Marco Gomes por - Feb 18, 2017

Luzeiro do Escondidinho – Episódio 87

Nova semana, outra fornada de atiradores na terceira pessoa, aqui derramados em sentido literal, não se cingindo à mais vulgar das interpretações para a definição, amiúde coligada com perspetiva de câmara nas espaldas da personagem.

O mesmo será dizer que, fazendo um montinho com os eleitos das duas entregas, sortido manifestar-se-á aquele, seja em plano isométrico, aéreo, inclinado ou deslocação lateral. 

Sabiá e outros pássaros pequeninos vertendo da garganta hinos.

Luzeiro 87

Milanoir (Italo Games, Itália) 

PC (Windows) – Segundo trimestre, 2017

Não teve de procurar longe o trio Emmanuele Tornusciolo (desenho de jogo, escrita), Gabriele Arnaboldi (programação) e Giuseppe Longo (arte, animação) achando inspiração nos filmes de bandidagem produzidos em seu país na década de setenta do século passado, obras da têmpera de Calibre Nove (1972) e, sem edição nacional, Milano odia: la polizia non può sparare (1974).

Localizado numa violenta cidade de Milão, acompanharemos as peripécias de Piero no encalço do individuo que o tramou conduzindo-o ao cárcere do qual recentemente fora libertado, porém, à personagem atribui Milanoir simultaneamente papel de predador e presa acossada nos cordelinhos mexidos por um enigmático vulto conspirando nas sombras, guião de sobra para epopeia de crime, traição e vingança a partilhar, assim haja vontade, com outro jogador localmente ou em opção competitiva no modo arena. 

Luzeiro 87

Mr. Shifty (Team Shifty, Austrália) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – verão, 2017

Deixando para trás préstimos no Halfbrick Studios, incidiu a primeira rendinha do quarteto formado por Ben Vale, Joshua Sanderson, Motze Asher e Ben Marrinan numa intensa experiência de ação em vista aérea onde o agente secreto que a intitula, Mr. Shifty, terá de fazer frente à defesa dos mais securitários complexos existentes semeando-lhes a anarquia na certeza de um único disparo recebido anteceder o fim da epopeia em cada nível.

Porém, uma ajuda em forma de poder conferido ao protagonista sustenta a mecânica jogável e o acrescento nos índices de sucesso por missão, permitindo teletransporte em breves hiatos com repercussão no galgar terreno, atravessar paredes ou desvio de projéteis num misto de confronto direto e elusivo especialmente útil contra avançadas táticas de movimentação grupal por parte dos oponentes.

Luzeiro 87

Nine Parchments (Frozenbyte, Finlândia) 

PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – Data a confirmar, 2017

O estúdio liderado por Rauno Toivonen afirma-se como um desses cada vez mais recorrentes casos em que a condição de humildes meios é-o mas pouco, contabilizando presentemente cerca de setenta colaboradores sem abrandar voracidade no recrutamento, alheio ao facto não sendo dádivas conferidas pelo sucesso da série Trine.

Juntamente com Has-Been Heroes, a lançar dia vinte e oito do mês próximo, têm os finlandeses em anunciado desenvolvimento Nine Parchments, desbragada abordagem ao processo de invocação mágica através de blast’em up cooperativo, até quatro participantes, de progressão roguelike onde um grupo de aspirantes a feiticeiro manipula de forma incauta conjuros de cinco diferentes elementos, Fogo, Gelo, Eletricidade, Vida e Morte.

Luzeiro 87

Ruiner (Reikon Games, Polónia) 

PC (Windows, OS X, Linux) – Data a confirmar, 2017

Com os principais estúdios polacos a servir de viveiro a muitos criadores posteriormente idos por caminhos outros, de boca à banda não deixa o manancial de talento contido em ajuntamentos de humildes meios como o fundado por Jakub Styliński, Maciej Mach, Magdalena Tomkowicz e Marek Roefler, aos quais se juntaria um pouco depois Benedykt Szneider na qualidade de diretor criativo, gente com passado ligado a séries como The Witcher, Dead Island e Dying Light.

