Com mais uma semana de trabalho dada por terminada, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço semanal para partilhar com os seus leitores os jogos a que tem dedicado o seu tempo ao longo destes últimos dias.

Antes disso, importa mencionar que esta semana foi publicada a análise a Creaks, com Pedro Marques dos Santos a escrever que trata-se de "uma experiência de puzzles charmosa, criativa e incrivelmente bela" e "mais um atestado de qualidade da Amanita Design".

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Next Stop Nowhere, iOS

Next Stop Nowhere é a nova proposta da Night School, produtora que captou uma legião de fãs com as obras Oxenfree (Análise) e Afterparty (Análise). Disponível neste momento apenas para quem tiver uma subscrição Apple Arcade, é um videojogo pautado pela sensação de viagem - tanto pelos locais visitados como pelas personagens que vão entrando e saindo das vidas de Beckett e de Serra, a dupla de protagonistas.

Vestimos a pele de Beckett, um descontraído estafeta que embarca na aventura da sua vida depois de conhecer Serra. O filho de Serra precisa de ser novamente resgatado e Next Stop Nowhere vive de e para essa viagem. No seu cerne, como não poderia deixar de ser, está também a química que há entre os protagonistas e o aprofundar dos seus arcos narrativos.

Curiosamente, há um minijogo entre os locais por onde vamos passando. Basicamente, temos que controlar a nave, evitando os diversos obstáculos. Não faz muito pela jogabilidade, verdade seja dita, ficando a ideia que a execução deste conceito está presente sobretudo para incluir alguma jogabilidade “tradicional”, escudando o título das eventuais críticas de que “não acontece nada”.

O jogo faz o suficiente para que o continuem a jogar, sendo inequivocamente uma obra assinada pela Night School: escolhas de diálogo que conduzem o argumento e uma progressão, pelo menos para já, sem grandes desafios às habilidades dos jogadores. Quem gostou de Oxenfree e Afterparty estará em casa bailando por esta versão pastel do Espaço.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Peaky Blinders: Mastermind, PS4

Peaky Blinders: Mastermind é, pelo menos, uma abordagem curiosa a uma série de televisão que acompanha a organização criminosa que operava em Birmingham entre o final do século XIX e o início do século XX. Em vez de um jogo de ação rico em tiroteios, roubos e ações ilegais, a abordagem da FuturLab, produtora da série Velocity, é bastante mais comedida.

Sem grandes artifícios ou explosividade visual, Mastermind é uma interessante obra de puzzles que vê o jogador alternar o controlo entre diferentes personagens para concluir o seu objetivo antes do tempo máximo ser ultrapassado e, mais tarde, o mais rápido possível para obter a melhor classificação.

Com vários objetivos por nível, a movimentação das personagens e a sua interação com o cenário, seja por exemplo Ada a distrair guardas para que Tommy não seja avistado ou chantagear personagens mais suscetíveis à "persuasão" para abrir portas intransponíveis, fica gravada na linha temporal. Recuando no tempo e alterando de personagem, as restantes personagens voltam a realizar as instruções já delineadas antes da troca da personagem em controlo.

Essencialmente, isto significa que o desafio para gastar o menor tempo possível para concluir o objetivo passa por definir as ações necessárias para cada uma das personagens à disposição, recuando sempre a linha temporal para que estas executem os seus respetivos comportamentos em simultâneo. É uma ideia interessante, contudo, o número reduzido de níveis - são apenas dez - levanta questões sobre a capacidade do jogo para diversificar os processos e desafiar a nossa massa cinzenta.

Filipe Urriça, Redator - Pokémon Sword, Switch

Esta semana decidi preparar-me para a segunda parte da Expansion Pass de Pokémon Sword, por isso fui à caça de criaturas Pokémon para completar o meu Pokédex. Acabei o jogo com e a primeira parte dos conteúdos adicionais com 98 Pokémon catalogados no meu Pokédex, agora tenho 145 registados no meu dispositivo.

Obviamente que o objetivo não passa por apanhá-los todos e terem as quatro centenas de criaturas, muitas delas obtém-se a partir da evolução de outras. O problema da evolução é que há formas muito específicas para esta ocorrer. Eevee é conhecido por evoluir em condições especiais e através de pedras preciosas, por acaso ainda não foi um Pokémon que me dediquei às suas várias formas.

Se a minha pesquisa estiver correta, para evoluir um Steenee para Tsareena é necessário que este aprenda a técnica Stomp para poder evoluir. E visto que o meu Steenee está no nível 60 e a técnica que precisa para evoluir aprende por ele próprio ao nível 28, então vou ter que recorrer a um TM ou um TR. É como não encontro uma loja que venda esta técnica, a minha solução passará por encontrar um Bounsweet de nível baixo para que possa evoluir para Steenee antes deste estar no nível 28.

Outra funcionalidade curiosa de Pokémon Sword, assim como de Shield, é o Surprise Trade. Basta selecionar um Pokémon que não queiram e ver o que vos sai na lotaria em troca. À custa disto, tenho alguns Pokémon vindos do Japão e outros que nem sequer estão catalogados no Pokédex de Galar nem no de Isle of Armor.

Enfim, esperam-me longas sessões até conseguir fazer jus à divisa da série Gotta Catch 'Em All e entrar em The Crown Tundra bem preparado.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!