Marco Gomes por - Mar 4, 2017

Luzeiro do Escondidinho – Episódio 89

Apesar de não existir referência concreta quanto a sua data de lançamento, falhada estimativa apontando dezembro de 2016, tudo indica que um dos maiorais run ‘n gun do presente ano será lusitano, concretamente, Greedy Guns dos Tio Atum.

Não obstante seu elevado potencial, a bem da verdade, refira-se não ser a casta das mais representativas em estado puro, pelo que, para aconchegar a entrega, uma piscadela de olho se fez a plataformas de ação arrebitadas.

Fome de vento e tudo que da galga faz rebentamento. 

Luzeiro 89

Code: HARDCORE (Rocket Punch, China) 

PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4 – outubro, 2017

Com muita saída têm estado títulos envolvendo mechas aqui pelo Luzeiro, o mais recente chega-nos diretamente do país da Grande Muralha pelas mãos do coletivo fundado por Louiky Mu, Bingo Li e Peter Ren, apregoando não ser um mais a explorar o filão de forma genérica, mas sim, “o mais porreiro jogo bidimensional de mechas de combate”. 

Para o almejar engendraram uma fórmula de ação e plataformas com lustroso recorte técnico em torno de mais de quinze daqueles mastodontes metálicos envolvendo refregas, em solitário na campanha ou até quatro participantes competitivamente, onde o corpo-a-corpo, não faltando aparatosos golpes finais impressos da animação japonesa, se complementa com ataque à distância provido por opíparo arsenal e equipamento de suporte como campos de energia e camuflagem. 

Luzeiro 89

Dragon Bros (Space Lizard Studio, Inglaterra) 

PC (Windows, OS X, Linux) – Data a confirmar, 2017

Depois de Yelly Chicken (2015) tinha-se o quarteto formado por Guilhem Barloy (programação), Lorenzo Rizza (arte), Marco Zappula (arte) e Gabriele Caruso (desenho de som) dedicado ao legado da série Metal Slug com Vampires, Guns & Rock n’ Roll (2016), a ele retornando com uma obra dada ao formato acesso antecipado em setembro de 2016, Dragon Bros.

Nela tomaram robôs, de uma raça conhecida por Mechaliches, o planeta de assalto raptando a mãe-dragão e obrigando seus quatro adolescentes rebentos a ripostar numa experiência a poder ser partilhada cooperativamente com outro destacando-se robusto cardápio bélico com modo de fogo alternativo, níveis de dificuldade abrangendo diferentes patamares de perícia, banda sonora com achegas revivalistas e, falha grave se assim não fora, suporte total para comando.

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MegaSphere (AKGames, Rússia) 

PC (Windows, OS X, Linux) – Previsão de lançamento não divulgada

Largou Anton Kudin a criação de sítios em rede e utilitários para plataformas móveis arriscando-se em sua primeira incursão pelo meio dos videojogos com uma aventura que junta ação a rodos e plataformas num universo pós-cyberpunk, de “supermassiva escala” segundo o autor, em pleno século vinte e dois.

Disponível em acesso antecipado desde agosto de 2015, representa MegaSphere um desses casos mais de completa randomização de todos os elementos presentes no mundo de jogo a cada novo ciclo, juntando-se-lhe como outras pertinentes características o espalhafatoso resultado do sistema de melhoramento balístico, morte permanente por pontos de controlo e física verosímil na componente de pinotes.

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Øuroboros (Edmund McMillen, Estados Unidos da América) 

Plataformas a anunciar – Previsão de lançamento não divulgada

O pai de Meat Boy, primeiramente nos quadradinhos, videojogo flash em 2008, por fim, a versão que lhe valeu notoriedade em ampla escala, Super Meat Boy (2010), e da não menos reputada série iniciada um ano após, The Binding of Isaac, num percurso com mais de cinquenta entradas, não tem mãos a medir com as constantes iterações daquela e o desenvolvimento de dois projetos anunciados The Legend of Bum-bo e Øuroboros.

Contando com a mãozinha de Tyler Glaiel, decidiu neste último Edmund McMillen regurgitar a personagem de Time Fcuk (2009), e de sua versão expandida The Basement Collection (2011), negando-lhe o berço enquanto quebra-cabeças a favor de um título de ação com forte elemento de plataformas em cenário circular randomizado onde partilha a frenética desenvoltura de acontecimentos estrelato com abastados e inventivos métodos de aniquilação.

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Eliosi’s Hunt (TDZ Games, Brasil) V/

PC (Windows), PlayStation 4 e Xbox One – 23 de junho

Fazendo ponte entre a presente e as duas últimas entregas está a rendinha primogénita do estúdio de Daniel Zaidan, Eliosi’s Hunt, transportando os jogadores para um universo de ficção-científica onde um jovem alienígena, pese conforto de opíparo equipamento e boa vontade do fiel drone, se vê grego em completar seu contrato inicial como caçador de recompensas através de estrutura em perspetiva aérea combinando atirador na terceira pessoa e secções de plataformas.

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Gunnihilation (Robo Pixel Games, Inglaterra) V/

PC (Windows) – Primeiro trimestre, 2017

Nascido em humilde esteira enquanto título flash, tem o projeto de arranque do trio Jonathan Clarke, Elliott Oldham e Andrew Burnet vindo a botar corpo apresentando como fase posterior de maturação o embutir no modelo comercial e disponibilização em acesso antecipado desde setembro do passado ano. Com suporte cooperativo para até quatro participantes, funde Gunnihilation as mecânicas das séries, para citar referências declaradas pelos autores, Contra e Metal Slug, com a chacina em arena de Smash TV (1990) numa ode ao fulgor desbragado cujo zénite se alcança nos embates contra inimigos finais onde depende o êxito da rememoração dos padrões de ataque. 

Luzeiro 89

Hell is other Demons (Hannes Rahm, Suécia) V/

PC (Windows, OS X, Linux) – Primeiro trimestre, 2017

Pretende Hannes Rahm fazer a vida negra aos jogadores com uma dessas propostas arcada tão impiedosa quão primitiva na premissa. Juntando ação e plataformas em ecrã fixo, não tendo o autor pejo em descrevê-lo como plataformas bullet hell – a mais furiosa variante dos shoot ‘em up -, passa o único objetivo de Hell is other Demons por chacinar ininterruptas hordas de demónios em níveis de feitura artesanal, algo raro nos dias que vão correndo, podendo armamento ser adquirido ou melhorado com gemas libertadas por oponentes abatidos.

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Moonstrider (Triple Lasers, Estados Unidos da América) V/

PC (Windows) – Previsão de lançamento não divulgada

Ian Burch e companhia conduziram em setembro de 2015 a acesso antecipado Moonstrider, título de ação com elementos roguelike, essencialmente pela geração randomizada do sistema solar que serve de cenário a cada sessão de jogo e nele distribuição de generoso lote de equipamento pertencente a várias raças extraterrestres, potenciador das habilidades do protagonista, também ele escolhido de alargado leque de membros da tripulação da nave que serve de base de operações, nas deambulações circulares pelos vários astros, recorrendo aos propulsores para saltar de planeta em planeta e encontrar outra dose de surpresas, nem sempre agradáveis como encontros com enormes inimigos finais.

Luzeiro 89

A reboque da chegada ao mercado da Nintendo Switch e sua forte aposta na produção de humildes meios, no próximo domingo aqui daremos um lamiré aos principais destaques da plataforma no segmento. Até lá, bons jogos.

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