VideoGamer Portugal por - Dec 15, 2018

O que andamos a jogar, 15 de dezembro

Terminada mais uma semana de trabalho e com o Natal cada vez mais próximo, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar com os seus leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado mais tempo nos últimos dias. Antes disso e como sempre, fiquem com o habitual resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Filipe Urriça abriu as hostilidades com a sua análise a NAIRI: Tower of Shirin, uma aventura Point 'n' Click de origem holandesa, enquanto no dia seguinte Pedro Martins aproveitou para tecer já algumas considerações sobre Hades, a nova obra dos produtores de Pyre, Bastion e Transistor que está disponível em Early Access na Epic Games Store. Já na quarta-feira, Pedro Marques dos Santos deu por terminado o seu acompanhamento a The Council com a análise a Checkmate, o último episódio da aventura narrativa.

Também na quarta-feira, Filipe Urriça partilhou a sua opinião final em relação a Monster Boy and the Cursed Kingdom, um sucessor espiritual do aclamado Wonder Boy: The Dragon's Trap. Finalmente, quinta-feira trouxe-nos a análise de Pedro Martins a Steel Rats, um jogo arcada de combate e acrobacias ao comando de um motociclo, bem como o veredito de Pedro Marques dos Santos sobre Rage in Peace, um exigente título de plataformas com bastante charme.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Ashen, Xbox One

Não tinha prestado particular atenção a Ashen, obra da A44 publicada pela Annapurna Interactive que recentemente chegou ao PC e Xbox One. Contudo, isso mudou durante a transmissão dos The Game Awards 2018, evento que serviu para anunciar que o jogo chegaria ao mercado durante os momentos seguintes.

Dedicando o meu tempo à versão Xbox One do jogo, tem sido uma surpreendente aventura. A componente online ainda não foi devidamente explorada, contudo, a atmosfera e as diferentes armas têm sido suficientes para me manter investido na exploração dos cenários e na tentativa de perceber como é que Ashen vai evoluir até ao seu final.

Se não estão familiarizados com o título, como contexto vale a pena mencionar que é um Role Playing Game na terceira pessoa, parecendo ter um sistema de combate que respira ação diversa, mas que não se esquece da componente estratégia ligeira na abordagem aos combates, seja contra os diferentes inimigos ou contra os bosses.

Para já tem sido uma agradável surpresa, sem dúvida. Não me parece que vá ser tão profundo quanto outras propostas do género, porém, isso não quer dizer que não tenha algo a dizer nesta reta final de 2018. Caso não tenham essa noção, de destacar ainda que é um dos jogos oferecidos para quem tiver uma subscrição Xbox Game Pass ativa, pelo que se ficaram curiosos, não têm nada a perder ao fazerem o download.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Hitman 2, PS4

Com algum atraso, é certo, dei recentemente os primeiros passos em Hitman 2, a sequela do aclamado título episódico de 2016 que optou por abandonar esse formato em favor de um lançamento completo de uma só vez e mais tradicional. E quando digo os primeiros passos, são mesmo os primeiros passos. Apenas realizei a missão introdutória da obra e o prólogo do antecessor – lembre-se que todo o conteúdo de Hitman (2016) está disponível na sequela – para me voltar a familiarizar com os seus controlos.

A nova aventura de Agent 47 está carregada de conteúdo, mas ainda é cedo para se perceber se a profundidade que caracterizou os diferentes episódios do antecessor continua presente. Parece, pelo menos do que me foi possível apreender da sua introdução, que existe a intenção de dar um maior destaque à narrativa e ao passado do misterioso assassino da ICA relativamente ao jogo anterior, o que é sempre mais um ponto de interesse.

Filipe Urriça, Redator – Guacamelee! 2, Switch

Os metroidvania são um dos géneros que mais gosto. Acho que são, sinceramente, jogos que podem ser autênticos casos de estudo – obviamente que qualquer jogo e género o pode ser, mas estes é que me despertam um grande interesse. Os metroidvania têm o seu design praticamente exposto a qualquer bom observador, pode-se ver as suas intenções à distância e as formas como pode progredir.

As poucas horas já passadas com Guacamelee! 2 foram até agora muito boas. Esta é a sequela de um jogo que nunca experimentei (apesar de o ter no Steam, nunca tive tempo suficiente para lhe dedicar um par de horas). Esta semana recebi-o para análise na Nintendo Switch, uma consola excelente para este tipo de jogos. E, até este momento que escrevo estas linhas de texto, Guacamelee! 2 tem-se revelado um jogo fantástico, um grande exemplo no género em que se insere.

Nas minhas últimas sessões tenho procurado no meu caminho, sobretudo, bifurcações que me levam a pequenos desafios. São pequenos testes à minha perícia para saltar e distribuir porrada pelos inúmeros esqueletos, vindos do mundo dos mortos. As nossas recompensas são uma barra de saúde mais longa e mais esferas de fôlego para executar golpes especiais. Ainda não houve um único momento de aborrecimento no jogo, fiquei frustrado pela dificuldade de alguns níveis, mas felizmente não foi por ter lutado por algo injusto.

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