Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os seus leitores alguns dos títulos que vão ocupando o seu tempo e pedindo a sua atenção ao longo dos últimos dias. Antes disso, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Pedro Marques dos Santos voltou às análises com o seu veredito sobre Tell Me Why, a nova aventura narrativa dos produtores de Life is Strange, obra que, apesar de algumas falhas, merece a atenção dos jogadores. Por sua vez, Pedro Martins analisou Hotshot Racing, uma homenagem aos títulos de condução arcada do passado que oferece uma experiência de qualidade para os jogadores do presente.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Cloud Gardens, PC

Cloud Gardens ainda não está terminado pela Noio, ou seja, é uma obra que pode neste momento ser adquirida em formato Acesso Antecipado. Contudo, a sua essência e as emoções que transmite já se fazem sentir sem grande margem para indagações. Ao jogador é dado um novo cenário flutuante com lixo espalhado avulso e a sua tarefa é fazer vida despontar recorrendo a variadas sementes de plantas.

Durante os seis níveis temáticos vão desbloqueando novos tipos de plantas, vão testando e falhando o que resulta e como resulta. Ver vida ganhar forma diante dos vossos olhos é uma experiência que se revela relaxante; ver vida conquistar o que outrora eram espaços abandonados e desprovidos de esperança é o alicerce de uma estadia que se vai afirmando metáfora.

Há uma estratégia a dominar, pois para fazerem as plantas crescer têm que espalhar mais objetos pelo cenário, objetos que vão sendo oferecidos pela obra. O derradeiro objetivo de cada nível é encher um medidor que desbloqueia o cenário seguinte. Não é complicado, todavia, bastando estar atento aos comportamentos de cada tipo de planta e guiá-la com o fluxo necessário.

Até ao dia 16 de setembro podem comprar Cloud Gardens por 3,95 euros no Steam, preço que proporciona uma experiência contemplativa, ideal para ser experimentada em curtas sessões, testemunhando com os sentidos o alcance da vida a despontar. E a música ambiental de Amos Roddy é o acompanhamento que assegura que o título é uma estadia sensorial.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Wasteland 3, PS4

Ainda estou no começo da minha estadia em Wasteland 3, uma das minhas obras mais esperadas deste ano. Tratando-se de uma série e de um tipo de experiência à qual não estou assim tão habituado quanto isso, estes primeiros momentos tem sido sobretudo de aprendizagem, de ganhar o pulso às diferentes mecânicas do título, sobretudo no que diz respeito aos atributos e habilidades dos membros da nossa party e a forma como os mesmos influenciam não apenas a prestação em combate, mas também a exploração e a interação com o cenário.

Mesmo que ainda não tenha sequer saído da base para realizar a primeira missão da campanha, tudo aquilo a que já tive acesso transmite sem dúvida a sensação de que esta é uma obra bastante densa que pede uma atenção e concentração quase ininterrupta por parte do jogador. Há sempre inúmeras peças em movimento durante cada ação que realizamos e importa ter a noção de como este mundo pós-apocalíptico está dividido em várias fações e do impacto que o nosso comportamento têm naqueles que nos rodeiam.

A maior curiosidade está em ver a capacidade da inXile para criar uma campanha Role Playing Game que nos obrigue a várias decisões difíceis, a influenciar de forma notória o desenrolar dos eventos e que se adapte à nossa forma de jogar. Tudo isto alicerçado no que me parece ser um sólido sistema de combate tático por turnos.

Filipe Urriça, Redator - Inmost, Switch

Inmost é um jogo que nos coloca num mundo pós-apocalíptico onde a ameaça, que obrigou os humanos a esconderem-se, ainda vive. Este é o típico jogo pixel art que conta uma história à medida que temos de resolver pequenos puzzles para progredir e descobrirmos mais detalhes deste mundo desolado.

Nas primeiras horas desta proposta publicada pela Chucklefish tive de descobrir o meu caminho e fugir de ameaças sombrias. Por exemplo, tive apanhar algumas ferramentas como uma foice e uma picareta para poder abrir caminho nas masmorras do castelo.

Porém, tive de puxar alavancas, empurrar carrinhos, assim como transportar uma porta para fazer apoio a uma plataforma. Assim pude saltar para uma escada e evitar a morte certa pela matéria negra alienígena que ameaça o meu progresso. Seja para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita, o caminho é de fácil identificação, sem ter que andar perdido.

O que receio deste jogo nem são os monstros de matéria negra que assumem diferentes formas. O que tenho receio é de encontrar uma linguagem confusa que não me faça perceber aquilo que tenho de fazer para avançar sem me sentir frustrado. Embora seja pela jogabilidade que faço os meus avanços, é a narrativa que me deixa mais curioso para conhecer, até porque há mais do que uma personagem com que posso jogar.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!