Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço semanal para partilhar com os seus leitores algumas das obras às quais vai dedicando o seu tempo durante os últimos dias. Antes disso, contudo, fiquem com a tradicional resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Numa semana repartida entre análises e artigos, Pedro Martins abriu as hostilidades com a publicação da sua análise a Metro Exodus, a nova entrada da série de atiradores na primeira pessoa em mundo pós-apocalíptico que trouxe consigo cenários mais abertos, juntamente com os ambientes claustrofóbicos pelos quais é conhecida. Terça-feira, o mesmo autor aproveitou a chegada da HBO a Portugal para dedicar algumas linhas a Last Week Tonight, o programa de John Oliver que regressou recentemente para uma nova temporada.

Ainda no serviço de streaming da empresa de televisão norte-americana, Pedro Martins escreveu igualmente o seu veredito em relação a Killing Eve, uma das novas séries que, mesmo sendo um original BBC America, por cá é transmitida na HBO e que conta com uma antagonista cativante. Menos cativante é a experiência oferecida por Crackdown 3 que, mesmo após um longo período de produção, ficou longe de deslumbrar. Já Pedro Marques dos Santos aproveitou a oportunidade oferecida pela Inkle Studios para jogar um pouco de Heaven's Vault e escrever as suas impressões iniciais, enquanto Filipe Urriça analisou a versão Nintendo Switch de Observer, obra da autoria dos produtores de Layers of Fear.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - DiRT Rally 2.0, PS4

Exigente e recompensador são adjetivos que assentam bastante bem a DiRT Rally 2.0. Sendo um dos jogos a que tenho dedicado algumas das minhas horas nos últimos dias, torna-se evidente que a Codemasters entrega algo memorável, particularmente pela forma como caminha com certeza a linha que separa uma obra que puxa pelo jogador de uma obra simplesmente frustrante.

Com várias modalidades, várias assistências que podem ser ativadas e sem a opção para rebobinar a prova após um acidente, DiRT Rally 2.0 não quer que os fãs sejam os melhores na primeira tentativa, mas sim que melhorem consoante o tempo que vão investindo no jogo. Para tal, há uma jogabilidade aprimorada, capaz de nos fazer sentir que o erro foi nosso e, sobretudo, que há onde melhorar o nosso tempo.

Perder faz parte e não há nenhum problema com isso. Mesmo sem ser um simulador puro e duro, certamente não é uma obra arcada. Durante o meu tempo com o jogo, fica a sensação que o desafio instiga a diversão e que a diversão motiva o regresso. Para já é um jogo de condução mais do que competente, desde que não entrem com a certeza que sabem tudo e que vão lidando com as curvas à medida que elas foram aparecendo. Essa mentalidade é o melhor atalho para saídas de pistas em DiRT Rally 2.0.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Degrees of Separation, PS4

Como estarão recordados, tive oportunidade de escrever de há algumas semanas sobre as minhas primeiras impressões relativamente a Degrees of Separation, um título de plataformas e puzzles que coloca o jogador - ou jogadores - no controlo de duas personagens separadas por uma barreira instraponível e que utilizam a sua movimentação e as características díspares dos reinos em que se encontram para manipular o cenário e progredirem na sua aventura.

Depois de ter experimentado a obra no PC a solo, preparo-me agora para testar a obra completa com recurso à cooperativade para perceber se, tal como mencionei na antevisão, essa funcionalidade ajuda a manter os puzzles do jogo mais interessantes e se faz o suficiente para evitar a frustração daqueles quebra-cabeças nos quais a nossa progressão irá inevitalmente esbarrar. Importa também descobrir de que forma a variedade dos puzzles surgirá, ou não, com a chegada a novas áreas e se a sua narrativa será capaz de nos investir na aventura deste duo.

Filipe Urriça, Redator - Tetris 99, Switch

Após uma breve consulta das minhas estatísticas, posso-vos dizer que já joguei quinze partidas e que estou no nível 8 de Tetris 99 - um battle royale que ninguém esperava e que chegou recentemente à Nintendo Switch. É incrível como é que um jogo, que renova a sua fórmula idealizada em 1985, revela tantas camadas de complexidade e acompanha as mais recentes tendências dos videojogos.

Tetris 99 não reinventa a roda, mas dá-lhe um outro caminho para trilhar: o battle royale. Este é um daqueles géneros em que não tenho nenhum interesse, nem sequer jogo os que estão disponíveis na Switch. Para mim, esses jogos é como conduzir: temos de estar mais atento às infracções dos outros ao código da estrada, do que à nossa própria condução. E é por aí que detesto este género e, ironicamente, adoro Tetris 99.

Por si só, Tetris é um jogo simples de compreender, mas difícil de dominar, nomeadamente naqueles níveis mais avançados. E com outros jogadores a tentarem sabotar o nosso jogo, ainda mais difícil se torna. Como é óbvio, se os outros podem arruinar a vossa partida, também vocês podem estragar o esquema tático dos outros. É preciso pensar bem nas novidades que o jogo apresenta para saber quem atacar e como nos defendermos. 

Mas o grande lançamento que foi Tetris 99 revela que a Nintendo trabalha no sentido de dar valor ao seu serviço online. O que nos falta saber é a frequência destas pequenas surpresas. Quanto mais não seja, há sempre versões especiais, ou seja mais fáceis, de clássicos da NES.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!