Encerrado o primeiro mês do ano, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a este espaço semanal para partilhar com os leitores alguns dos jogos a que tem dedicado o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitua resenha do que de mais importante se publicou por estes lados esta semana.

Na segunda-feira, Pedro Martins abriu as hostilidades com a sua análise a Journey to the Savage Planet, uma agradável surpresa deste início de 2020, enquanto na terça-feira, Pedro Marques dos Santos partilhou o seu veredito em relação a Tokyo Mirage Sessions #FE Encore, a adaptação à Switch do RPG que faz colidir Shin Megami Tensei e Fire Emblem lançado originalmente na Wii U.

No dia seguinte, Pedro Martins escreveu sobre o acesso antecipado de Cook, Serve, Delicious! 3?!. Quinta-feira trouxe mais duas análises, com Filipe Urriça a dar a sua opinião final sobre Lenna's Inception, obra inspirada de forma clara em The Legend of Zelda, e Pedro Marques dos Santos a analisar Lydia, aventura narrativa com forte cariz emocional que chegou recentemente à consola da Nintendo depois da publicação no PC em 2017.

Finalmente, durante o dia de ontem, Filipe Urriça escreveu sobre as primeiras horas de Snack World: The Dungeon Crawl Gold, RPG da Level-5 que se estreia este mês na Switch. Por sua vez, Pedro Martins encerrou a semana com a análise a um dos primeiros lançamentos deste ano, mais concretamente à chegada de Dr Kawashima's Brain Training à atual consola da casa de Mario e companhia.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - The Turing Test, Switch

Não é a primeira vez que a Switch serve também para eu dar uma oportunidade a obras que me passaram ao lado aquando dos seus lançamentos originais. Durante os últimos dias tenho dedicado algumas sessões de jogo a The Turing Test, obra desenvolvida pela Bulkhead Interactive e publicada pela Square Enix Collective.

Misturando puzzles com ficção científica, estes momentos iniciais mostram uma obra que ainda não apresenta enigmas complicadíssimos e que não se esquece do arco narrativo enquanto desafia quem está a jogar. Fica também evidente que é uma obra com um estilo gráfico interessante, mas que, pelo menos na consola da Nintendo, luta com os tempos de carregamento.

Vestimos a pele de Ava Turing que começa a aventura sendo enviada para Europa, uma lua de Saturno. O que aconteceu à equipa que estava lá é aquilo que terá que descobrir, sendo ajudada pela Inteligência Artificial  T.O.M.. Aliás, a vocalização de T.O.M. é um dos destaques para já, pois chega ao jogador num tom que faz lembrar HAL 9000.

Os puzzles propriamente ditos, como disse, ainda não me detiveram o progresso por muito tempo. Na primeira pessoa, temos uma arma que permite mexer nos diferentes pontos de energia até o caminho ficar aberto. Ainda não sei qual é a longevidade de The Turing Test, mas pode ser uma proposta bastante aliciante para quem quiser abstrair-se das viagens de comboio ou de autocarro. Será, no entanto, curioso perceber como é que a Bulkhead vai lidar com o argumento do jogo.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Patapon 2 Remastered, PS4

Para além de continuar a fazer progresso por Dragon Ball Z: Kakarot e de ter dedicado o tempo necessário para começar, terminar e escrever sobre Lydia, esta semana iniciei também a minha aventura de regresso ao comando do exército dos guerreiros Patapon, com o lançamento há muito anunciado, mas que também há muito parecia esquecido, de Patapon 2 Remastered.

Tendo apenas jogado as primeiras missões do título, por enquanto, as diferenças em relação à experiência original são poucas. PATA PATA PATA PON e PON PON PATA PON continuam a ser os sons que dominam a progressão e o ataque destes guerreiros que marcham ao ritmo do sons da Terra e dos seus tambores.

Apesar de ter gostado do que joguei aquando do lançamento do primeiro jogo da série na PlayStation 4, lembro-me de ter achado que a dificuldade estava algo desequilibrada ao longo da aventura, provocando momentos de frustração e de exagerada repetição de processos após tentativas falhadas, nomeadamente quando perdíamos guerreiros no campo de batalha. Espero sinceramente que a sequela seja melhor a esse nível.

Filipe Urriça, Redator - Heroland, Switch

As minhas partidas a jogar Heroland têm sido algo supreendentes. Nunca vi um jogo com uma proposta similar. É pena que a comédia seja tão descarada, mas ainda conseguiu fazer-me esboçar alguns sorrisos. Em Heroland, são um guia turístico para masmorras típicas de obras JRPG. Por isso, é de esperar que o próprio jogo faça algumas referências a elementos comuns deste tipo de jogos.

Porém, o facto de serem guia turísticos não vos permite participar directamente nos combates por turnos, embora tenham de se certificar que os visitantes do parque de atrações têm a melhor experiência possível. Para que tudo corra bem, têm de intervir pontualmente de forma a que os vossos colegas de trabalho, que estão a desempenhar o papel de inimigos, não faça o grupo de turistas ser derrotado. 

Até onde joguei, ainda tenham de perceber se o jogo me dará algumas surpresas na narrativa, ou se tudo decorrerá conforme o previsto. Ainda tenho muito para explorar nesta experiência que está a ser agradavelmente surpreendente. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!