Com mais uma semana para trás das costas, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Na segunda-feira, Pedro Marques dos Santos abriu as hostilidades com a sua análise à versão Switch de The Outer Worlds, o mais recente Role Playing Game da Obsidian. O jogo é bom, mas as limitações técnicas da consola da Nintendo fazem-se sentir de sobremaneira. Por sua vez, Filipe Urriça analisou CrossCode, título que se destacou originalmente no PC e fez entretanto o caminho até às consolas, onde continua a ser um título recomendável.

Já na quarta-feira, Pedro Marques dos Santos partilhou o seu veredito sobre The Alto Collection, uma coleção que inclui Alto's Adventure e Alto's Odyssey, duas obras de qualidade há muito disponíveis nos dispositivos móveis. Acima de tudo, são propostas excelentes para curtas sessões de jogo. Finalmente, a semana terminou com a análise de Filipe Urriça a Super Mario 3D All-Stars, coleção temporária que levou Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy até à Switch.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - WRC 8, PS4

WRC 9 é uma obra apostada em continuar a fazer bem o que já fazia enquanto tenta dar uma maior profundidade e diversidade ao que oferece como um todo. Durante estes momentos iniciais, tem sido exigente e recompensador, mas também ocasionalmente frustrante. Não esperem, mesmo, que esta proposta de rally seja arcada. Quem quiser ser o mais rápido em WRC 9 terá inevitavelmente que levar os sentidos ao ginásio.

Gerir a garagem, incluindo uma passagem pela leitura dos emails, pela contratação - e gestão - dos membros da equipa, e também do planeamento das provas em que participamos, entre outras atividades, mostra que certamente parte do tempo dedicado a WRC 9 será longe dos banhos de lama e das curvas apertadas.

Nos traçados, contudo, tenho experienciado um misto de emoções. É evidente que pilotar a elevadas velocidades nos troços mais íngremes é uma descarga de adrenalina, mas nem sempre a jogabilidade foi suficiente astuta para que o carro não fosse transformado numa bola de pinball após estes momentos.

A obra desenvolvida pela KT Racing parece ser uma entrada sólida na série que quer colocar a licença oficial do Mundial de Rally debaixo de holofotes fortes. Tem sido um trabalho notável, isso é inquestionável, ao longo dos últimos anos, ficando por esclarecer se a longo prazo este investimento na carreira valerá a pena, evitando uma súbita quebra no entusiasmo e diversão que se retiram tanto da jogabilidade como da gestão da equipa.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Tony Hawk's Pro Skater 1 + 2, PS4

Não tenho, de todo, uma ligação nostálgica aos jogo da série Tony Hawk, nem à cultura  de skateboarding. O primeiro e, até recentemente, único título que cheguei a jogar foi Project 8, uma das primeiras obras que comprei após finalmente desembolsar os 600€ na PlayStation 3. Infelizmente, terá sido nesse momento que a série começou a sua curva descendente, pelo que não guardo grande memórias dessa experiência.

 Muitos anos depois, regresso agora a série para jogar os dois jogos mais adorados pelos fãs da série, em mais um excelente esforço da Activision para revitalizar obras pretéritas do seu catálogo - depois do sucesso com Crash Bandicoot e Spyro. O que salta mais à vista neste primeiros momentos com esta coleção é a quantidade de desafios e conteúdo para desbloquear em oferta.

Por enquanto, tenho focado em conhecer os primeiros níveis de Tony Hawk's Pro Skater, mais concretamente o Warehouse, onde já concluí os 10 objetivos principais. Entretanto passei para a School, nível mais aberto e mais propenso à exploração e experimentação. Independentemente do meu menor talento e capazcidade para memorizar e encadear vários truques em sequência, os controlos são excelentes e a forma como a progressão é estrutura mantém a experiência fresca e interessante, com objetivos bem definidos sempre que regressamos ao jogo.

Filipe Urriça, Redator - Super Mario 3D All-Stars, Switch

Dos três títulos incluídos em Super Mario 3D All-Stars, Super Mario Sunshine é o meu favorito, contudo adorei igualmente Galaxy. Super Mario Galaxy tem tantas nuances para um jogo de plataformas que torna o jogo num dos melhores do seu género.

É na simplicidade que reside a força destes três jogos. Mario salta como é habitual e ainda tem algumas técnicas aliadas ao fator da lei da gravidade dos objetos, que muda a orientação do nosso herói. Depois somos brindados com a complexidade dos níveis em si nos quais aplicamos as regras de jogabilidade básicas do canalizador de chapéu vermelho.

Há níveis muito pequenos, que brincam com um único aspeto particular e há outros mais complexos e elaborados que nos permitem descobrir estrelas escondidas ou caminhos alternativos ao principal. Porém, nem tudo é genial em Galaxy.

Loopdeeloop é um parque aquático, que é uma galáxia/planeta, onde temos de guiar uma raia que usamos para fazer de prancha de surf. São muitas curvas e contracurvas que temos de ultrapassar a controlar com o sensor de movimentos do Joy-Con. Como esta forma de controlar é imprecisa, acabamos por cair muitas vezes no abismo. Enfim, níveis desinspirados como este são raros em todos os três jogos.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!