Encerrada mais uma semana de trabalho neste novo confinamento, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para destacar as obras a que tem dedicado algum do seu tempo ao longo dos últimos dias. Antes disso, e como quase sempre, fiquem com a resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Na terça-feira, Filipe Urriça publicou a sua análise a Horace, um aclamado título de puzzles com foco na narrativa que fez recentemente o seu caminho até à Nintendo Switch, enquanto durante o dia de ontem, o mesmo autor focou as suas atenções em Super Mario 3D World + Bowser's Fury, a adaptação do exclusivo Wii U à atual consola da casa nipónica.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Sunlight, PC

Sunlight não quer testar as vossas habilidades, mas sim proporcionar uma jornada relaxante pela natureza. A obra foi desenvolvida pela Krillbite Studios, produtora que entre outros colocou no mercado Mosaic, e avisa desde os momentos iniciais que “não estou aqui para te testar. Por favor relaxa”.

O jogador é colocado no meio de uma floresta, sendo rodeado pelos tons naturais e pela sensação de estar a experimentar uma pintura que vai ganhando vida. É uma obra onde a estética tem uma história a contar, ou seja, vai mudando de tons consoante o céu se transmuta, garantindo uma sensação de movimento temporal.

Não esperem então um chorrilho de atividades. Explorar a floresta, interagir com a natureza, escutar o que as árvores têm para dizer, as suas histórias. Tal como Tiny Lands, por exemplo, também Sunlight aposta as suas fichas numa aventura alternativa; uma aventura que a produtora sabe perfeitamente não ser para toda a comunidade.

Contudo, se querem experimentar uma peculiar e artística expressão dos videojogos, Sunlight remove o desafio para centrar a contemplação. No momento em que este texto é escrito, pode ser comprado no Steam por 3,99 euros, um preço justo para darem umas merecidas férias à mente. É uma janela que se abre no vosso monitor, uma janela com vistas para longe, para a acalmia de comungar com a natureza.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Haven, PS5

Ainda que apenas no início deste mês tenha completado o leque de plataformas para o qual estava prometido, Haven estreou-se no mercado em dezembro, contudo, pela temática que serve de fio condutor à sua narrativa, este parece ser efetivamente o momento mais indicado para dar destaque ao título da The Game Bakers, produtores de Furi.

Já tinha aproveitado um dos Steam Game Festival para experimentar um pouco de uma das obras que mais interesse me suscitou desde o seu anúncio. Infelizmente, o timing de lançamento não foi o melhor, pelo que só agora tive oportunidade de iniciar a minha aventura pela edição completa do título. Ainda só joguei o arranque da obra - ainda não tive sequer qualquer momento de combate -, pelo que o foco, por enquanto, é total na relação entre Yu e Kay.

As informações sobre os seus passados são escassas, mas as interações entre ambos dão a entender que fugiram de uma sociedade em que os parceiros amorosos são decididos com base em testes de compatibilidade. Para preservar a sua relação e escapar a um destino já traçado, os dois jovens vivem agora num planeta deserto que não aparenta ser assim tão hospitável como isso, enquanto esperam que ninguém os venha tentar forçá-los a regressar.

Nesta fase, há que destacar o bom trabalho feito a edificar estas personagens e o notório esforço para não tornar a experiência, à falta de melhor adjetivo, demasiado lamechas. Ainda assim, é preciso esperar para ver como é que os processos de jogabilidade vão alimentar esta história.

Filipe Urriça, Redator - Donkey Kong Country 2: Diddy's Quest, Switch (SNES)

Pontualmente, vou jogando os títulos que são lançados na aplicação SNES da Switch. Não só considero ser importante conhecer o passado para perceber o presente e o que nos reserva o futuro, como também é divertido podermos voltar a jogar títulos como Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest.

Os jogos de plataformas eram bastante populares na altura da Super Nintendo Entertainment System e a Rare foi uma produtora que entregou à Nintendo um rico conjunto de jogos, nomeadamente a série Donkey Kong Country. O mais curioso é que os três primeiros jogos foram lançados em três anos seguidos. Isto seria impensável hoje em dia.

Jogar Donkey Kong Country 2 é estar perante um desafio bem complicado, isto se não usarem a funcionalidade de retrocesso instantâneo ou dos pontos de gravação que a aplicação da SNES permite. Comparativamente ao jogo anterior, Donkey Kong Country, tem Diddy Kong a assumir o protagonismo e a partilhá-lo com Dixie.

Esta personagem feminina até é bastante mais útil do que Diddy, visto que consegue planar fazendo rodar o seu rabo de cavalo. Por isso, estava sempre a trocar de personagem, onde Diddy ficava a ser a minha segunda oportunidade de prosseguir na aventura sempre que sofria dano com Dixie. Aconselho jogarem este título, é um clássico imperdível. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!