Com mais uma semana prestes a chegar à sua conclusão, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar com os leitores as suas impressões em relação a alguns dos títulos aos quais tem dedicado mais tempo nos últimos dias. Antes disso e como sempre, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se escreveu por estes lados durante esta semana.

Logo na segunda-feira, Filipe Urriça deu o pontapé de saída com a sua análise a Bad North, um roguelike com elementos de estratégia em tempo real, enquanto na quarta-feira foi a vez de Pedro Martins partilhar o seu veredito em relação a V-Rally 4, o título que marcou o regresso de uma série que teve na PlayStation One o seu período de maior destaque.

Já na sexta-feira, o mesmo autor relatou os seus primeiros passos em Forza Horizon 4, a nova entrada da série de condução em mundo aberto cuja demonstração jogável foi recentemente disponibilizada. Por sua vez, Pedro Marques dos Santos parou finalmente de colecionar mochilas e combater o crime em Nova Iorque para publicar a sua análise a Spider-Man, o exclusivo da PlayStation 4 da autoria da Insomniac Games.

Finalmente, ontem foi dia da publicação da anual antevisão à próxima iteração de FIFA, neste caso FIFA 19, com base na demo colocada recentemente à disposição dos jogadores.

Sem mais demoras, fiquem com os títulos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Wailing Heights, Xbox One

Depois de ter tido oportunidade de experimentar o arranque de Wailing Heights na Xbox One, é o humor e, sobretudo, o estilo gráfico que me fará continuar a dedicar-lhe o meu tempo. A obra da Outsider Games recorre a um grafismo estilizado como uma banda desenhada que, além de ser bonito, encaixa bastante bem no tema da obra, melhorando a atmosfera.

O jogo propõe-se a contar a história de Frances Finklestein, um produtor musical que tem produzir um álbum de tributo à banda The Deadbeats depois do restante membro da banda ter morrido. Wailing Heights é também o nome de uma cidade particular, uma vez que os seus habitantes são a reencarnação de almas em vampiros, zombies, etc, o que leva a algumas linhas de diálogo bastante interessantes.

Se a escrita e o grafismo parecem elevar o jogo ao estatuto de recomendável, a jogabilidade é para já a maior incógnita para mim. Sendo uma aventura com vários processos do estilo Point and Click, não sei se o fôlego de andar a investigar e a falar com várias personagens fará o suficiente para manter o meu interesse a médio prazo.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Donut County, PS4

Terminei Donut County ontem à noite, pelo que não me alongarei muito em relação à obra nesta rubrica para não me estar a repetir quando a análise for publicada no início da próxima semana. Dito isto, posso desde já afirmar que esta peculiar obra foi o jogo perfeito para jogar e descomprimir depois de tantos dias passados a jogar Spider-Man de forma quase ininterrupta.

Assumindo o controlo de um misterioso buraco cujas dimensões aumentam à medida que vamos consumindo objetos do cenário, Donut County é uma experiência estranha, mas altamente agradável. Sem alongar o seu conceito durante mais tempo do que o aconselhável, o título de Ben Esposito é um jogo ideal para limpar o paladar, embora o preço possa ser considerado algo exagerado por alguns jogadores.

Filipe Urriça, Redator - The Spectrum Retreat, Switch

The Spectrum Retreat é fascinante pelos puzzles que nos entrega e pelo mistério que temos de descobrir, pelo menos nas primeiras horas com o jogo.

Este título independente, que começou a ser construído quando o seu autor tinha quinze anos, é inspirado em jogos de puzzles na primeira pessoa como Portal. Os puzzles são controlados por interruptores coloridos que bloqueiam ou abrem-nos o caminho, obrigandos ter a certeza absoluta no momento de carregar nos botões certos para encontrar a saída.

Depois dos quebra-cabeças vem a narrativa, coberta em mistério, que espero poder revelar sem respostas demasiado ambíguas. Quero perceber o porquê de estar num hotel gerido por robôs e em que cada novo dia é uma cópia do anterior. 

O jogo tem bons ingredientes, mas ainda terá de me provar que sabe fazer uma boa receita com eles. Infelizmente, conheço mais jogos que começam mal e acabam bem do que o contrário.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!