por - Jan 9, 2021

Monster Hunter Rise abre possibilidades com um par de novas mecânicas

Tivemos acesso antecipado à demonstração de Monster Hunter Rise e, apesar de se sentir que foi feito de raíz para a Nintendo Switch, esta amostra do jogo final é apenas a ponta do icebergue daquilo que será o produto. Por isso, mesmo depois de terem experimentado uma das catorze armas disponíveis, é possível que não se sintam satisfeitos com a experiência geral, até porque muitas das técnicas e golpes que vimos em vídeos promocionais do jogo não estão presentes nesta fatia de Rise. Haverá, certamente, muito para desbloquear e descobrir.

O jogo abre de forma curiosa, podemos jogar trinta vezes, ou seja, podemos repetir as quatro demandas que estão disponíveis (duas delas são tutoriais) e cada vez que começamos e terminamos uma delas é menos uma partida das trinta que nos são permitidas jogar. Como há catorze armas diferentes, dá para termos uma noção daquilo que será o jogo – ou aquilo que a Capcom quer que fiquemos a conhecer por agora. Nas duas missões missões principais podemos gastar vinte e oito das nossas tentativas e as restantes duas podem ficar para os tutoriais.

Nos tutoriais temos Master Utsushi que nos ensina os controlos básicos, porém, dá-nos um vislumbre daquilo que é a grande novidade do jogo: montar monstros para podermos ter um meio de locomoção mais rápido e uma forma diferente de atacar outras criaturas temíveis. Wyvern Riding Training Quest é só uma amostra de uma das melhores funcionalidades do jogo. Pude montar um par de monstros, mas a dúvida permanece de como será esta mecânica no jogo final. Suspeito que nem todos os monstros vão dar para serem montados e isto poderá causar alguma frustração ou desilusão aos jogadores que esperam sempre mais daquilo que é oferecido.

Uma das mecânicas que estão associadas à atividade de montar monstros são os Wirebugs, insetos que nos permitem lançar uma espécie de fio ou cabo que nos ajuda a prender o monstro e a domá-lo para ser posteriormente montado. Porém, os Wirebugs não servem só este propósito, dão-nos toda uma nova mobilidade para podermos ir de um ponto A ao ponto B, principalmente se estes implicarem termos de nos deslocar verticalmente. É uma mecânica que foi muito bem pensada para o que Monster Hunter Rise quer oferecer em termos de exploração do mapa.

Em todas as demandas em que vão embarcar têm um Palico para vos acompanhar e um Palamute – este último é muito importante. Um Palamute é uma espécie de cão que podemos montar para nos deslocarmos muito mais rapidamente do que com as pernas do nosso herói. Este canídeo pode atacar e correr com uma fluidez que até podemos deslizar como se tivessemos a fazer drifts em Mario Kart, o que me fez suscitar algumas interrogações de que forma é que isto será aproveitado. Haver monstros bastante rápidos em mapas específicos e desenhados para a corrida do nosso fiel Palamute seria uma ideia interessante de explorar.

O Palamute também nos dá a facilidade de esquivar ataques ou monstros, nomeadamente nos casos em que precisamos de recuperar energia ou, por exemplo, afiar a lâmina da nossa arma. Podemos fazer isso tudo montados no próprio Palamute, beber uma poção ou usar uma whetstone sem sairmos do dorso do animal. Assim, este Palamute vai ser um dos companheiros mais importantes do jogo, o que é surpreendente visto que Monster Hunter é conhecido por idolatrar gatos com os Palico que existem nesse mundo. 

No cômputo geral, fiquei bastante satisfeito com o que a demonstração tinha para me mostrar. Há uma ênfase na deslocação que nos deixará abordar as batalhas com monstros de uma forma mais aprazível. O Palamute e os Wirebugs abrem um novo espetro de possibilidades e isto faz de Rise, que a Capcom produziu especificamente para a Switch no RE Engine, um Monster Hunter que teremos certamente o prazer de poder jogar. Porém a espera ainda será demorada por que o jogo só chega no final de março.

Monster Hunter Rise será publicado em exclusivo na Nintendo Switch dia 26 de março. A demonstração jogável está disponível na Nintendo eShop até dia 31 de janeiro.

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