation 4 – Data a confirmar, 2017

Créditos: Ivar Dahlberg, Rasmus Deguchi, Aitor Gaston,Thomas Lilja, Alexander Mathew, Victor Santaquiteria, Matt Smith, Johannes Varmedal

Dirão línguas viperinas que dos dois gémeos à nascença separados, Vane e MARE, terá o quinhão da graciosidade avantajado o primeiro, não que o facto lhe permita do capote sacudir o dilema por ambos a enfrentar, mesmo antes da prova de quilate, surgirá a de identidade, escarrapachados ao legado de Fumito Ueda e sua Team Ico. Os parcos vislumbres sobre Vane não só não afastam a bastardia, como, seu recente registo multimédia deu passos para a assumir. Seja como for, e à semelhança de outros títulos convocados, concedamos o benefício da dúvida esperando estar aqui uma centelha de magia mais para 2017.

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What Remains of Edith Finch (Giant Sparrow, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows), PlayStation 4 – Data a confirmar, 2017

Créditos: Ian Dallas, Brandon Martynowicz, Chris Bell, Michael Kwan, Chelsea Hash, Dan Hollingsworth, Joshua Sarfaty, Cory Davis

Todo o calo angariado com The Unfinished Swan (2012) poderá não bastar ao Giant Sparrow para urdir com mestria os malogros da linhagem Finch através da única descendente que lhes sobreviveu, Edith. Esboroado o enigmatismo críptico da primeira amostra em meados de 2015, ficam esperanças que o enleio de mórbido enquadramento, abordagem verosímil/onírica e ardiloso mecanismo de operacionalização narrativa se conjugue no que outra coisa se não espera de What Remains of Edith Finch, defraudar com sustentável aparato a coscuvilhice dos jogadores.

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Where the Water Tastes Like Wine (Dim Bulb Games, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows, OS X) – Data a confirmar, 2017

Créditos: Johnnemann Nordhagen, Kellan Jett, Chris Dwyer, Alex Munn, Gita Jackson, Ryan Ike

Não passará de perspetiva telenovelesca, contudo, curiosidade desperta o confronto da primeira obra de Johnnemann Nordhagen após deixar The Fullbright Company com a mais recente de seus antigos companheiros, Tacoma, teoricamente rijas candidatas ao cetro de melhor guião, ou se quiserem, enquadramento narrativo, de 2017. Despique apimentado pelo, aparente, equilíbrio de argumentos, de um lado a valia reconhecida inequívoca na aclamação a Gone Home (2013), do outro, uma das mais audazes premissas contextuais de obras em desenvolvimento, um século de história americana na visão de símbolos anónimos que, ora contribuíram para seu galopante desenvolvimento, ora sucumbiram na marginalidade aos ditames da industrialização.

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Where They Cremate The Roadkill (John Clowder, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows, OS X) – Data a confirmar, 2017

Créditos: John Clowder, Shaina Nordlund , Trevor e sua banda

Muito água há-de correr debaixo da ponte até que os videojogos suturem do estigma de entretém para garotada. A culpa tê-la-ão, antes de mais, o grosso dos entusiastas e sua conceção do meio como veículo escapista. Assim, espanto nenhum causará passar de esguelha nos radares Where They Cremate The Roadkill, terceiro, e, segundo se diz, derradeiro exercício videojogável de John Clowder, ave rara que até o vídeo da obra tirou de circulação, restando exemplar único acoplado à campanha de financiamento no Kickstarter. Com Middens (2012) e Gingiva (2013) transformados em objetos pornograficamente artísticos de surrealista-filosófica índole, incontáveis desvarios promete a recente ofensiva, até pelo triplo tempo de desenvolvimento que leva face ao daqueles. 

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