Concluída mais uma semana de trabalho e com as temperaturas a parecer querer subir para valores mais condizentes com a época do ano, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os seus leitores alguns dos jogos a que tem dedicado o seu tempo nestes últimos. Antes disso, e como é tradicional, fiquem com o que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Filipe Urriça foi responsável pela publicação de duas análises esta semana. A primeira, partilhada na terça-feira, versou sobre Picross S4, a mais recente entrada da série de puzzles que continua a testar a massa cerebral dos jogadores na Nintendo Switch. A segunda foi publicada ontem e trouxe para a ribalta Summer in Mara, obra de agricultura, crafting e exploração num arquipélago tropical. Por sua vez, Pedro Marques dos Santos partilhou o seu veredito em relação a Trials of Mana, mais um histórico RPG da Square Enix que teve direito a um remake em 2020. 

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - West of Dead, PS4

Estes dias foram também marcados pelo arranque da minha aventura em West of Dead, um novo atirador roguelite desenvolvido pela Upstream Arcade. As primeiras impressões são interessantes, com o ritmo a começar a aumentar e as sequências entre ação e pausa estratégica a começarem a fazerem-se sentir.

Controlamos William Mason - personagem vocalizada por Ron Perlman - que está morto e se encontra no purgatório. O objetivo é sair para a área de jogo e tentar matar o maior número de inimigos possível. Os níveis são gerados progressivamente, mas pelo menos durante estes momentos, há uma boa cadência na forma como estamos envolvidos pela ação sem esquecer, por exemplo, o recarregar das armas e a essencial procura de cobertura.

Não sei se terá estofo para aguentar este equilíbrio até ao fim, algo que só poderá ser avaliado durante as próximas horas. Contudo, jogado no PC, West of Dead consegue transparecer uma arte gráfica que nos transporta para o passado, que nos faz querer descobrir os recantos do mapa. É um estilo que denota também o sombrio e o jogo da luz e das sombras.

Pedro Marques dos Santos, Redator - 1971 Project Helios, PS4

Num ano que já viu serem lançadas obras como Gears Tactics e Desperados III, e estando prestes a receber a chegada ao mercado de Wasteland 3, 1971 Project Helios é mais um título de combate estratégico por turnos a pedir a atenção dos fãs do género, transportando-os para uma distópia gelada ao comando de vários personagens.

Ainda estou numa fase preliminar da campanha, mas por enquanto o que salta à vista é o facto de algumas batalhas parecerem demasiado dependentes de um método de tentativa e erro ou da própria sorte associada aos disparos com 50% de hipóteses de atingirem os alvos. O facto de, pelo menos nesta fase, não ser possível restaurar a saúde dos nossos guerreiros e de a morte de apenas um deles ser suficiente para falhar a missão, também reduz bastante qualquer a margem de erro das nossas abordagens.

Por enquanto, Project Helios ainda não brilhou muito alto, pelo que espero que as horas seguintes sejam mais cativantes e revelem uma experiência mais profunda e estratégica que aquilo que mostrou ser até agora.

Filipe Urriça, Redator - Liberated, Switch

O jogo da Walkabout Games chegou num momento oportuno, dado o tema que trata. Para definir Liberated mais facilmente, basta compará-lo a Black Mirror. O jogo é apresentado em várias revistas de banda desenhada, cada uma delas parece um episódio da série criada por Charlie Brooker.

Como disse, o jogo é dividido em revistas de banda desenhada que aparentam ter uma certa continuidade. É um jogo de escolhas e de Quick Time Events demasiado rápidos para quem é apanhado de surpresa e falha a sequência, ficando assim proibido de retomar a cena em que errou. 

Ainda só joguei uma revista e meia, mas já dá para perceber o que quer do jogador. Preferencialmente, quer um jogador que tome decisões e que fique a assistir ao desenrolar da narrativa com a mínima interferência. Todavia, Liberated é também um jogo e, como tal, precisa de jogabilidade para fazer o jogador entrar em pequenas atividades e não ser um mero espectador de televisão.

Quando o jogador efetivamente entra em ação, notam-se as fragilidades do título. É nestas alturas que me questiono se seria melhor o jogo ter apenas decisões a tomar, pedindo a nossa atenção com alguns Quick Time Events.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!