Segundo episódio a destacar as principais apostas, de entre as obras anunciadas, na primeira leva da produção de humildes meios a caminho da mais recente peça de hardware Nintendo.

Mais do que meses, responderão anos próximos uma dúvida que assalta muitos agentes da indústria, incluindo obviamente sua sustentação, os jogadores, até que ponto pretende a companhia relevar o segmento como forma de colmatar o expetável, atendendo ao histórico no pós-Super Nintendo, menor apoio das principais editoras face ao verificado na concorrência?

Entre exclusivos temporários e absolutos promete a Nintendo Switch agitar esta parcela de mercado, ver-se-á, agora que o tempo já não demora, se em estratégia de continuidade ou adaptada simplesmente à conjuntura de arranque. 

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Flipping Death (Zoink Games, Suécia) 

Nintendo Switch, Plataformas a anunciar – Previsão de lançamento não divulgada

Num enquadramento onde incontáveis obras valorosas são subjugadas pela máquina mediática, méritos deverão ser dados ao estúdio fundado por Klaus Lyngeled ao conseguir, após período de insistência no mercado móvel, captar holofotes para seu trabalho, seja através da disponibilização direta de Zombie Vikings (2015) a subscritores PlayStation Plus, aparição de Fe na última E3 à pala da conferência de imprensa da Electronic Arts ou colagem de Flipping Death aos primeiros títulos de humildes meios apresentados pela Nintendo para Switch.

Revelado este último como sequela espiritual de Stick it to the Man! (2013), por base terá curiosa premissa narrativa da lavra de Ryan North, responsável pelo guião da banda-desenhada de Adventure Time, conferindo acidentalmente à personagem central, Penny, o cargo de Ceifeiro da Morte quando o detentor do posto resolve ir de férias, originando pano para as mangas de uma aventura de quebra-cabeças baseada no oculto, concretamente em duas específicas mecânicas de jogo, alternância instantânea, virando o cenário, entre mundo dos vivos e menos vivos e possibilidade de no primeiro, Flatwood Peaks, possuir os residentes.

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Monster Boy and the Cursed Kingdom (Game Atelier, França) 

Nintendo Switch, PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – Data a confirmar, 2017

Não sem grande surpresa chegou a notícia do regurgitar da série Wonder Boy, espanto dobrado por se fazer o anúncio acompanhar de duas obras em desenvolvimento. Porém, o inaudito regresso traria outro dado improvável, pese o papel de parceira, não avançou a Sega com a iniciativa, recorde-se ser a franquia exclusiva de suas consolas, ficando aquela a cargo de dois pequenos estúdios gauleses e outras tantas editoras, na do presente caso,  FDG Entertainment.

Com a mudança de designação a dever-se muito provavelmente ao imbróglio logístico envolvendo a fragmentação da licença nos vários territórios, contarão em Cursed Kingdom Fabien Demeulenaere (direção de projeto), Johan Lun (arte), Feibi Chen (arte de personagens), David Bellanco (direção de programação), Benjamin Humphreys (programação) e Jean-Matthieu Gennisson (desenho de jogo) com o contributo do criador original, Ryuichi Nishizawa, na árdua tarefa de contemporanizar a marca. Ao contrário de seu irmão, definir-se-á como inédita a empreitada, embora, referências não faltem aos três últimos capítulos da aventura de ação e plataformas.

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Shakedown: Hawaii (Vblank Entertainment, Canadá) 

Nintendo Switch, PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, PlayStation Vita, 3DS – abril, 2017

Fazendo jus à citação bíblica de serem os últimos primeiros, pese confirmação para outras plataformas com grande antecedência, será a mais recente versão anunciada, para Nintendo Switch, a ter honras de estrear como exclusivo temporário a nova investida de Brian Provinciano, Shakedown: Hawaii, sucessor espiritual de Retro City Rampage (2012).

Transcorrido dezasseis anos após os acontecimentos do título primogénito, abandonará a obra a estética 8 bits a favor do salto tecnológico seguinte verificado com a geração 16 bits, mudando igualmente de paragens conferindo à ação espampanante em mundo aberto avantajada escala de situações para espalhar o pânico debaixo do abrasador sol dos trópicos.

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Wonder Boy: The Dragon’s Trap (Lizardcube, França) 

Nintendo Switch, PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – 18 de abril, 2017

A editar pela DotEmu, juntaram Omar Cornut (direção de projeto, programação) e Ben Fiquet (direção artística, animação), a dupla que perfaz o estúdio Lizardcube, contributos de Sebastien Ronsse (programação), Michael Geyre (composição musical) e Romain Gauthier (desenho de som) na revitalização do clássico Master System / PC Engine produzido pelo Westone Bit Entertainment's, assim como a restante franquia, e lançado originalmente em 1989, Wonder Boy III: The Dragon’s Trap.

Com o retorno do título de culto regressa a maldição de Meka-Dragon subjacente à narrativa que em cinco diferentes formas animais (lagarto, rato, piranha, leão e falcão) transformou o herói. A procura de uma cura por terras de Monster Land será animada pela diversidade conferida por aquelas à estrutura jogável resgatando a base de plataformas de ação com laivos metroidvania do original. O cuidado posto em sua reimaginação estender-se-á ao departamento melódico com a partitura de Shinichi Sakamoto a ser transladada para acompanhamento instrumental clássico.  

