por - Sep 14, 2019

O que andamos a jogar, 14 de setembro

Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores algumas das obras às quais vai dedicando um pouco do seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins abriu as hostilidades com a sua análise a River City Girls, o mais recente esforço da histórica produtora WayForward. Já na quarta-feira, o mesmo autor partilhou o seu veredito final relativamente a Blasphemous, um jogo de ação impiedoso com fortes elementos religiosos, enquanto Filipe Urriça escreveu sobre Brothers: A Tale of Two Souls, o aclamado título de puzzles que chegou à Nintendo Switch nos últimos meses. Ainda no mesmo dia houve lugar também à publicação da análise de Pedro Marques dos Santos a Catherine: Full Body, o remake do clássico de culto lançado originalmente na PlayStation 3.

No dia seguinte, Filipe Urriça publicou a sua opinião final sobre DAEMON X MACHINA, outro recém-lançado exclusivo da Nintendo Switch. Ontem, o mesmo autor encerrou a sua semana com um olhar sobre um futuro exclusivo da consola da Nintendo, mais concretamente The Legend of Zelda: Link's Awakening, enquanto Pedro Marques dos Santos analisou Creature in the Well, obra que mistura ação dungeon-crawler com pinball.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Falcon Age, PC

Recentemente publicado no PC, tive finalmente oportunidade de começar a experimentar Falcon Age durante os últimos dias. O jogador veste a pele de uma rapariga, Ara, que acorda numa prisão edificada pela Outer Ring Company. Desde cedo há a opressão e, obviamente, a perspectiva de uma fuga – que não demora muito a acontecer.

O grande ponto de destaque da obra até este momento é a interação com um falcão. Podemos assobiar para chamar o falcão, apontar para que seja feito um ataque ou para recolher itens, sendo possível cozinhar receitas e alimentar o adorável pássaro. Falcon Age permite ainda que o jogador vá apanhando acessórios para adornar a aparência do falcão. Minutos após ter começado a minha aventura, o meu companheiro de viagem já estava a usar uma boina.

Como podem facilmente perceber, ainda que haja inimigos (podem optar por jogar uma versão apenas com a história) o grande destaque é a relação de Ara com o falcão e a forma como evolui ao longo da aventura. A jogabilidade ainda não teve tempo de evoluir, porém, é bom que o faça, uma vez que neste momento, mesmo combinando os ataques do pássaro com os da protagonista, sente-se que são processos pouco diversificados.

Fica ainda a nota que, tal como na PlayStation 4, também no PC a obra pode ser experimentada em Realidade Virtual. Talvez isso ajude a explicar os cenários algo insípidos durante estes primeiros momentos. Seja como for, Falcon Age construiu uma relação entre humano e animal que já fez o suficiente para eu ter que descobrir como será o final, tal e qual como já me tinha acontecido com The Last Guardian.

Pedro Marques dos Santos, Redator – GreedFall, PS4

Apesar de estar muito longe de se enquadrar nos títulos de elevado orçamento e com forte campanha de marketing a suportá-los antes da sua chegada às lojas bem a tempo das épocas de festividades deste final de ano, GreedFall conseguiu gerar algumas conversas graças a um inteligentíssimo posicionamento no mercado durante as semanas que antecederam o seu lançamento.

Ao apresentar-se como uma espécie de sucessor espiritual dos clássicos RPG ao estilo da BioWare, o novo jogo da Spiders chamou para si toda a atenção dos fãs que se têm sentido esquecidos e desapontados pelos recentes títulos da histórica produtora canadiana. Percebe-se rapidamente que os valores de produção não são claramente os mesmos, mas nota-se um esforço para envolver por completo o jogador desde cedo num mundo novo e construído com enorme atenção.

Do pouco que joguei até agora, é mesmo o mundo e a mitologia de GreedFall que mais se destacam, com o jogo a dar imediatamente oportunidades para conhecer melhor toda a história que rodeia esta aventura. Os breves momentos de combate indiciam já que está longe de ser o mais fluído do género, mas espera-se que a sua componente tática e estratégia compense um pouco esse fator.

Filipe Urriça, Redator – DAEMON X MACHINA, Switch

O combate é o que faz de DAEMON X MACHINA um jogo interessante, mas é inegável que podia ser melhor. Este elemento central do jogo da Marvelous peca pela sua repetição de tarefas, missão após missão.

Todavia, houve uma missão que me surpreendeu. Tive que roubar um mech a uma base inimiga, mas como tinha de entrar até chegar ao mech sem ser detectado, tinha que ir a pé, sem o meu habitual companheiro de combate.

Pode-se percorrer o caminho todo em silêncio absoluto e sem soar o alarme. Mas o melhor é ir eliminando, pontualmente, um ou outro inimigo para terem a certeza de que não são detectados pelos sensores de drones ou tanques.

Esta missão trouxe o que faltava a DAEMON X MACHINA: variedade. Se este jogo tivesse um leque de missões muito mais variado seria bastante mais interessante, sendo possível que o cansaço só aparecesse quando a campanha principal estivesse terminada.

Sinceramente, faltou ao jogo mais momentos destes, em que a equipa de produção se sentou para um brainstorming e retirou elementos ao jogo. Assim, so acrescentou valor ao produto final.

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