Terminada mais uma semana de trabalho, eis que chega novamente o dia em que a equipa editorial do VideoGamer Portugal se junta neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos aos quais foi dedicando o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins arrancou a semana com a sua análise a Assemble with Care, a nova obra dos produtores de Monument Valley que faz parte do alinhamento do Apple Arcade. O mesmo autor publicou também o seu veredito em relação a The Bradwell Conspiracy, aventura de puzzles com foco na narrativa que decorre num museu destruído.

Por sua vez, Filipe Urriça analisou a versão Nintendo Switch de Friday the 13th: The Game, o título multijogador assimétrico baseado nas películas que têm Jason Vorhees como principal antagonista, e publicou a sua antevisão a Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020, a nova entrada da série que leva as duas mascotes aos Jogos Olímpicos.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Pilgrims, iOS

Lançado de surpresa no PC e Apple Arcade, Pilgrims conta com um charme bastante próprio - tanto no grafismo, como na própria jogabilidade. Entre outros jogos que requerem mais tempo, durante os últimos dias fui experimentando a nova obra da Amanita Design, surpreendendo-me pelo caminho.

O grafismo faz-lhe vários favores. A arte usada nas diversas cenas, sobretudo na modelagem das personagens, atribuem a Pilgrims uma sensação de exagero, ou melhor, colocam-nas na memória de quem joga. São várias camadas de texturas que ajudam a ilusão e são panos de fundo distintos, que se vão renovando com o desbloqueio de novas partes do mapa.

Por sua vez, a jogabilidade é uma mistura de jogo de cartas com dedução. Os objetos que vão aparecendo nos cenários, quando recolhidos, transformam-se em cartas que vão sendo colocadas num baralho na parte inferior do ecrã. Cabe ao jogador a tarefa de usar as cartas na cena correcta para assim continuar a progressão.

Importa salientar que também outras personagens podem ser “transformadas” em cartas. Isto é importante, pois há cenas que requerem uma personagem específica. Pilgrims vive muito da tentativa e erro, fazendo lembrar alguns processos de uma aventura gráfica - com alguns falhanços de dedução a terem terem resultados hilariantes.

O meu tempo dedicado a Pilgrims tem sido feito através do iPad, ou seja, através do Apple Arcade. Ainda que existam alguns momentos onde a confusão é maior do que as certezas sobre o que fazer a seguir, o jogo da produtora de Samorost e de Machinarium é uma lufada de ar fresco. Por esclarecer fica, porém, se no final não será uma lufada demasiado curta para os jogadores que pagarem 4,99€ fora do serviço da Apple.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Concrete Genie, PS4

Depois de Entwined, a PixelOpus apostou as suas fichas numa experiência significativamente mais ambiciosa e também por isso com direito a um maior apoio por parte do departamento de marketing da Sony Interactive Entertainment. Concrete Genie é, no seu cerne, um conceito excelente. Utilizar os desenhos de um jovem e solitário rapaz para dar literalmente vida a uma cidade abandonada é uma ideia bastante original.

Já com algumas horas na aventura de Ash, é inegável que esta vive muito de e para o seu estilo visual, com o contraste entre o negrume de Denska e o colorido vibrante das pinturas do protagonista a funcionar de forma excecional. Embora o choque inicial se faça sentir, a verdade é que usar o sensor de movimentos do DualShock 4 para desenhar os vários elementos das pinturas acaba por se tornar natural. 

Nesta fase, as principais dúvidas geradas por Concrete Genie prendem-se com o impacto da sua narrativa, que só surgiu a espaços neste início de jogo, e também com a capacidade da obra se ir reiventando à medida que vamos encontrando novas páginas com desenhos de Ash para utilizarmos nas paredes de Denska.

Filipe Urriça, Redator - Yooka-Laylee and the Impossible Lair, Switch

The Impossible Lair coloca, literalmente, uma nova perspetiva em Yooka-Laylee. E, do que eu já joguei, esta é uma solução viável para um jogo mais focado e concentrado nas plataformas. Não há tanto espaço para erros de design, como aconteceu no original.

O jogo publicado pela Team 17 mostra um amadurecimento da produção, com um resultado que faz de Yooka-Laylee and the Impossible Lair uma boa escolha para a Nintendo Switch.

Este título faz me lembrar Rayman Origins, por isso The Impossible Lair está a fazer algo de bom. Todo um nível serve para colecionar moedas e penas, enquanto se ultrapassam desafios promovidos pelas plataformas do jogo. 

Enfim, é fantástico explorar o que foi feito especialmente para dar mais foco e, consequentemente, precisão nos saltos e na movimentação. Até terminar o jogo, há fortes indícios de ser uma boa escolha, assim como a possibilidade de passar despercebido a grande parte dos jogadores. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!