Na passada quarta-feira realizou-se mais uma Nintendo Direct, conferência em que a Nintendo fala diretamente para os fãs. Destinada quase em exclusivo à Nintendo 3DS, a expectativa era imensa. Entre uma eventual edição de Majora´s Mask para a portátil, datas para jogos já anunciados ou revelações espontâneas, foram muitos os que viram e muitos os que comentaram.

É verdade que Majora´s Mask continua como exclusivo Nintendo 64 e que os novos jogos não foram muitos, contudo, existiram algumas surpresas. Mario & Luigi: Dream Team Bros vai chegar à Europa a 12 de julho, Mario Party vai chegar à Nintendo 3DS, o novo Animal Crossing vai pintar uma 3DS alusiva ao jogo, Bravely Default: Flying Fairy arranjou confirmação na Europa, o terceiro jogo de Yoshi's Island vai ser lançado na 3DS, Zelda: A Link To The Past 2 será lançado no final do ano, a Wii U vai finalmente ser atualizada na próxima semana, Earthbound vai finalmente chegar à Virtual Console no final deste ano, enfim, as notícias foram variadas e para quase todos os gostos.

A equipa do VideoGamer Portugal viu a conferência em conjunto, portanto, não havia nenhum motivo para não reunir as nossas observações sobre o que testemunhámos num artigo. Se lerem até aqui, provavelmente já estão a imaginar que é precisamente isso que vai acontecer nos próximos parágrafos.

Pedro Santos, redator

A mais recente apresentação Nintendo Direct confirma a tendência que se tem verificado nos últimos tempos. A Nintendo 3DS, que até passou por momentos difíceis quando foi lançada, está a agora a atravessar o seu melhor período com muitos e bons jogos a serem lançados durante este ano, alguns já lançados, como Luigi's Mansion 2 e Fire Emblem: Awakening, e outros que chegarão nos próximos tempos.

Ainda assim, gostaria de ver a Nintendo apostar mais em novas ideias, em vez de continuar a jogar pelo seguro e apostar insistentemente nas mesmas séries que tanto sucesso têm conseguido ano após ano.

Filipe Urriça, redator

A Nintendo Direct tem sido melhor do que qualquer feira de videojogos. É aqui, através do próprio presidente da Nintendo, Satoru Iwata, que são anunciadas as maiores novidades para as duas consolas da Nintendo. Porque aqui é revelado o que interessa aos consumidores: os videojogos, não longas palestras maçadoras como já vimos na E3. Se a última transmissão da Nintendo foi focada na Wii U, adivinhava-se facilmente que esta iria centrar-se na Nintendo 3DS, que tem-se revelado um caso de sucesso no seu país de origem.

Mario vai voltar em força na portátil, apesar de Satoru Iwata insistir em apelidar 2013 de "ano do Luigi". Eu discordo desta afirmação. Em Dream Team controlamos Mario e não Luigi. O papel de Luigi foi, como é habitual, relegado para segundo plano, pois este continua a ajudar e a correr atrás de Mario. No entanto, o canalizador de vestimenta verde está mais ativo e tem um papel central na história de Mario & Luigi Dream Team. Luigi, mais uma vez, está a viver na sombra de Mario. Onde Luigi realmente brilhará será em New Super Luigi U, o conteúdo adicional de New Super Mario Bros. U. Aqui, Luigi será posto à prova, nos diversos níveis, para tentar roubar o pódio a Mario.

Fiquei impressionado pelo esforço da Nintendo em querer colocar à venda os seus jogos em ambos os formatos - físico e digital. Se tomarem boas medidas para beneficiar os consumidores e os produtores - espero que sigam o exemplo do Steam (que duvido muito que venha acontecer) -, a Nintendo terá uma oportunidade de ouro para atrair os seus clientes para a eShop.

Como já se vem a dizer desde o início do ano, este é o melhor da Nintendo 3DS. Porque onde a marca japonesa é exímia, é em entregar RPG de terceiros. Bravely Default, da Square Enix, e Shin Megami Tensei IV, da Atlus, foram anunciados, o que agradou certamente aos amantes de jogos RPG. Um novo Zelda, possivelmente uma sequela a Link to the Past, também está em produção na Nintendo. Estas foram, na minha sincera opinião, as três maiores bombas da Nintendo Direct.

Não possuo uma 3DS, mas confesso que já a desejava desde que foi anunciado Fire Emblem: Awakening. Com estes três últimos títulos que encerraram a Nintendo Direct, ainda fiquei mais ávido de comprar a 3DS.

António Farracho, redator

2013 vai ser um grande ano para Luigi. A Nintendo optou por revelar várias novidades sobre os muitos títulos relacionados com o irmão do canalizador mais famoso do mundo, que vão chegar ao mercado durante este ano, e claro, os jogadores agradecem. O catálogo de opções encontra-se muito bem composto, com a chegada de novos tipos de conceito, de que é exemplo o curioso Mario & Luigi: Dream Team.

Em adição, tivemos a revelação de um novo jogo Zelda para a 3DS, na forma de uma sequela para Link to the Past. Admito desde já que estou bastante curioso para perceber a forma como o novo elemento de jogabilidade relacionado com a possibilidade de nos tornarmos num "desenho na parede" vai afetar todos os Puzzles, uma vez que origina dezenas de novas possibilidades.

Para concluir, fiquei extremamente satisfeito com a chegada do Virtual Console à Wii U já durante a próxima semana. A ideia de poder jogar dezenas de jogos que marcaram a infância de muitos jogadores como eu é simplesmente fantástica, com a possibilidade de acesso a títulos de NES, Super NES, Game Boy Advance ou Nintendo 64.

Pedro Martins, diretor de conteúdos

Parto para todas as conferências, sejam sobre que consola forem, de espírito livre. Assim foi com esta Nintendo Direct.

A Nintendo comprovou que continua a ser a principal produtora para as suas próprias consolas. Se tem que ser assim ou não, é uma discussão à parte, porém, os jogos anunciados parecem fazer com que todos os fãs da empresa nipónica desejem ter a sua consola portátil. Mario, Luigi, Yoshi, enfim, as personalidades de primeira fila estiveram todas representadas, porém, existiram algumas notícias que me caíram bem no goto. Primeiro fiquei satisfeito em saber que a Virtual Console será uma realidade em breve na Nintendo Wii U, o que está diretamente ligado a EarthBound. Nunca experimentei o Role Playing Game, mas li tão boas impressões e o jogo tem um estatuto tão surreal que é impossível não estar extremamente curioso para o poder jogar finalmente.

Depois, é bom saber que será já na próxima semana que os tempos de carregamento da Wii U serão finalmente reduzidos. É neste paralelismo entre as duas consolas - Nintendo Wii U e 3DS - que eu acho fascinante a posição em que a Nintendo está. Por um lado tem uma portátil com um catálogo extremamente apelativo e que é um sucesso de vendas, por outro tem uma consola caseira que está a ter uns primeiros meses de vida complicados. Porém, a 3DS teve uns primeiros meses de vida idênticos. Quero ver se a mesma fórmula terá o mesmo resultado se aplicada novamente.

Conhecidas as opiniões da equipa VideoGamer Portugal, viramos os holofotes para vocês. Mesmo que não tenham visto a conferência, certamente já viram as notícias que saíram de lá, portanto digam de vossa justiça. O que gostaram, o que não gostaram. Será esta a estratégia certa para a Nintendo? Têm a palavra.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!