Um dia mais tarde que o habitual, mas ainda mais do que a tempo para fornecer algumas sugestões para esta tarde de domingo, a equipa editorial do VideoGamer Portugal reune-se novamente neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos que tem estado a jogar ao longo dos últimas dias.

Antes disso, importa, como sempre, recordar o que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana. Foi uma semana de duas faces para Filipe Urriça. Por um lado analisou Spirit of the North, obra à qual presenteou uma das notas mais baixas em 2020, por outro teve oportunidade de partilhar as suas primeiras impressões sobre Paper Mario: The Origami King, o principal exclusivo Switch para este verão.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - F1 2020, PS4

Ainda com os efeitos da pandemia de COVID-19 a assolarem praticamente os quatro cantos do mundo, também a presente temporada de Fórmula 1 foi afetada. Com um arranque atípico, os motores roncaram pela primeira vez no fim de semana passado, com a segunda corrida a estar agendada para hoje.

A acompanhar o circo está a chegada ao mercado de F1 2020, a nova aposta da Codemasters que democratiza o desporto rei e permite ao comum mortal sentar-se no cockpit. Durante os últimos dias tenho feito precisamente isso, experimentando a obra na PlayStation 4 Pro. A jogabilidade continua excelente e o grafismo volta a criar a ilusão de que estamos mais próximos de pertencer ao mundo das voltas medidas em milésimos de segundo.

Durante estes dias tornou-se evidente que uma das grandes novidades é o modo My Team - uma aposta que quer aprofundar e dinamizar o aspecto fora da pista. Além de pilotar, aqui podemos gerir o quotidiano da nossa própria equipa. Desde a personalização visual da equipa à gestão dos patrocínios e do desenvolvimento do carro, sente-se a expansão do que é um jogo inserido na saga F1.

F1 2020 é, pelo menos para já, uma entrada condigna na série, afirmando-se como o sonho mais completo de pertencer a um mundo de lendas. E a Codemasters não se esqueceu de que a diversão passa invariavelmente pelos confrontos perto do alcatrão, ou seja, se mais do que nunca estão com fome de F1, o prato principal está de regresso à televisão e a sobremesa passa pela consola ou pelo PC.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Across the Grooves, Switch

Para além de continuar a abrir caminho tanto por The Last of Us Part II e The Outer Worlds, esta semana iniciei também a minha primeira passagem por Across the Grooves. Digo primeira porque parece-me óbvia que esta aventura narrativa foi construída para ser jogada mais que uma vez, restando saber se terá a eficácia suficiente para fomentar a motivação para o fazer.

Com um estilo visual extremamente interessante e uma identidade muito própria, a obra da Nova-box transporta-nos para o mundo de Alice, uma mulher que após receber um disco de vinil do seu antigo namorado é levada numa viagem pelas suas memórias ao som da música contida na oferta de alguém que saiu da sua vida há três anos. Quando regressa aos sentidos repara que a sua realidade foi alterada: o seu atual namorado foi removido da sua vida e é agora um estranho.

É um conceito interessante, embora por enquanto fique difícil perceber de que forma exatamente estamos a moldar a história, e mais concretamente a protagonista, através das escolhas que fazemos. O objetivo é regressar à realidade original e para isso Alice embarca numa aventura pela Europa em busca do seu antigo namorado.

Neste momento, o destaque é mesmo a forma como o jogo nos transmite de forma evidente a sua paixão por este lado da indústria musical, havendo até uma secção dedicada ao léxico no menu para ajudar os menos habituados aos termos utilizados. Algumas personagens interessantes já foram introduzidas, mas é preciso mais tempo para perceber como a aventura global conseguirá responder aos seus mistérios sem perder os elementos que permitem ao jogador identificar-se com a história.

Filipe Urriça, Redator - Cultist Simulator, Android

Pontualmente, vou comprando jogos na Google Play. Porém, apesar de saber que Cultist Simulator está melhor adaptado para se jogar no PC, comprei-o na loja da Google por ter apanhado o jogo em promoção. Não me arrependi, pois é uma obra única que requer de quem joga um aprofundar nas suas mecânicas.

Cultist Simulator é um jogo de cartas, onde vão criar ou juntar-se a uma seita religiosa. O coração do jogo está na forma como interagimos com as cartas, uma abordagem que foi buscar aos jogos point 'n' click. Essencialmente, temos de arrastar as cartas para os verbos corretos, tudo dentro do contexto e lógica do jogo.

Porém, não ficamos a saber de imediato como funcionam os verbos com as diferentes cartas. Em Talk, arrastar a carta de uma personagem começa uma conversa, mas colocar um livro na ação de falar põe-nos a recitar em público os ensinamentos de uma doutrina qualquer. E há ainda todo um leque de interações e de consequências com os verbos sonhar, trabalhar, estudar e muitos outros.

O conceito é interessante, mas vê-se claramente que só irá apelar a quem tem paciência para ler quando joga, assim como a aprofundar-se nas mecânicas que não são explicadas em nenhum ponto do jogo. Caso estejam curiosos em experimentá-lo comprem a versão PC, porque tem uma interface muito melhor do que a versão para telemóveis. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!