Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a juntar-se neste espaço semanal para revelar os jogos aos quais tem dedicado mais horas nos últimos dias e dos quais podem esperar análises no futuro. Antes de lá chegarmos, contudo, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados esta semana.

A semana começou com uma análise de Filipe Urriça a The 25th Ward: The Silver Case, o remake da sequela do visual novel da autoria de Suda51. No mesmo dia, Pedro Martins entregou o veredito em relação a Minit, a obra que trouxe a esta rubrica na edição passada e que só não lhe consumiu mais tempo do fim de semana porque a própria longevidade da obra assim não o permitiu.

Na terça-feira, este que vos escreve estas linhas publicou a sua análise à adaptação à Nintendo Switch de Burly Men at Sea, uma curiosa aventura de narrativa que apenas peca por ser demasiado repetitiva. No dia seguinte, o mesmo autor regressou para partilhar a sua opinião sobre The Mad Ones, o primeiro capítulo de The Council, uma inovadora aventura narrativa assente em inúmeros elementos RPG.

Quinta-feira foi o dia de levantamento do embargo de God of War, jogo que marca a estreia de Kratos na PlayStation 4 - se não contarmos o relançamento de God of War 3 -, e Pedro Martins aproveitou a ocasião para escrever sobre aquilo que já jogou e, mais especificamente, sobre a relação entre Kratos e Atreus. 

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Andamos a Jogar 14abr

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - God of War, PS4

Continuo a jogar God of War e continuo a adorar o meu tempo com a aventura criada pela Sony Santa Monica para a PlayStation 4. Não só o jogo continua a divertir, mas sobretudo a entusiasmar e a alimentar a curiosidade de saber o que ainda está para chegar.

Calculo que o final esteja próximo e calculo que vá deixar saudades em breve. Durante estas horas que passaram desde o meu artigo publicado sobre a relação entre Kratos e Atreus, a produtora continua a provar as mudanças que fez ao cerne da obra, demonstrando também que a violência continua bem presente.

São momentos épicos, momentos em que a adrenalina anda a rodos. É uma obra com um pouco de tudo, até de humor. O dia 20 de abril está cada vez mais próximo e será um daqueles dias que será relembrado durante o resto do ano. Sim, God of War é um daqueles jogos, um daqueles marcos numa série e na vida de uma consola. Estejam preparados.

Andamos a Jogar 14abr

Pedro Marques dos Santos, Redator - Reverie, PS Vita

Lançado no início deste mês na PlayStation Vita - com a promessa de chegar brevemente à PlayStation 4 -, Reverie é um curioso título de ação e aventura inspirado em obras como Earthbound e os títulos originais de The Legend of Zelda. Tendo jogado já mais de duas horas, percebe-se que o jogo não tem a mesma riqueza desses clássicos, mas que o seu charme pode ser suficiente para captar a atenção de alguns jogadores.

No meu caso, o estilo visual a fazer lembrar os meus tempos de infância a jogar Pokémon no GameBoy foi o principal responsável pelo meu interesse na obra, sendo que restava saber se o título seria capaz de estar à altura nos restantes departamentos. E a resposta a essa dúvida dependerá muito do jogador em si. Reverie é um jogo simples, talvez demasiado simples. Os seus inimigos são pouco exigentes e, à exceção de alguns bosses e de determinadas salas das masmorras, podem ser completamente ignorados, por exemplo.

A história, apesar de pegar num mito interessante de um semideus que pescou uma ilha e que após a sua morte a amaldiçoou, nunca assume um papel de destaque servindo apenas como um pano de fundo à progressão do jogador. Essa progressão também não tem muito que se lhe diga, uma vez que, para além do desbloquear de novas ferramentas necessárias para aceder a novas áreas do mapa, não têm grande influência na jogabilidade.

Felizmente, Reverie não parece ser um jogo que queira prolongar em demasia a sua estadia, mas mesmo assim esperava um pouco mais de um título que bebe inspiração dos jogos já mencionados.

Andamos a Jogar 14abr

Filipe Urriça, Redator - Rogue Aces, Switch

Quando vi Rogue Aces na loja digital da Nintendo Switch, achei que poderia estar ali um bom concorrente de Luftrausers, o excelente jogo de combate entre aviões da Segunda Guerra Mundial criado pela Vlambeer. Por isso, joguei-o durante esta semana. 

Infelizmente, Rogue Aces não se aproxima nem de perto do título holandês. Está ali uma jogabilidade coesa, mas com controlos rombos do movimentos do nosso avião. O cenário da guerra que marcou a nossa história faz sentido, mas não contribui muito para os combates aéreos. Ou seja, este é um cenário mais fiel à realidade, não foram imaginados eventos ou mesmo personagens que venham a ter alguma utilidade para o jogo em si. 

A maior valência do jogo poderá vir da campanha que foi desenhada para o Story Mode, tal como da variedade de outros modos diferentes disponíveis. Ainda tenho bastante por explorar e experimentar. O que acho que será vital para a qualidade final do jogo é o equilíbrio entre todos os elementos de voo e de combate. Se um é demasiado desequilibrado, o outro não poderá salvar o que um deles falha. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!