Encerrada mais uma semana de trabalho e com as temperaturas finalmente a aproximarem-se de valores mais dignos da época do ano em que nos encontramos, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar aquilo que tem andado a jogar recentemente. Antes disso, contudo, fiquem com o tradicional resumo do que mais importante se publicou por estes lados nos últimos dias.

Uma das mais produtivas semanas do ano, Filipe Urriça abriu as hostilidades com a sua análise a Sparkle 2, um título de puzzles que segue a fórmula adotada por populares obras para dispositivos móveis e no Facebook, enquanto Pedro Martins decidiu traduzir as suas horas em Super Mario Odyssey num artigo sobre a solidão e a sensação de aventura proporcionada pelo exclusivo da Nintendo Switch.

Na terça-feira, o principal responsável pelas análises aos títulos da consola da Nintendo voltou a carga para dar o seu veredito em relação a Picross S, mais uma experiência de puzzles. Já este que vos escreve estas linhas e responsável pela maioria das análises aos conteúdos produzidos pela Telltale publicou a sua análise a Below the Bedrock, o penúltimo episódio da segunda temporada de Minecraft Story Mode.

Quarta-feira voltou a contar com a escrita dos dois autores do dia anterior, uma vez que Filipe Urriça deu a sua opinião sobre Butcher, título bidimensional inspirado em DOOM, e Pedro Marques dos Santos serviu-se do outro lançamento da semana da Telltale e escreveu sobre Don't Stop Believin', o capítulo final de Guardians of the Galaxy.

Finalmente, na quinta-feira, os dois Pedro's encerraram a semana com as análises a dois dos principais lançamentos das últimas semanas. Pedro Marques dos Santos regressou ao mundo de Horizon Zero Dawn para jogar e terminar a expansão The Frozen Wilds, enquanto Pedro Martins regressou à Segunda Guerra Mundial com Call of Duty: WWII.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Andamos a Jogar 11nov

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Sonic Forces, PS4

Não é a primeira vez este ano que os fãs do ouriço azul têm oportunidade de jogar um novo título da série, pois Sonic Mania chegou ao mercado em agosto. Recentemente tive oportunidade de terminar Sonic Forces e a verdade é que não fiquei nada impressionado com o jogo, sendo claramente detectáveis várias falhas.

A jogabilidade deixa a desejar, não conseguindo incontáveis vezes ser precisa o suficiente para que eu tivesse confiança no que estava a fazer no ecrã. Além disso, e isto pode não ser um choque para ninguém, mais do que uma história fraca - que está aqui - foram as trocas de diálogo entre personagens que se destacaram pela negativa por serem paupérrimas. De uma ponta à outra, a equipa que se junta para lutar contra Eggman e Infinite cansam o jogador sempre que abrem a boca.

O grafismo também é uma desilusão, mas a sensação de velocidade que proporciona está bem implementada. Claro que enquanto o cenário passa por vocês a mil à hora têm que estar a lutar contra os comandos, mas ainda assim está lá. Como nota de rodapé antes da análise, há muitos colecionáveis, sim, mas a vontade para os desbloquear perde-se muito antes dos créditos aparecerem.

Andamos a Jogar 11nov

Pedro Marques dos Santos, Redator - Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds, PS4

Numa semana em que a minha televisão praticamente só foi ligada para acompanhar a atividade da PlayStation 4, Horizon Zero Dawn foi, juntamente com Assassin's Creed Origins - título que já trouxe na semana passada a esta rubrica -, a obra com a qual passei mais tempo ao longo dos últimos dias. Mais concretamente, foi com The Frozen Wilds que coloquei ainda mais horas num RPG no qual já contava com mais de 50 horas gastas.

Como mencionei na minha análise, a expansão da aventura de Aloy é a desculpa perfeita para regressar a um dos melhores jogos de 2017, um ano que ficará na história como um dos mais impressionantes da história da indústria no que diz respeito à qualidade e quantidade dos seus lançamentos. Agora que a expansão está concluída, as atenções viram-se para o pouco que ficou por fazer na campanha principal.

Não é segredo nenhum que desenvolvi, sobretudo nos últimos anos, uma "ligeira" obsessão com os Troféus na PlayStation Network e Horizon Zero Dawn foi uma das obras que ficou por terminar. Apenas com os troféus relativos aos desafios de caça por obter, conto desbloquear a tão desejada Platina nos próximos dias, ao mesmo que tempo que vou acumulando cada vez mais horas em Assassin's Creed Origins.

Andamos a Jogar 11nov

Filipe Urriça, Redator - Splasher, Switch

Com a Nintendo Switch a ter mais de duzentos títulos na eShop, fico curioso para ver que tendências e géneros lá se irão destacar. Os jogos de plataformas não são o género mais popular da atualidade, mas são o tipo de jogo que sustentou durante longos anos os sistemas pioneiros da indústria videojogos. E é por esta razão que estes vão estar sempre presentes, independentemente do género em voga que tratará de saturar o mercado.

Splasher é um excelente título para quem quer dar os primeiros passos em obras que se inserem no género das plataformas, um título onde os saltos milimétricos são uma obrigação. Aqui não é propriamente a personagem a estrela do jogo, mas sim a tinta que se espalha nas plataformas devido às mecânicas que conferem ao jogo. Aprender o que cada uma faz e a forma como podemos aproveitar as suas propriedades para atingir o nosso objectivo é o melhor que o jogo oferece.

Se são jogadores que se identificam como hardcore, que têm muita experiência em jogos de plataformas, infelizmente não é aqui que vão conseguir satisfazer o vosso desejo com bons desafios exigentes na coordenação e habilidade. Todavia, após a conclusão de um determinado nível, podem fazer um speedrun sem distrações em que apenas dependem do vosso talento para obter um bom resultado. 

Sinceramente, visto ainda não ter completado o jogo na sua totalidade, estou curioso em relação aos próximos níveis que vou desbloquear e aos poderes que me vão ser entregues, bem como as tintas de características diferentes. Splasher deixa indícios de ser um dos melhores títulos do seu género na Nintendo Switch.