por - May 12, 2018

O que andamos a jogar, 12 de maio

Depois de uma semana de ausência, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar com os seus leitores aquilo que tem andando a jogar durante estes últimos dias. Antes disso, e como sempre, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados esta semana – e na semana passada, uma vez que já tinha o resumo pronto.

A semana anterior ficou dividida entre análises e artigos, sendo que os vereditos ficaram a cargo de Filipe Urriça que voltou a servir-se da sua Nintendo Switch para testar e analisar mais alguns dos indies que esta tem recebido. Na segunda-feira passada, foi Rogue Aces, um jogo de aviação roguelike, a obra escrutinada pelo redator, enquanto na quinta-feira seguinte o título esmiuçado foi Deep Ones, a obra de plataformas inspirada no trabalho de H. P. Lovecraft, que deixou Filipe bastante desiludido.

No que diz respeito aos artigos da semana passada, a equipa editorial do VideoGamer Portugal juntou-se para aproveitar a recente hashtag #GameStruck4 e revelar assim as quatro obras que mais os marcaram e mais importantes foram para moldar os seus gostos e preferências relativamente a este meio de entretenimento. Para além disso, Pedro Martins deu finalmente uma oportunidade a La Casa de Papel e gostou tanto que decidiu escrever sobre o mais recente fenómeno da Netflix.

Já na presente semana, Filipe Urriça trouxe-nos a sua análise à versão Nintendo Switch – obviamente – de Donkey Kong Country: Tropical Freeze, dando-lhe uma avaliação mais positiva do que Pedro Martins havia feito na Wii U, enquanto Pedro Marques dos Santos publicou finalmente o seu veredito em relação a The Thin Silence, tendo passado por várias peripécias, incluindo enviar a sua save à produtora para ultrapassar um bug que impedia a progressão, para o fazer.

Na quinta-feira, os dois autores anteriores voltaram à carga com as análises a Masters of Anima, título de estratégia, e To Leave, um peculiar título de plataformas que levou Pedro Marques dos Santos ao desespero, respetivamente. Finalmente, já durante o dia de ontem, Pedro Martins teceu algumas considerações em relação a The Rain, uma das mais recentes apostas da Netflix.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Conan Exiles, PS4

Durante os últimos dia comecei a jogar Conan Exiles na PlayStation 4. O primeiro impacto é o grafismo datado e não há grande forma de contornar esse facto, contudo, não demora muito tempo também a perceber que as áreas colocadas à nossa disposição para serem exploradas são enormes.

Vestindo a pele de um criminoso crucificado e deixado para uma morte certa, é essa sobrevivência – e a sua evolução – que está na essência da experiência de Conan Exiles. Caçar, construir, lutar, adaptar e evoluir é um percurso que deverá ser interessante, apesar do arranque algo lento.

E ainda falta experimentar a componente online, outro dos pilares da aventura. Com servidores PvP e PvE com capacidade para dezenas de jogadores, será interessante compreender como é que a PlayStation 4 Pro lida com estas multidões e, sobretudo, como é que a partilha da aventura pode prolongar a sua longevidade de forma divertida.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Frostpunk, PC

Estou, como quase sempre acontece com os jogos que trago a este espaço, ainda numa fase muito preliminar de Frostpunk, naquela fase em que o jogo ainda me diz o que devo fazer e as entradas do tutorial vão sendo disponibilizadas. Em pouco mais de meia hora, passei três dias neste apocalipse gelado, obtendo o material necessário – nomeadamente carvão – para ligar e manter ligado o gerador de calor onde estou a construir a minha comunidade.

Para além disso, recolhi madeira e metal que já utilizei para construir tendas para abrigar os habitantes desta pequena cidade do relento que estou a criar e ruas para se deslocarem entre as mesmas e alargar a extensão da área aquecida pelo gerador. Pelo meio esgotei algumas reservas de material, o que me deixa ansioso relativamente à necessidade de ter de preparar um futuro sem reservas de material por perto da comunidade.

Houve também tempo para passar algumas leis que influenciaram, principalmente negativamente, o equilíbrio entre esperança e descontentamento no seio da cidade, incluindo uma que me permite obrigar trabalhadores a fazer turnos de 24 horas, decisão que, "estranhamente", não foi bem recebida. Serve tudo isto para dizer que Frostpunk é um jogo com várias camadas, muitas das quais ainda estarei longe de sequer descobrir.

Filipe Urriça, Redator – Light Fall, Switch

Os jogos de plataformas têm uma janela de oportunidade para serem lançados, visto que Donkey Kong Country: Tropical Freeze está de novo na ribalta depois do seu lançamento na Nintendo Switch. Light Fall é um deles, apesar de partilhar muito pouco com a licença da Nintendo.

Este título abre um mundo de possibilidades para quem o criou, faltando agora aferir se este teve a criatividade necessária para as implementar no jogo. Em Light Fall a nossa personagem tem um poder peculiar: criar caixas, tal como em BOXBOY, por exemplo, mas claro de uma forma bem diferente. O que é certo, é que se queremos chegar mais alto ou evitar um chão coberto de armadilhas, basta saltar e pressionar novamente o mesmo botão para criar uma caixa por baixo da personagem. 

Há momentos em que esta caixa pode ser criada e colocada com mais precisão, para que, por exemplo, possamos bloquear um raio laser e impedir que este nos seja capaz de desintegrar. Enfim, percebe-se que há uma infinidade de possibilidades que podem ocorrer. 

Light Fall, todavia, sofre de alguma falta de fluidez no movimento da personagem. Falta agora saber se isto influencia negativamente o jogo. Até agora, só foi preciso alguma habituação a esta forma da minha personagem se mover, mas com tantos jogos de plataformas que me passaram pelas mãos, é de estranhar isto acontecer-me. 

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