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AWAY: Journey to the Unexpected (Aurelien Regard Games, França) \V/

Nintendo Switch, PC (Windows), PlayStation 4, Xbox One – Data a confirmar, 2017

Acompanhado de Jim Gennison (desenho de jogo), creditado, embora com permuta do nome inicial, em outra obra do episódio, Monster Boy and the Cursed Kingdom, sobe parada o autor de The Next Penelope (2015), Aurelien Regard (arte, programação), através de uma aventura de ação na primeira pessoa com elementos roguelite cuja principal característica passa pela possibilidade de recrutar todas as personagens cruzadas no caminho, assim consigamos arranjar argumentos que as convençam a ingressar em nossas hostes, tomando-lhes em seguida o controlo.

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Graceful Explosion Machine (Vertex Pop, Canadá) \V/

Nintendo Switch – abril, 2017

A estrear na Nintendo Switch, embora careçam outras plataformas de confirmação, é Graceful Explosion Machine a nova rendinha de Mobeen Fikree (desenho de jogo, programação), Gabby DaRienzo (arte) e Robby Duguay (composição musical, desenho de som), criadores de We Are Doomed (2015). Não abrandando na intensidade daquele, caracteriza-se Graceful Explosion Machine como shoot ‘em up de deslocação horizontal baseado em quatro tipologias de ataque (canhão, espada de energia, raio de precisão e mísseis) e sua conjugação num profundo, segundo os autores, sistema de encadeamento ofensivo ao longo de mais de trinta níveis inscritos em quatro diferentes mundos.

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Kingdom: Two Crowns (Noio, Holanda) \V/

Nintendo Switch, PC (Windows, OS X, Linux), outras consolas a anunciar – Quarto trimestre, 2017 

Quando muitos tal conteúdo dispersariam por DLC e quejandos, não deixa de conter sua piada ser cada substancial incremento na chancela Kingdom alvo de título individual anunciado com pompa e circunstância. Two Crowns reporta à implementação da componente cooperativa para dois jogadores, em mais um exemplo da partilha dos Joy-Con, desta feita, através da experiência estratégica minimalista por qual a chancela é conhecida, continuando a pontuar a sólida união de Thomas van den Berg, Noio, e Marco Bancale, Licorice, com a Raw Fury na qualidade de editora.

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ToeJam & Earl: Back in the Groove (Humanature Studios, Estados Unidos da América) \V/

Nintendo Switch, PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – Data a confirmar, 2017

Num episódio indiretamente assumido como celebração de ícones Sega, mais de vinte e seis anos após lançamento do título original na Mega Drive em 1991, regressa a dupla de alienígenas movidos pelo Funk para a quarta instalação na linha central da franquia ToeJam & Earl como o subtítulo Back in the Groove não deixa de notar. A cortesia é feita pelo Humanature Studios de Doki-Doki Universe (2013) tendo ao leme um dos criadores da chancela, Greg Johnson, em colaboração com a editora Adult Swim Games. Procurando resgatar o melhor oferecido pelos dois primeiros capítulos, reincidirá a aventura na procura das componentes da nave espacial da dupla numa tarefa a partilhar em rede com quatro jogadores ou em ecrã dividido.

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The Escapists 2 (Moudly Toof Studios, Inglaterra) \V/

Nintendo Switch, PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – Data a confirmar, 2017

A parceria entre Chris Davis, que ao currículo, para além da série abordada, junta como título de arranque Spud’s Quest (2014), e os pais de Worms, Team 17, na incumbência editorial, manter-se-á para a sequela do bem-humorado simulador de deserção prisional The Escapists (2015). Entregando personagens e situações mais complexas, revendo o sistema de combate, ampliando opções de costumização e número de utensílios a utilizar, traduzido em novos métodos para dar à sola, incidirão, todavia, os holofotes de novidade na estreia da componente multijogador em rede e ecrã dividido.

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The Fall Part 2: Unbound (Over The Moon Games, Canadá) \V/

Nintendo Switch, PC (Windows, OS X, Linux), PlayStation 4, Xbox One – Primeiro trimestre, 2017

Lançado originalmente em maio de 2014 com abonatória recetividade, dará John Warner um segundo capítulo a The Fall, de três inicialmente previstos, seguindo a jornada de ARID, inteligência artificial encafuada num fato de combate talhado com tecnologia de ponta, do qual na sequela se verá apartada colocando a existência em risco ao fragmentar-se por uma vasta rede digital. No âmago, permitirá o pressuposto que tome controlo de vários seres robóticos pelo caminho encontrados proporcionando estilos de jogo diversos a uma aventura de ação e quebra-cabeças decidida a integrar de forma mais eficaz o discorrer narrativo e aplainar o esquema de controlos, com especial incidência no que ao combate diz respeito.

Luzeiro 91

Descaindo duas semanas face aos episódios irmãos, teremos no próximo domingo a abertura das análises bimestrais para o ano de 2017. Até lá, bons jogos.