Filipe Urriça por - Nov 18, 2021

Mais motivos para jogar (novamente) Animal Crossing: New Horizons

Nunca pensei que, depois de jogar umas longas dezenas de horas para escrever uma crítica, regressasse à ilha de Animal Crossing: New Horizons. Ainda bem que o fiz, porque o exclusivo Switch continua a ser não só surpreendente, como também entrega-nos mais motivos para voltar ao jogo que fez companhia a muitos jogadores que estiveram de quarentena, ou como a maioria da população, em isolamento profilático.

As razões para regressarmos à nossa ilha paradisíaca são mais que suficientes, apesar de poderem ser condenadas em dois grandes conjuntos: a atualização 2.0 e o DLC Happy Home Paradise. A atualização, que é gratuita para todos os jogadores, oferece uma quantidade assinalável de conteúdo, assim como pequenas melhorias para uma experiência ainda mais aprazível. Esta atualização marca, sobretudo, a vinda de novas personagens a New Horizons que estiveram presentes em títulos anteriores. E se tiverem a disponibilidade de gastar vinte e cinco euros ou se estiverem interessados em subscrever o novo Expansion Pack do serviço Nintendo Switch Online, então têm ainda mais diversão garantida com Happy Home Paradise.

Para receber o novo conteúdo de Animal Crossing: New Horizons, decidi voltar à estaca zero. Já não me recordava do que tinha feito, nem sabia que objetivos é que tinha definido – certamente que deveria estar a tentar pagar alguma dívida a Tom Nook. E nem é só isso, aqueles animais antropomórficos, que foram em tempos os meus queridos vizinhos, agora são estranhos, já não conheço a personalidade excêntrica de cada um deles. Até a minha própria personagem estava irreconhecível.

Curiosamente, acho que escolhi o mesmo layout para a minha nova ilha. Assim, tenho um rio a descer por uma encosta de duas elevações de terreno e a cair em terreno plano, depois continua o seu caminho até ao mar dividindo-se em duas ramificações, quase como se dois braços de água estivessem a abraçar a minha ilha. Gosto do resultado em termos estéticos, mas é horrível para a ilha de uma ponta à outra em busca de fósseis, fruta, insetos, minerais e madeira, assim como todo o tipo de recursos necessários para fazer os meus diversos DIY projects. O que me vale é o meu precioso vaulting pole e a ponte que já construí num sítio estratégico.

O meu foco, quando recomecei, foi fazer o máximo de dinheiro possível, para assim poder avançar rapidamente e aceder ao conteúdo extra da atualização, tal como à experiência inserida em Happy Home Paradise. Uma das grandes novidades que quis aceder foram os decretos que se podem emitir através da nossa “câmara municipal”, ou seja os Resident Services que nos permitem alterar o horário da Nook’s Cranny para abrir mais cedo ou fechar mais tarde.

Isto é quase revolucionário como o jogo, através de uma simples alteração, se adapta à vida pessoal de quem joga, melhorando consideravelmente a nossa experiência. Para quem trabalha das oito às oito, é praticamente impossível aceder à loja enquanto está aberta e, por isso, acabamos por perder vinte porcento dos itens que vendemos através da drop-off box. Assim, esta atualização oferece-nos uma solução para não perdermos esta percentagem considerável de Bells. Tempo é dinheiro em Animal Crossing; New Horizons, Tom Nook está lá para que nunca nos esqueçamos desta particularidade do jogo.

Pode parecer insignificante, mas o melhoramento que deram à câmara fotográfica do nosso telemóvel é um dos aspetos mais interessantes desta atualização. Há novas perspetivas para tirar fotografias, nomeadamente a fisheye lens, que nos permite tirar fotos como se estivéssemos a ver por um óculo de uma porta. Colocar os residentes da nossa ilha em frente à nossa câmara com esta nova perspetiva tem efeitos hilariantes.

Igualmente surpreendente, mas com mecânicas muito mais aprofundadas do que tirar uma simples fotografia, é Happy Home Paradise uma espécie de sequela a Happy Home Designer, um jogo por si só que chegou à 3DS. Francamente, não estava à espera de gostar tanto deste DLC, visto que não morri de amores pelo homólogo da 3DS. Aqui, vocês são, essencialmente, designers de interiores. Basta saber quais são os gostos do vosso cliente, colocar as peças de mobiliário e artigos de decoração que são obrigatórios e depois só têm de dar azo à vossa imaginação.

Ter um catálogo bem preenchido, com todo o tipo de mobília e ornamentos para a casa que estão a decorar, ajuda imenso na hora de vestirem o fato de decorador profissional. Assim, podem visualizar imediatamente o resultado final com muito mais facilidade. Pessoalmente, tive sorte com alguns dos meus clientes: a primeira era uma apaixonada por livros, o que facilitou bastante o processo do meu trabalho, dado que partilho o mesmo gosto pela literatura – bastou-me imaginar as estantes cheias de policiais e thrillers contemporâneos.

Enfim, há tantos elementos novos para explorar em New Horizons que vão perder mais do dobro das horas que já investiram no grande exclusivo da Nintendo Switch. Pessoalmente, vou investir nas novas personagens que regressaram de jogos que saíram em outras consolas da casa de Quioto, como o nosso trovador de viagens náuticas, a tartaruga Kapp’n, que me levará a locais exóticos. Também vou passar a aproveitar bem o meu novo local favorito gerido por Brewster, o Roost Café. Em suma, Animal Crossing: New Horizons tem novo e muito bom conteúdo, contudo, não é para aliciar quem não comprou o jogo porque não gosta da experiência original, mas sim para valorizar quem decidiu investir neste excelente jogo que oferece horas praticamente intermináveis de jogo.

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Animal Crossing: New Horizons

para Nintendo Switch

Estreia da série de simulação na Switch.

Lançado originalmente:

20 de março, 2020