por - Feb 5, 2015

O que andamos a ver, 8 de novembro

Sem qualquer tipo de acordo de cavalheiros, esta semana estão em destaques três exclusivos Netflix: Orange is the New Black, Daredevil e Master of None. O mesmo é dizer que foram vistas três séries recomendáveis, mostrando que independente a televisão está de boa saúde.

Daredevil brilha na complexidade das suas personagens e as restantes duas provam que a comédia não precisa de ser básica e pode perfeitamente fazer rir e pensar ao mesmo tempo.

Se valem ou não subscrever o serviço será sempre uma decisão do espectador, contudo, se já têm acesso ao serviço, é um trio de recomendações para verem nos próximos dias/semanas.

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Pedro Martins

Master of None (Netflix, 2015)

Depois de ter visto a temporada de estreia de Master of None, é curioso ver que dez episódios são suficientes para que a comédia e o drama consigam equilibrar-se sem nunca se anularem. É de comparação fácil com outras séries do género, contudo Aziz Ansari e Alan Yang trabalham em conjunto para encontrar uma voz própria, capaz de hipnotizar quem vê a testemunhar a dezena de episódios em duas sessões.

Pegando em vários temas e prolongando-os até ao ridículo, são passadas para o ecrã versões exageradas do que muito de quem vê já viveu ou presenciou. Contudo, convém não esquecer que a questão racial está presente em quase todos os episódios, relatando vários atos de racismo, sendo talvez o expoente máximo uma corrente de emails a que Dev, personagem interpretada por Ansari, não devia ter acesso.

Outro destaque é Rachel, personagem interpretada por Noël Wells. Num caso clássico de alguém que parece secundário à trama e se torna um dos vértices principais, a prestação de Wells acaba por ser uma das surpresas agradáveis, dando profundidade à namorada que aglutina o melhor de várias relações, sem nunca se querer impingir como uma personagem perfeita.

Vale a pena ver Master of None, uma série que de ligeira tem apenas a ilusão e que prova novamente que é possível fazer comédia sem desligar o cérebro.

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Filipe Urriça

Orange is the New Black (Netflix, 2015)

Acabei de ver a primeira temporada de Bloodline, uma excelente série sobre um drama familiar que termina com um cliffhanger surpreendente que me deixou com uma enorme curiosidade para a temporada seguinte. Agora, estive a ver uma outra excelente série, também ela dramática, mas com umas nuances de comédia no seu vasto leque de interessantes persongens. Falo-vos de Orange is the New Black.

Criado em 2013 por Jenji Kohan, conhecida pela produção de Weeds, Orange is the New Black conta a história de Piper Chapman, uma mulher acusada e sentenciada a quinze meses de prisão pelo tráfico de substâncias ilícitas. A sua vida muda completamente, desde de ter que habituar-se a novas rotinas como aprender a quem confiar no establecimento prisional de Litchfield.

Orange is the New Black é excelente, um drama com um enorme elenco de personagens interessantes que vão, episódio a episódio, sendo desenvolvidas com pormenores que fazem destas reclusas muito mais que simples criminosas. Até agora, a minha lista de favoritos só tem crescido: Red, Pornstache, Taystee, Crazy Eyes, Caputo. Adoro esta série, que tem adicionado aquele detalhe de imprevisibilidade que tem Game of Thrones ou The Walking Dead – sem que esta passe pela morte de uma das suas personagens. A Netflix não poderia ter sido lançada da melhor forma na produção de séries com esta comédia dramática.

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Pedro Marques dos Santos

Daredevil (Netflix, 2015)

Depois de há duas semanas ter escrito para esta rubrica sobre os primeiros seis episódios de Daredevil, hoje decidi revisitar a série original do serviço Netflix para vos relatar a minha experiência com a segunda metade e consequente conclusão da primeira temporada da série.

Tal como já havia referido anteriormente, a série inspirada na propriedade intelectual da Marvel superou claramente as minhas expectativas e é com agrado que posso dizer que o ritmo e espetacularidade dos primeiros seis episódios mantém-se nos restante sete, conseguindo no processo tornar determinadas personagens mais interessantes e aprofundar outras.

Gostaria de destacar sobretudo o facto de Daredevil não ter medo de arriscar e contar na sua primeira temporada com um episódio totalmente dedicado a Wilson Fisk, o principal inimigo do protagonista nesta fornada de episódios. Este episódio permite não só conhecer as motivações e o passado do vilão como também fazer-nos empatizar com o mesmo, algo que é muito raro em séries televisivas e filmes.

Como é óbvio, recomendo a todos os leitores esta série e não tenho problemas em afirmar que se trata de uma das melhores séries que vi nos últimos anos.

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