VideoGamer Portugal por - Feb 16, 2019

O que andamos a jogar, 16 de fevereiro

Mais uma semana de trabalho terminada e eis que chega novamente o fim de semana e com ele o espaço em que a equipa editorial da VideoGamer Portugal partilha com os leitores a obras às quais tem dedicado algum do seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins disponibilizou a sua análise a um dos principais lançamentos deste início de ano e uma obra há muito esperada pelos fãs. Falamos obviamente de Kingdom Hearts 3. No mesmo dia, Pedro Marques dos Santos publicou o seu veredito em relação a The Stillness of the Wind, uma obra de contemplação sobre a vida, a morte e a monotonia da solidão e da rotina.

Terça-feira trouxe a análise de Pedro Martins a Sleep Tight, um híbrido de twin-stick shooter e tower defense que não deslumbra, enquanto na quarta-feira houve lugar para a partilha da opinião final de Pedro Marques dos Santos sobre Away: A Journey to the Unexpected, uma obra interessante mas pouco memorável. Já durante o dia de ontem, Filipe Urriça apresentou-se ao serviço para escrever sobre a adaptação à Nintendo 3DS de Mario & Luigi: Bowser's Inside Story.

Finalmente, Pedro Marques dos Santos e Pedro Martins colocaram um ponto final numa semana recheada de análises com a publicação dos seus vereditos em relação a Wargroove, obra apontada por muitos como o sucessor do clássico Advance Wars, e a The Umbrella Academy, a nova série original da Netflix baseada em super-heróis de banda desenhada, respetivamente.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Metro Exodus, PS4

Estou a jogar o que acredito serem os momentos finais de Metro Exodus. Ao longo dos últimos dias dediquei-lhe uma parte significativa das minhas horas acordadas e o que encontrei foi um mundo que se foi mudando consoante as estações do ano, personagens que foram passando tormentos comigo e inúmeros encontros que me fizeram perceber o quão precárias são todas estas vidas.

Vestindo a pele de Artyom, é fácil perceber a ambição da produtora 4A Games em levar a sua série por um mundo pós-apocalíptico além dos intermináveis túneis e além da tundra gelada. Pode-se dizer que Exodus continua a ser um Atirador na Primeira Pessoa sem escrever uma mentira, porém, é também muito mais do que isso.

Encontrar itens e usar as mesas para crafting, estudar estratégias da sempre recomendada ação furtiva, demorar o tempo necessário para apreciar a paisagem que a Aurora – a locomotiva que nos vai transportando entre locais principais – vai cortando; e até perceber como a história vai empurrando Exodus para o cru e o desesperado, não se escusando a colocar um grupo de canibais na Ark.

Metro Exodus revelou também alguns problemas, entre os quais estão tempos de carregamento algo longos – mesmo que sejam usados para carregar um mundo considerável – e uma vocalização em inglês que, mesmo sendo usada para ilustrar personagens locais a falar um idioma que não o seu, acaba por parecer em diversos momentos uma caricatura de mau gosto. Contudo, ao fim de mais de duas dezenas de horas, Exodus revelou também ser uma viagem memorável.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Dragon Quest XI: Echoes of An Elusive Age, PS4

Sim, cheguei ao RPG da Square Enix tarde e a más horas, tendo em conta que a obra já se encontra disponível no mercado há largos meses. Contudo, ditou o destino que a semana em que acabei por encontrar finalmente tempo para iniciar a minha estadia na mais recente entrada da histórica série da casa nipónica fosse a mesma em que o título regressou às luzes da ribalta com o anúncio de novas informações sobre a versão Nintendo Switch da obra.

Ainda só coloquei cerca de quatro horas neste RPG que promete necessitar de várias dezenas de horas para ser terminado, pelo que estou ainda numa fase muito precose da experiência e longe de poder tirar qualquer espécie de conclusões sobre a qualidade da narrativa ou das personagens que acompanharão o protagonista ao longo da aventura. Posso desde já dizer que continuo a detestar protagonistas silenciosos e Dragon Quest XI não é de todo um jogo que beneficie com isso.

O combate por turnos apresenta-se nesta fase bastante acessível, mas tudo indica que ainda faltam várias mecânicas serem introduzidas ao longo das próximas horas.

Filipe Urriça, Redator – Observer, Switch

Ainda que não seja o meu género favorito, estou a gostar bastante de Observer na Nintendo Switch. De certa forma, faz-me lembrar um bom título que joguei na Xbox 360 e que acredito ter passado ao lado de uma boa falange de jogadores, Condemned: Criminal Origins.

O jogo ainda não me assustou verdadeiramente, mas desconfio que não vá demorar muito até que o faça. Porém, tal como o título que referi, não estou a jogar pelos sustos, mas sim pela narrativa que oferece. Parece que nos enviaram para um mundo ainda mais sombrio do que aqueles que são protagonizados por Adam Jensen. Há um assunto familiar por resolver que é tratado como um policial.

Os apartamentos aos quais uma misteriosa chamada nos leva são um bom exemplo de design em videojogos. Esta localidade é o epítome da desigualdade social que se vive naquele mundo cyberpunk. Para nos guiar usamos as nossas capacidades cibernéticas de detetive do futuro, repleto de implantes tecnológicos para facilitar o nosso trabalho.

Espero deste jogo algo memorável em termos narrativos, porque tudo parece apontar nesse sentido. A jogabilidade é mínima, mas suficientemente para nos manter em alerta sem respondermos com disparos e criar um tiroteio quando não é isso que interessa. Do que me falta jogar, sinto-me confiante para a experiência ser realmente positiva.

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