Sua empreitada de estreia, Ruiner, envia os jogadores para uma metrópole cibernética no ano de 2091 onde um indivíduo com trejeitos de sociopata se revolta contra a corrupção vigente numa jornada de salvamento do irmão raptado que ao léu colocará verdades incómodas para as classes privilegiadas. As deambulações por Rengkok com suporte de um misterioso pirata informático desfraldam um sistema de combate minucioso onde movimentos esquivos e elegantes pesam tanto como força bruta, tudo guarnecido por um vasto equipamento de ponta inspirado no imaginário cyberpunk.

Luzeiro 87

Abatron (W3 Studios, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows) – Previsão de lançamento não divulgada

A disponibilizar em acesso antecipado no mês de agosto, é a proposta de Jason Weeks (desenho de jogo), Kevin Weeks (desenho de níveis), Rodolpho Langhi (arte concetual), Justin Owens (arte cenários), Nathan Iyer (programação), Nils Sinatsch (desenho de som), Vincy (animação), Jarlan Perez  (modelação) e Leonardo Nogueira (modelação) sui generis abordagem às contendas pelo domínio galáctico cruzando estratégia em tempo real com atirador na primeira e terceira pessoa corporizando qualquer das unidades no terreno de batalha através de liberdade total para alternar entre os dois esquemas de jogo.

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ANTRAXX (Team ANTRAXX, Holanda) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – Previsão de lançamento não divulgada

Na produção de humildes meios cabem todos os revivalismos, mesmo os adstritos a nichos de mercado como atiradores isométricos envolvendo mechas na esteira da série BattleTech, que, a talho de foice, diga-se ter regresso agendado para 2017 pelas mãos do estúdio Harebrained Schemes. Porém, mais papista que o papa é a proposta de Leendert Oomen (ideia original, arte) e Sam Hellawell (programação) remontando a um tempo onde a Super Nintendo era rainha para justificar um título multijogador massivo centrado no trabalho de equipa, ampla customização dos mastodontes bélicos e clima político-económico sujeito à distribuição de forças das várias fações.

Luzeiro 87

KINETIK (Hero Machine Studios, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – Previsão de lançamento não divulgada

Se falhar intentos KINETIK dificilmente assacar-se-á justificação à falta de experiência da equipa de desenvolvimento, tendo seus fundadores, Kevin McPherson, Mat Broome e Mike Fischer não só participado das séries de renome EverQuest e Planetside como, no caso deste último, tido função executiva na divisão americana de companhias como Square Enix, Sega, Namco ou Epic Games. Sua proposta insere-se na categoria de atiradores por esquadrão baseados em sistema de cobertura com rijo impacto de elementos de sobrevivência e particularidade de nos inúmeros modos que compõem as opções competitivas e cooperativas se fazerem os jogadores acompanhar de drones totalmente costumizáveis.

Luzeiro 87

Tormentor X Punisher (Joonas Turner, Finlândia) V/

PC (Windows, OS X) – Primeiro trimestre, 2017

A si juntando Beau Blyth (programação) e Tuuka Stefanson (arte), oferece Joonas Turner provavelmente a mais violenta das dezasseis propostas contidas nestas duas entregas através de atirador de duplo análogico em perspetiva aérea banhado nas águas do saudosismo onde um único golpe encaixado desemboca no ecrã de fim de jogo e a premissa, a disfrutar em opção cooperativa, se resume à sobrevivência no máximo de tempo possível, preferencialmente conduzindo ao bater da anterior melhor pontuação.

Luzeiro 87

Vira o disco e toca… um vinil ligeiramente diferente através de chamada à rubrica na semana próxima da boa e velha estirpe dos Shoot ‘em up. Até lá, bons jogos. 

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