Concluída mais uma semana de trabalho, eis que chega novamente a altura da equipa editorial do VideoGamer Portugal voltar a este espaço para partilhar com os leitores as obras a que tem dedicado algum do seu tempo nos últimos dias. 

Antes de partirmos para as escolhas desta semana, relembrar que esta semana viu a publicação da análise de Pedro Marques dos Santos a The Last of Us Part II, sem dúvida um dos jogos do ano e da atual geração de consolas. Fiquem então com os títulos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Ooblets, Xbox One

Disponível em Acesso Antecipado no PC (Epic Games Store) e na Xbox One, Ooblets é uma proposta que parece apostada em oferecer umas férias relaxantes a quem o comprar. Durante os últimos dias tenho dedicado algum tempo à obra da Glumberland, ficando rendido a todos os detalhes adoráveis, mas também ao seu cômputo geral.

Há um lado de colecionismo enquanto exploramos a cidade de Badgetown e as suas redondezas à procura de ooblets, criaturas que estão na espinha dorsal da obra. Não só estas criaturas podem ir subindo de nível, como podem ser criadas no solo circundante da nossa casa quando chegamos à pitoresca vila da obra.

Além de os colecionar, temos também que participar em batalhas que, fiéis à índole da obra, nos transportam para confrontos avaliados em passos de dança com diferentes cartas que para já estão longe de se afirmar pela sua complexidade.

Ooblets assenta também nas meânicas de agricultura, permitindo aos jogadores colecionarem e plantarem os seus próprios produtos agrícolas, tal como os já mencionados ooblets. Há um sentido de progressão que nunca trai a estadia relaxante que é a grande aposta da Glumberland.

Agora resta-me continuar a colecionar, a ajudar a comunidade, a aumentar os níveis dos ooblets, enfim, resta-me continuar estas adoráveis férias digitais que muitos de nós tanto precisam. O artigo será publicado na próxima semana, mas Ooblets merece ser acompanhado na sua estadia em formato Acesso Antecipado, uma vez que a caminhada até ao lançamento oficial parece ser bastante apelativa.

Pedro Marques dos Santos, Redator - We Should Talk, Switch

We Should Talk, jogo da Insatiable Cycle, é uma peculiar experiência jogável. Uma espécie de simulador de conversa, a obra, como o próprio título deixa a entender, envolve a gestão de uma relação amorosa através das combinações de palavras que usam para fazer progredir as várias interações.

Num bar com música ambiente apropriada, a protagonista divide atenção entre amigos, conhecidos e até estranhos que coabitam este espaço noturno, e a sua namorada através de mensagens no telemóvel. Do pouco que joguei, a obra dá-nos liberdade para guiar o rumo das conversas, deixando-nos assumir uma postura mais desinteressada, afável, fria ou de sedução para com cada uma das personagens.

O principal desafio de uma obra deste género é, no entanto, perceber se consegue construir personagens interessantes para dar mais relevo às nossas opções ou se é uma obra cujo único propósito é ver como o desfecho é alterado assumindo posturas totalmente antagónicas.

Filipe Urriça, Redator - Donkey Kong Country (SNES/Switch)

Esta semana joguei Donkey Kong Country pela quarta vez na minha vida. Primeiro, joguei a obra da Rare na SNES, mais tarde joguei no Gameboy, mais recentemente experimentei o jogo na minha SNES Mini e esta semana joguei Donkey Kong Country na Switch, pois fazia parte das ofertas de jogos para os subscritores Nintendo Switch Online. 

É estranho voltar a ver o símbolo da Rare quando se inicia o jogo, visto que agora a produtora britânica que está ligada à Microsoft tem um catálogo e, consequentemente, uma identidade diferente daquela que tinha nos tempos áureos em que produzia para a Nintendo. Donkey Kong Country passou com distinção no teste do tempo, pois prova que ainda hoje é um excelente jogo de plataformas, apesar de haver níveis que o espaço para o erro é muito curto.

Jogar Donkey Kong Country é revisitar um clássico e perceber a razão pela qual tem este estatuto. Se há algo que identifica Mario, a personagem principal da casa de Quioto, é o seu salto. A dupla de personagens que protagonizam Donkey Kong Country identificam-se pela mesma característica da sua mobilidade: o salto. É um elemento intrínseco ao jogo, pois o seu design está todo construído em torno da mecânica de saltar. 

Ter uma Nintendo Switch com uma subscrição do serviço online da consola e não se aproveitar aquilo que é pontualmente oferecido é como ignorar a história dos videojogos - o que é totalmente compreensível. Contudo, jogar novamente ou descobrir jogos como Donkey Kong Country é uma experiência a que se deveria dar a mesma importância de que jogar um título moderno. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!