Concluída mais uma semana de trabalho e com um fim de semana recheado de entretenimento pela frente, a equipa do VideoGamer Portugal reúne-se novamente para partilhar com os leitores aquilo que tem andado a jogar nos últimos dias. Antes disso, fiquem, como sempre, com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo da semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins arrancou o trabalho com a sua crítica a O Paradoxo Cloverfield - ou The Cloverfield Paradox, no título original -, película cuja existência era totalmente desconhecida até poucas horas antes do seu lançamento na Netflix. Já na quarta-feira, o outro Pedro dedicou umas linhas a Shadow of the Colossus, obra que apenas agora, após o seu remake na PlayStation 4, o conseguiu finalmente apaixonar depois de uma tentativa falhada na PlayStation 3.

No dia seguinte, Filipe Urriça apresentou-se ao trabalho para escrever palavras simpáticas sobre Pokémon Crystal, o clássico título da popular série RPG que chegou recentemente à Nintendo 3DS. Por sua vez, Pedro Martins transformou finalmente as suas várias dezenas de horas no mundo de - passe a redundância - Monster Hunter World num texto crítico para vos tentar convencer da sua qualidade.

Finalmente, durante o dia de ontem, Filipe Urriça publicou a sua análise à adaptação de Dragon Quest Builders à Nintendo Switch, obra que já havia captado o imaginário de Pedro Marques dos Santos aquando do seu lançamento original, enquanto este que vos escreve estas linhas regressou a um dos primeiros lançamentos deste ano civil para analisar finalmente Little Red Lie, aventura narrativa do produtor de Actual Sunlight.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

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Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Monster Hunter World, PS4

Depois de dedicar praticamente todo o meu tempo de jogo a Monster Hunter: World, tornou-se cada vez mais evidente que a Capcom passou os últimos anos a refinar a fórmula para conquistar o maior número possível de jogadores. É, tal como já tive oportunidade de escrever, uma das grandes aventuras de 2018.

Mesmo depois de escrever a análise, sente-se que a vida do jogo está ainda a começar. A comunidade parece rendida à obra e, caso a Capcom use a sua experiência, poderá publicar novo conteúdo a um ritmo que evitará que o jogo abandone o palco precocemente. 

O tratamento PlayStation 4 Pro fez-lhe muito bem à saúde. Os cenários e o design das criaturas apresentam-se melhor do que alguma vez os tinha visto; e a forma como as mecânicas são executadas fazem com que a repetição de matar monstros para melhorar o equipamento e melhorar o equipamento para matar monstros mais complicados não se instale tão cedo como seria de esperar na teoria.

Quem gosta da série tem aqui uma excelente oportunidade para partir numa jornada duradoura e, graças aos ajustes apresentados em World, mesmo sendo um jogo que pode ser bastante complexo, não é uma parede intransponível para os jogadores que chegam agora à saga. Recomendá-lo é extremamente fácil - deixar de o jogar nem tanto.

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Pedro Marques dos Santos, Redator - Shadow of the Colossus, PS4

Com o meu amor à obra de maior impacto e reconhecimento de Fumito Ueda já bem declarado, continuo a navegar pelas terras de Shadow of the Colossus, espetando espadas em criaturas de proporções épicas que pouco ou nada fizeram para o merecer, ao mesmo tempo que me maravilho com os cenários retrabalhados de forma magistral pela Bluepoint Games.

Escrevo este texto depois de ter morrido finalmente às mãos de um oponente, algo que aconteceu finalmente com o oitavo Colosso. Estou ainda numa fase de testes, tentando perceber a sequência de processos que o jogo pretende que eu siga, mas isso está a revelar-se um desafio frente a um dos mais agressivos adversários que o título colocou no meu caminho até agora.

Não deixa de ser interessante que este primeiro "pico" de dificuldade surja após o Colosso que achei mais desinteressante até ao momento. O número oito da lista pode estar a dar-me mais trabalho, mas pelo menos oferece um puzzle mais interessante do que simplesmente correr e agarrar sequencialmente pelo corpo de um Colosso subaquático até atingir os seus pontos fracos.

Ainda tenho muito jogo pela frente, mas Shadow of the Colossus continua a ter a minha atenção, mesmo que a tenha de dividir com outras obras que estou atualmente a jogar para análise.

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Filipe Urriça, Redator - Pokémon Crystal, 3DS

Voltei, durante esta semana que agora termina, ao passado da série Pokémon enquanto estive a jogar Pokémon Crystal. É certamente curioso passar pela segunda geração da série quando antes deste título, lançado originalmente na Game Boy Color, joguei Pokémon Ultra Moon na Nintendo 3DS.

Jogar um título com quase vinte anos significa ter que enfrentar alguns sistemas arcaicos, como é o caso das técnicas HM. Uma vez ensinada uma técnica deste tipo, o nosso Pokémon não a pode esquecer, deixando-o com três espaços em vez de quatro para podermos escolher outros golpes, que entretanto aprende ao evoluir.

No entanto, também é um regressar a um estilo artístico bem diferente. Com o avanço das tecnologias de processamento, a Nintendo foi melhorando as suas consolas, o que permitiu à Game Freak tentar com que Pokémon fosse mais similar aos desenhos animados da série.

Pokémon Crystal é um excelente jogo, um título onde ainda estão alguns puzzles para resolver e variar as nossas atividades para além das batalhas com estranhos e líderes de ginásios. É um RPG que vale a pena revisitar, quanto mais não seja para verificar que a remoção dos puzzles foi um passo em falso para a continuidade da série.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!