Encerrada uma semana que foi bastante rica em anúncios bombásticos, especialmente para os lados da Nintendo, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar com os leitores aquilo que tem andado a jogar nos últimos dias. Antes disso, contudo, fiquem com o habitual resumo do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Em mais uma semana calma no que diz respeito à publicação de análises, este que vos escreve estas linhas regressou à vida de Max e Chloe em Life is Strange: Before the Storm para o episódio bónus Farewell, enquanto Pedro Martins sofreu para chegar até aos créditos de Past Cure. Finalmente, a semana terminou com a entrega do veredito relativamente a Secret of Mana 3D, o remake do clássico RPG da Square.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Andamos a Jogar 10mar Imagens

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - TT Isle of Man, PS4

O subtítulo de TT Isle of Man é Ride on the Edge e isso não demora muito a fazer-se notar quando subimos para cima da nossa moto. Videojogo inspirado no evento motorizado que se realiza na ilha homónima, é um desafio que está praticamente sempre presente ou, por outras palavras, preparem-se para cair incontáveis vezes.

Tenho estado a jogar a obra da Kylotonn Games há alguns dias e são desde já evidentes alguns dos seus pontos fortes e fracos. Sem chegar aos 60 fotogramas por segundo, a sensação de velocidade está bem conseguida e a adrenalina de algumas corridas é evidente. Contudo, algumas dessas quedas são provenientes de uma jogabilidade que insiste em ter picos de exigência.

Não é um jogo terrível e nos seus melhores é mesmo uma boa surpresa. Ainda assim, durante estes dias há uma mistura de diversão proveniente da adrenalina com frustração advinda de quedas que custam vitórias; quedas que ocorreram sem eu ter culpa. E também não se perdia nada se os valores de produção fossem um pouco mais superiores.

Andamos a Jogar 10mar Imagens

Pedro Marques dos Santos, Redator - Where the Water Tastes Like Wine, PC

Where the Water Tastes Like Wine é uma obra que há muito estava no radar da equipa do VideoGamer Portugal e uma obra com a qual, ao contrário do que é habitual nesta rubrica, já passei largas horas. Aliás, já passei a primeira dezena de horas e não estou sequer perto de ter explorado tudo aquilo que este peculiar título de aventura tem para oferecer.

Na sua essência, este é um título sobre contar histórias, sobre a sua partilha e manipulação, sobre a sua capacidade para estabelecer ligações com outros indivíduos e sobre a forma como de pequenos e, por vezes, inócuos momentos se podem criar contos fantásticos. Dito isto, nem tudo resulta na perfeição nesta aventura narrativa, especialmente no que diz respeito à forma como utiliza essas mesmas histórias que vamos colecionando na viagem pelos Estados Unidos como meras peças para resolver um puzzle que é a personagem com quem estamos a interagir.

Para além de nem sempre ser óbvio em que categoria cada história cai, isto é, se estamos perante uma história feliz, uma história de esperança, uma história de terror ou uma história entusiasmante, por exemplo, a redução das mesmas a uma simples frase que nem sequer voltamos a ouvir ser contada retira-lhes um pouco do impacto. Aguardo para interagir com mais personagens e descobrir ainda mais contos.

Andamos a Jogar 10mar Imagens

Filipe Urriça, Redator - Flinthook, Switch

Há um fluxo semanal constante de boas novas propostas na Nintendo Switch, mesmo que por vezes só se aproveite um ou dois jogos da dezena de títulos que chegam. Flinthook é um deles, um excelente roguelike com um loop de jogabilidade que nos incentiva a voltar ao jogo após perder.

O jogo da Tribute Games inclui vários elementos típicos do género, que fazem do jogo justo mesmo quando nos sentimos frustrados por ter perdido num determinado boss. Até há uma espécie de sistema de loot boxes no qual não temos de pagar um único cêntimo, basta-nos jogar para ganhar as "carteirinhas" de cartas. Queremos mais experiência? Basta selecionar as cartas que nos dão mais pontos antes de iniciar uma partida. Se quisermos um arsenal mais robusto, então selecionamos as cartas que melhoram o nosso revólver. É tão simples quanto isso.

É o design fantástico por toda a extensão da obra que faz com que o jogo nos incentive a mais uma partida antes de desligar definitivamente a Nintendo Switch. Os inimigos são bastante variados e os próprios níveis oferecem um certo desafio, no qual temos de aprender a utilizar cada vez melhor as nossas habilidades. Este é um roguelike bem feito, é um jogo que recompensa para não desistirmos à primeira dificuldade.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!