Terminada mais uma semana de trabalho marcada, como já se esperava, pelo evento da Sony Interactive Entertainment dedicado aos jogos que vão fazer parte do catálogo da PlayStation 5, a equipa do VideoGamer Portugal regressa a este espaço para partilhar alguns dos títulos que jogou nos últimos dias.

Antes disso, importa relembrar o que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana. Pedro Martins analisou Minecraft Dungeons, o dungeon crawler assente no universo criado pela Mojang, e saiu agradado com o resultado final. Por sua vez, Pedro Marques dos Santos regressou a Mortal Kombat 11 para experienciar as novidades introduzidas pela expansão Aftermath.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Sludge Life, PC

Desde o menu inicial que se sente a excentricidade de Sludge Life. Disponível de forma gratuita na Epic Games Store até maio, 2021, o título criado por Terri Vellmann & Doseone entrega ao jogador um mundo aberto e liberta-o para o explorar a seu bel-prazer. Pelo caminho há atividades e situações bastante estranhas.

Enquanto exploramos esta ilha vamos encontrando latas que podem ser usadas para adornar o cenário com grafittis. Sludge Life coloca esta mecânica no seu centro, deixando-a alimentar alguns dos itens. Por exemplo, pouco depois da aventura começar encontramos uma máquina fotográfica que, além de nos deixar imortalizar algumas vistas, serve para avistar com mais facilidade as latas de spray espalhadas pela área de jogo.

Sludge Life parece também orgulhar-se do “vandalismo” e da excentricidade mencionada no parágrafo de abertura. Uma personagem, por exemplo, gaba-se de um dejeto enorme deixado numa casa de banho. Encontrei uma cobra numa sanita que me matou imediatamente. Os criadores não só não escondem esta bizarria como a colocam em destaque.

E, no entanto, é algo que funciona. O título tem um carisma próprio e o ciclo de exploração e grafittis incentiva a estadia. Não perdem nada em lhe dedicar algum do vosso tempo e podem encontrar um escape interessante para o fim de semana. Estão praticamente entregues à vossa sorte, livres para fazerem o que quiserem, e no caminho para encontrarem algumas situações de levantar o sobrolho.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Trials of Mana, PS4

Trials of Mana foi lançado em finais de abril, mas só agora tive oportunidade de lhe dar a devida a atenção. O terceiro capítulo da saga Secret of Mana, que apenas muito recentemente se estreou no mercado ocidental, ganha com este remake uma nova vida e apresenta-se como uma proposta mais apetecível para uma nova audiência de jogadores.

Pelo que percebo, apesar de abandonar a perspetiva aérea por um grafismo 3D, Trials of Mana é uma adaptação bastante fiel do original, o que agradará certamente aos que gostaram da experiência que foi lançada no mercado nipónico em 1995 e aos fãs da série. Dito isto, para os restantes jogadores, Trials of Mana está longe de deslumbrar, apresentando-se como uma experiência RPG demasiado tradicional e sem grandes momentos de destaque.

Já coloquei 12 horas na aventura e tanto a história como as personagens continuam sem me cativar minimamente. O sistema de combate é sólido, mas torna-se cansativo em sessões longas de jogo. O recalcar frequente de caminhos já percorridos também não torna a exploração pelos cenários simplistas mais interessante.

Filipe Urriça, Redator - Skelattack, Switch

A grande surpresa de Skelattack foi descobrir a editora que o publicou. Como é habitual, quando se inicia um jogo desta marca nipónica, aparecem as suas letras brancas em fundo vermelho que formam o título Konami.

Porém, sabe-se que a produtora japonesa, que detém Metal Gear Solid e PES, agora trabalhará com outras produtoras para publicar os seus jogos. Skelattack é o jogo da Ukuza que, aparentemente, trabalhou junto da Konami para conseguir publicá-lo.

A obra em si é uma boa experiência metroidvania, que inverte os papéis da história. Vocês são um herói, não um herói típico deste género de jogo, mas um herói para quem normalmente atacam. Em vez de combaterem inimigos de um submundo qualquer, vocês fazem parte desse mundo e têm de combater humanos que querem dizimar a vossa cidade. 

Contudo, esta experiência não é para jogadores que pegam num metroidvania de longe a longe. Skelattack está mais indicado para quem já está habituado à dificuldade que este género normalmente traz consigo. Até agora tem sido um grande desafio avançar nível a nível, mas felizmente a produtora não se esquece de recompensar quem joga, seja com novos movimentos ou novas técnicas. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!