Numa altura em que a população mundial está sedenta de entretenimento para guiar a estadia quase permanente em casa, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço semanal para partilhar com os leitores aquilo que tem passado pelas suas plataformas durante este período. Antes disso, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins deu o pontapé-de saída com a sua antevisão a Those Who Remain, obra de terror que está a apenas alguns meses de se estrear no mercado. No dia seguinte, o mesmo autor publicou a sua análise a Hidden Through Time, mais um jogo à procura de converter a fórmula de "Onde Está o Wally?" aos videojogos.

Por sua vez, Filipe Urriça dedicou o seu tempo a dois exclusivos da Nintendo Switch, ainda que com claras diferenças ao nível da qualidade. Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX desiludiu, enquanto Animal Crossing: New Horizons, o grande exclusivo da consola para este início de ano, é o sucesso que já se antevia. Finalmente, Pedro Marques dos Santos encerrou a semana com o relaxante e acolhedor Coffee Talk, obra altamente recomendada durante estes períodos atribulados.

Sem mais demoras, fiquem com as obras a que a equipa decidiu destacar esta semana. Mais uma vez, reforçamos a mensagem mais frequente destes dias: protejam-se, fiquem por casa e sigam as instruções da Direção-Geral da Saúde.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Resident Evil 3 (Demo), PS4

Ainda que neste momento a comunidade tenha disponível desde as últimas horas Animal Crossing: New Horizons e DOOM Eternal, olhando para o mês seguinte há um nome que salta à vista: Resident Evil 3 Remake. Como tal, seria muito difícil resistir à tentação de experimentar a nova proposta da Capcom desde o momento em que a demonstração jogável chegou às lojas digitais. 

Claro que estes momentos não servem para nada a não ser ficar com uma primeira impressão do que nos espera. Já na pele de Jill Valentine, encontramos Carlos e temos uma missão original clara: voltar a colocar o metro em funcionamento, salvando assim alguns civis numa altura em que a cidade já está fechada e destruída. 

Rádio e mapa ao nosso dispôr, explorar a estação de metro e sair para as ruas de Raccoon City mostraram-me um trabalho atento no departamento gráfico. O movimento da personagem confirma os controlos “pesados” que já se esperavam e os primeiros encontros com zombies depressa nos relembram que aqui as munições não abundam. 

Essencialmente, o que esta demo fez foi consagrar o meu sentimento descrito no primeiro parágrafo: Resident Evil 3 tem tudo para ser uma das obras que vai marcar o arranque de 2020. Não sei se terá o mesmo impacto que Resident Evil 2 (Análise) teve, chegando ao mercado no início de 2019 e figurando em imensas listas com os melhores do ano. Depois desta amostra, estou ainda mais interessado em descobrir. 

Pedro Marques dos Santos, Redator - Thronebreaker: The Witcher Tales, Switch

Uma vez que tenho vários jogos de longa duração na minha lista para analisar, não estranhem se começarem a ver alguma repetição nos títulos que trago a este espaço ao longo das próximas edições. Desta vez, trago de volta a obra narrativa da CD Projekt Red assente em Gwent e no mundo de The Witcher, mas já com algumas horas adicionais acumuladas.

Confesso que, por estranho que possa parecer, esta versão mais complexa do jogo de cartas introduzido em The Witcher 3: Wild Hunt continua a não me cativar ou viciar da mesma forma que a sua fórmula original o fez. Talvez seja porque há demasiados fatores a ter em conta ou porque quase todas as batalhas começam com um necessário relembrar das caraterísticas únicas que cada uma delas possui, sobretudo quando novas cartas inimigas são apresentadas.

Essencialmente, Thronebreaker não é uma obra acessível, nem uma experiência que pode ser jogada sem que a atenção do jogador esteja totalmente dedicada ao que se passa no ecrã. Também a história, para lá da entrega excelente de todas as linhas por parte do narrador, tarda em ganhar substância. Ainda tenho muito jogo pela frente, é certo, mas o título precisava claramente de um arranque mais cativante

Filipe Urriça, Redator - Foregone, PC

O PC é uma plataforma onde os produtores têm lojas onde podem vender os seus jogos enquanto estão a desenvolvê-los. O Steam Early Access foi pioneiro neste conceito, mas a Epic Games Store também já tem o seu programa de jogos vendidos neste modelo, por exemplo.

Tudo isto para vos dizer que tenho estado ocupado em perceber o que Foregone quer ser. É um jogo que está no programa Early Access da Epic Games Store, mas num estado bastante avançado de desenvolvimento. Provavelmente, os produtores estão numa fase de recolha de dados para equilibrar o combate que se propõe a oferecer.

Se tivesse de o comparar a algum jogo, seria a Dead Cells. Tem uma estética e animações ligeiramente semelhantes, mas com a sua própria história para contar. Porém, é no combate onde reside o maior interesse e é a alternância entre ataques corpo-a-corpo e à distância que torna este jogo cativante.

Foregone dá uma espada e uma pistola à sua heroína, todavia, ao encontrar o precioso loot, o espólio dos vários combates travados, encontramos também outras formas de combater. O sistema de combate continua a ser de curto ou longo alcance, mas o ritmo muda conforme o dano que estes infligem no inimigo.

Com as várias atualizações veremos como é que o jogo se comporta. Porém, não é demais relembrar que um passo em falso pode arruinar o jogo, caso um jogador encontre uma forma de facilitar a progressão com uma determinada arma. Contudo, é muito cedo para fazer uma avaliação definitiva, porque o jogo só estará terminado no próximo ano, segundo as previsões dos produtores. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!